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Empresário coagiu funcionários a votar em Waldez/Lucas Barreto, diz empregado.

De acordo com informação de um funcionário das Lojas Amazonas Importados, o empresário Marcio Cunha Faria, admirador da candidatura do governador Waldez Góes e Lucas Barreto, ameaçou não "manter os empregos" caso seus candidatos não ganhassem as eleições.

Atualizado em 15/10/2018, às 17h 09 min.

Da Editoria do DMM — Um dos empresários engajados na campanha a favor da reeleição do governador, Waldez Góes (PDT-AP), dono da rede de lojas Amazonas Importados, Marcio Cunha Faria, constrangeu os funcionários a votar em candidatos ao governo e Senado, segundo informa um empregado das lojas que não quis se identificar, em mensagens à redação do DMM, através de um aplicativo de rede social.

O proprietário teria ameaçado os funcionários que não votassem em seus dois candidatos preferidos — Waldez, ao governo do Amapá e Lucas Barreto, ao Senado, nas eleições do 1ºTurno.

Márcio Faria teria dito que o governo Waldez ajuda a rede de lojas a manter os empregos dos seus funcionários com dispensa de impostos e, por isso, teria exigido que votassem em Waldez Góes e Lucas Barreto.

De acordo com funcionário, todos os empregados foram convocados para trabalhar no domingo, 7 de outubro, dia da eleição. “Estranhei porque nos dias dos feriados e domingo são convocados apenas a metade dos funcionários para trabalhar, mas nesse domingo [dia da eleição] todos tiveram de ir”, afirma.

Ele diz que todos os funcionários, cerca de 1 mil de toda a rede de lojas, foram liberados para votar às 11h daquele dia, depois de supostamente ameaçados pelo empresário que deixou nas entrelinhas do seu “pedido” de não “manter empregos”, caso Waldez e Lucas não ganhassem as eleições.

O empregado da Amazonas Importados diz ainda que no caso do trabalho nos feriados a empresa paga 50% da diária como comissão, mas naquele domingo, o empresário prometeu pagar 100%.

Ameaça nas eleições presidenciais

No plano das eleições presidenciais vários empresários emaçaram e intimidaram seus funcionários a votar no candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), entre eles proprietário das Lojas Riachuelo, rede de lojas Centauro, rede Burger King. Mas o fato mais notável pela repercussão nas redes sociais e imprensa tradicional foi o caso da ameaça do empresário da rede de Lojas Heven, Luciano Hang, que possui cerca de 15 mil funcionários.

“Talvez a Havan não vai abrir mais lojas (sic). E aí se eu não abrir mais lojas ou se nós voltarmos para trás? Você está preparado para sair da Havan? Você está preparado para ganhar a conta da Havan? Você que sonha em ser líder, gerente, e crescer com a Havan, você já imaginou que tudo isso pode acabar no dia 7 de outubro?”, ameaça o empresário em vídeo viralizado nas redes sociais. “Vamos virar uma Venezuela se o PT ganhar”. Ele prometeu repensar “o planejamento” da rede nos próximos anos.

Vice empresário

Marcio Cunha Faria, ao que parece, se alinha ao empresariado amapaense representado na chapa da reeleição do governador Waldez Góes, com candidatura a vice dono da rede de lojas Domestilar, Jaime Nunes. Caso Waldez seja reeleito, Nunes assumirá o governo com provável candidatura de Góes ao Senado, em 2022.

O DMM tentou contato com empresário Marcio Cunha Faria sem, entretanto, obter êxito para comentar a denúncia.
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Empresário coagiu funcionários a votar em Waldez/Lucas Barreto, diz empregado. Empresário coagiu funcionários a votar em Waldez/Lucas Barreto, diz empregado. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on segunda-feira, outubro 15, 2018 Rating: 5

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