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Correspondentes bancários cobram do GEA a falta de repasse dos consignados.

A segunda-feira (5) começou com protesto em frente ao Palácio do Setentrião. A convocação foi feita por corretores, correspondentes bancários, donos de escritórios, todos do ramo de consignados e contou também com a participação de servidores públicos, que por conta da falta de repasse do valor do empréstimo que é  descontado em seus contracheques, mas não é repassado às financeiras, e estão com os nomes negativados.

Foto: Diário do Amapá
Eles cobram explicações do governador reeleito Waldez Góes (PDT) a respeito do destino de mais de R$ 220 milhões dos consignados que foram descontados do contracheque do servidor e não repassado aos bancos.

 Segundo Almeida dos Consiganados, a retenção desse recurso causa grandes impactos na economia amapaense, além de contribuir para o desemprego no Estado. "Mais de 400 agenciadores perderam empregos e em torno de 45 escritórios fecharam as portas", informou.


Reincidente

Não é a primeira vez que o governador Waldez Góes é acusado de reter o dinheiro dos consignados. De acordo com o Ministério Público, entre 2009 e 2010, (segunda gestão de Waldez/Pedro Paulo), o governo deixou de repassar cerca de R$ 74 milhões que foram descontados dos servidores estaduais e não repassados aos bancos.

Segundo o Ministério Público (MP), Waldez Góes, a partir de novembro de 2009, na condição de governador do Estado, determinou à sua equipe que deixasse de repassar aos credores os valores descontados dos salários de seus servidores, violando normas e princípios da administração pública.

 Waldez Góes é réu no STJ

O Ministério Público do Estado do Amapá ofereceu denúncia contra Antônio Waldez Goés da Silva, Pedro Paulo Dias de Carvalho, Haroldo Vítor de Azevedo Santos, Sebastião Rosa Máximo e Nelson Américo de Morais, pelo crime do art. 312 do CP e, em relação ao segundo denunciado, também pelo crime do art. 359-C do CP, por terem os acusados, a partir de 2009, nas condições de Governadores do Estado e de Secretários de Planejamento do Estado, descontado dos salários dos funcionários públicos estaduais parcelas para pagamentos de empréstimos consignados e não repassado aos respectivos bancos.

Em 19 de setembro deste ano, o Superior Tribunal de Justiça - STJ, prosseguindo no julgamento da Ação Penal nº 814-DF, após o voto-vista do Sr. Ministro João Otávio de Noronha dando provimento à apelação do Ministério Público para condenar Antônio Waldez Góes da Silva pela prática do crime previsto no art. 312 do Código Penal, impondo-lhe as penas de 6 anos e 9 meses de reclusão no regime semiaberto e de multa de 130 dias em valor unitário de cinco salários mínimos à época do fato, bem como condenando-o a pagar ao Estado do Amapá o valor de R$ 6.332.905,82, devidamente atualizado e corrigido monetariamente e julgando prejudicada a apelação do denunciado, e as ratificações de voto dos Srs. Ministros Mauro Campbell Marques e Benedito Gonçalves, pediu vista o Sr. Ministro Raul Araújo.

O processo foi então encaminhado ao gabinete do Ministro Raul Araújo, no dia 24.09.2018, onde aguarda voto de vista e inclusão em pauta para julgamento.

Na internet circula um abaixo-assinado, que seja concluído o julgamento da AP 814/STJ, com  a inclusão em pauta para conclusão definitiva.

Com informações do Diário do Amapá.
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Correspondentes bancários cobram do GEA a falta de repasse dos consignados. Correspondentes bancários cobram do GEA a falta de repasse dos consignados. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on terça-feira, novembro 06, 2018 Rating: 5

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