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A conta chegou: Waldez quebrou o Estado.

Terra arrasada. É a conclusão que se chega ao compararmos as dívidas do governo com o que este tem a receber até o final do ano de 2018. O déficit financeiro ultrapassa a estratosférica quantia de R$ 1.545.279.297,49. Na prática, isso significa que o governo não terá dinheiro para honrar seus compromissos e a conta desse descalabro quem vai pagar é a população amapaense.

De acordo com o site da Secretaria Estadual da Fazenda e do site da Secretaria do Tesouro Nacional, até o final de 2018, a previsão de arrecadação de impostos e de repasses constitucionais (FPE/FUNDEB/ICMS/IPVA) é de R$ 650 milhões. Somente para cobrir as despesas com a folha de pagamento do funcionalismo, Waldez terá que desembolsar R$ 480 milhões, incluídas nesse montante as folhas de novembro, dezembro e metade do décimo terceiro, acrescente-se mais R$ 120 milhões a ser repassados aos poderes, ALAP, TJAP, MPE e TCE, e a conta bate nos R$ 600 milhões. Restando apenas R$ 50 milhões para pagar R$ 1.545.279.297,49, e custear todas as despesas de manutenção da máquina pública até o dia 31 de dezembro.

O estranho é que, se compararmos a folha do mês de outubro de 2017 com a de outubro deste ano, observamos um acréscimo de R$ 320 milhões. A explicação para esse crescimento exponencial não está em aumento salarial, já que Waldez deu um índice abaixo da inflação do período, apenas 2,8%, e ainda teve até setembro desse ano a transposição de 2.120 servidores para o governo federal, que garantiu uma economia de aproximadamente de 12 milhões/mês. A única explicação para tal crescimento é a contratação desenfreada de funcionários temporários visando garantir o apoio eleitoral.

Falência total

Diante da total incapacidade do Estado em pagar o que deve e de assumir novos compromissos juntos aos fornecedores, o cenário que se vislumbra para o final deste ano e para o próximo mandato é o pior possível. Se hoje já falta merenda nas escolas, remédios e outros insumos nos hospitais, gasolina para os carros da PM, material de limpeza e conservação nos órgãos públicos, entre outros itens fundamentais ao funcionamento da máquina estatal, imagine-se num cenário de terra arrasada.
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A conta chegou: Waldez quebrou o Estado. A conta chegou: Waldez quebrou o Estado. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on terça-feira, novembro 13, 2018 Rating: 5

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