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Ex-secretário do governo do Amapá joga celular no mato para dificultar investigação da PF

Bertholdo Dewes Neto, ex-presidente do Instituto de Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial (Imap) do governo de Waldez Góes, é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de extravio de documento público e obstrução de Justiça. No momento da prisão, em clara tentativa de embaraçar a investigação, Bertholdo lançou seu celular em área de mata, na Rodovia Duca Serra. Após a realização de buscas, o aparelho foi localizado pela Polícia Federal.


Em denúncia à Justiça Federal, o Ministério Público Federal (MPF) acusa Bertholdo Dewes Neto, ex-presidente do Instituto de Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial (Imap), de extravio de documento público e obstrução de Justiça. A atuação decorre de flagrante durante a deflagração da Operação Shoyu, pela Polícia Federal (PF), na última semana. A denúncia, assinada pelos procuradores da República que integram a Ação Coordenada de Combate à Macrocriminalidade Ambiental no Amapá, foi ajuizada nesta quinta-feira (21).

Na Operação Shoyu, Bertholdo Dewes foi alvo de três mandados: um de prisão preventiva e dois de busca e apreensão. Durante o cumprimento das medidas judiciais, a PF flagrou na casa do ex-gestor vários documentos relacionados a processos administrativos do Imap que deveriam estar no órgão. No momento da prisão, em clara tentativa de embaraçar a investigação, Bertholdo lançou seu celular em área de mata, na Rodovia Duca Serra. Após a realização de buscas, o aparelho foi localizado pela PF.

A investigação conduzida pelo MPF, em trabalho integrado com a PF, indica que o ex-presidente do Imap chefia organização criminosa responsável pela prática de crimes contra o meio ambiente e a administração pública, entre outros delitos de natureza variada. A conduta criminosa, que envolve servidores do Imap e produtores de soja, era praticada para obter benefícios diversos ao favorecer ilegalmente o agronegócio. Estima-se que a organização criminosa provocou prejuízo de R$ 7 milhões aos cofres públicos.

Nos pedidos à Justiça, o MPF requer a condenação de Bertholdo Dewes Neto por extravio de documento público em concurso formal com o crime de obstrução de Justiça. Para as infrações, o Código Penal prevê pena de reclusão que varia de um a quatro anos, para o primeiro delito, e de três a oito anos, para o segundo.

Desdobramento da Operação "Shoyu"

Na última semana, o governador Waldez anunciou a exoneração do empresário da soja Daniel Sebben do cargo de secretário de Desenvolvimento Rural. Em uma nota distribuída à imprensa, o governo informou que a indicação do empresário para o cargo atendeu pedido das entidades que representam o setor produtivo.

Sebben, que foi alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Shoyu, estava no cargo desde o início de janeiro. A PF e o MPF investigam um grupo acusado de fraudar autos de infração para reduzir multas e liberar ilegalmente áreas de plantio de soja embargadas.
(Com informações do MPF)
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Ex-secretário do governo do Amapá joga celular no mato para dificultar investigação da PF Ex-secretário do governo do Amapá joga celular no mato para dificultar investigação da PF Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sexta-feira, fevereiro 22, 2019 Rating: 5

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