Entenda por que Sérgio Moro é um juiz ladrão - por Nezimar Borges

Editor do DMM Nezimar Borges faz analogia do juiz ladrão, do mundo do futubol, com o juiz ladrão lavajateiro, do submundo do crime da república de Curitiba. "Qualquer semelhança com caso Lula da Silva e a disputa das eleições de 2018 não é mera coincidência."

Capa da revista Veja, desta sexta-feira (05/07/2019)
Entenda por que Sérgio Moro é um juiz ladrão - por Nezimar Borges

Antes de tudo desconfie das argumentações, pesquise em diversos meios de comunicação alternativos e tradicionais de informação o perfil pusilânime do ex “juiz” Sérgio Moro: a começar pelo que foi o escândalo do processo do Banestado, pois ali, de fato, o provinciano de Maringá - com devida venha à bela cidade paranaense -, pode ter enriquecido ilegalmente.

Pesquise a relação de Sérgio Moro (resumidamente tratado por SM) com o Estado de Justiça norte americano e a acusação de ter sido instruído ou treinado pelos oficiais ianques para atuar no Brasil; a propósito, como foi possível ter êxito em um dos concursos mais concorridos do país – de juiz federal de primeira instância – e não saber coordenar verbalmente a língua portuguesa?

Pesquise ainda sobre a primeira delação do empreiteiro Léo Pinheiro – rejeitada por Moro e Dellagnol - que incriminava diretamente os tucanos José Serra e Aécio Neves e inocentava Lula da Silva.

Desconfiado, o incrédulo leitor, supostamente desinformado, pode contra argumentar superficialmente: “Isso é coisa da oposição petista!” ou “fake news!”; a respeito da constatação de que SM foi um juiz ladrão, não pelas penas carregadas ou por verborragia apaixonada, mas pelas próprias conversas vazadas entre ele, Moro, e procuradores da operação lava jato. Eles próprios dizem que trapacearam, mentiram, sacanearam o tempo suficiente para provocar estrago que por hora aflige a frágil democracia brasileira.

Os vazamentos a conta gotas do site The Intercept divulgadas pela insuspeita revista Veja, hoje, uma vez mais mostra cabalmente que SM é quem comandava uma quadrilha de criminosos no Ministério Público Federal do Paraná. Sabe-se agora, e as provas das conversas não tergiversam do crime, SM atuou e barrou a delação premiada do corrupto (re)conhecido como Eduardo Cunha.

Às 23h11 do dia 5 de julho de 2017, SM tomou conhecimento de negociação entre procuradores lavajatistas com advogados de Cunha para início de pretensa delação premiada. Em mais uma conversa privada, Moro questiona Dallagnol sobre rumores da delação de Cunha e diz: “Espero que não procedam”. Dallagnol minimiza e diz que estaria apenas programado um encontro com advogados do ex-deputado. “Acontecerá na próxima terça. Estaremos presentes e acompanharemos tudo. Sempre que quiser, vou te colocando a par”.

A analogia da atuação do “juiz” Sérgio Moro com o submundo do futebol será imprescindível ao homem médio para compreender o que de fato aconteceu. Imagine um juiz de futebol que apitará a final entre Flamengo e Corinthians, pela final do campeonato brasileiro de futebol. Antes da partida decisiva e em conluio com toda a comissão técnica corinthiana, este juiz instrui os jogadores a simularem “cai-cai” em campo, para o fim específico de prejudicar o time do Flamengo, apitando evidentemente faltas inexistentes.

Há um grande problema para intento do juiz: o Flamengo tem o melhor camisa dez do país e – por razões óbvias - precisa ser tirado de campo com aquele... aquele ar de legalidade.

Aos cinco minutos do primeiro tempo, o juiz mancomunado com jogadores do alvinegro paulista manda um dos seus provocar o camisa dez Rubro Negro: Bingo! Na confusão, o juizeco dá cartão vermelho ao Pelé flamenguista e amarelo à “vítima” do Corinthians.

No decorrer do jogo o juiz mandou mais cedo para detrás das grades dos alambrados mais um jogador flamenguista; no segundo tempo, apitou um pênalti inexistente contra o time Rubro Negro. Final da trapaça: Flamengo 0 x 1 Corinthians. Corinthians campeão brasileiro!

Meses depois foram vazadas conversas e áudios da tramoia entre o juiz, jogadores e comissão técnica do time paulista. Com um agravante: agora ex- “juiz” e no cargo de diretor de futebol do clube corintiano, pode?

O juiz é ou não ladrão?

Post scriptum:  Qualquer semelhança com caso Lula da Silva e a disputa das eleições de 2018 não é mera coincidência.

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Entenda por que Sérgio Moro é um juiz ladrão - por Nezimar Borges Entenda por que Sérgio Moro é um juiz ladrão - por Nezimar Borges Reviewed by DMM on sexta-feira, julho 05, 2019 Rating: 5

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