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Eleger Haddad é derrotar o golpe – por Nezimar Borges.

A escolha da política eficaz para fazer frente à sanha golpista de 2016 gerou ruídos na unificação da esquerda brasileira, naquele momento, atarantada diante da dura realidade de mais um golpe contra democracia no país. Quem avalia é o jornalista Nezimar Borges. Para Borges, os três apontamentos, de eleição direta; pressão política junto ao STF e apelo popular, não surtiu nenhum efeito. Para ele, a eleição do ex-ministro da educação, e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad é a única alternativa para derrotar o golpismo, de uma vez por todas. “O voto no candidato Fernando Haddad deve ser ato cívico compulsório aos esclarecidos, contudo, consciente do processo que se instalou no país depois da ofensa à cambaleante democracia em 2016”. Ele afasta a via Ciro Gomes. “Quando Ciro traz o tradicional jeitinho tupiniquim ‘queremos virar a página do golpe’, sem encarar o mostro que alimenta a crise, considero uma irresponsabilidade”. Neste texto, Borges também enaltece as qualidades do petista Haddad. “É professor e (...) alertará a população sobre processo do desenvolvimento da coletividade, cuja atividade se desenrola a partir da valoração do indivíduo ou do particular de que o homem não seja mero objeto de manobra do processo político, mas, sujeito” E conclui: “Se felizes são os que têm fome e sede de Justiça, porque serão saciados — então eleger Haddad é derrotar de fato o golpismo, definitivamente” Leia íntegra:


Por que eleger Haddad é derrotar o golpe – por Nezimar Borges.

A débâcle nas hostes progressistas após o golpe parlamentar-jurídico-midiático de 2016 — que teve a verve cínica de deputados em votação sem prova no impeachment da presidenta honesta, associado à utilização de parte do judiciário como ferramenta política de perseguição, em conluio com a mídia conservadora — persistiu o controverso em superá-lo e derrota-lo, iniciado antes da sequência ilegal que conduziu coercitivamente o ex-presidente Lula debaixo de vara e, mais tarde, o prendeu sem uma prova sequer.

“Diretas, já!” foi o caminho seguido por parcela da esquerda, a fim de conter danos da grave crise que se instalou depois do desrespeito às urnas; outro apontava na direção da pressão junto ao Supremo para que julgasse imediatamente o mérito da questão do impeachment (embora se soubesse da maracutaia “com o Supremo, com tudo”); e mobilização de rua.

Nenhuma opção, no entanto, obteve êxito diante da passividade do povo brasileiro, exausto e talvez iludido por tantos espetáculos com protagonismo do mote “corrupção” para legitimar os golpistas no poder, sem um voto sequer, ressalta-se; com apoio da mídia, este objeto é costumeiramente utilizado para derrubar governos eleitos democraticamente.

O golpe está em curso, ainda, com passos inicialmente bem sucedidos em desestabilizar o governo eleito em 2014 a fim de derruba-lo, para depois remover o ex-presidente da eleição e, finalmente, se legitimar nas urnas em 2018.

Com a crise em andamento, qual alternativa será capaz de derrotar o golpismo nesse pleito?

Ora, se de fato o desenho traçado pelos golpistas em 2016 apontara em cassar Dilma e prender Lula para pavimentar volta da direita que na ocasião carecia de vastos cestos de votos, considero a única alternativa possível o retorno do candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo, pois, se for outro em vez daquele apoiado pelo ex-presidente, será enfim a derrota da democracia vilipendiada desde 2014, com negação da vontade popular emergido das urnas por parte dos opositores oportunistas.

Não obstante tergiverse do golpismo, pode a possibilidade Ciro Gomes ser o instrumento para derrotar o golpe?

Não!

Afinal, com este resultado os golpistas lograrão êxito ao ter alterado vetor natural da democracia, ao remover o governo petista do leito livre da vontade popular.

Quando Ciro traz o tradicional jeitinho tupiniquim “queremos virar a página do golpe”, sem encarar o mostro que alimenta a crise, considero uma irresponsabilidade, compreendida evidentemente pelo apelo pessoal de tornar-se Presidente, em detrimento do processo atual de ameaça militar à democracia.

Se este golpe não for superado pela democracia injustiçada em 2016, a elite financeira e econômica do país terá a mensagem subliminar precedente à posteridade: ‘conseguimos e tentaremos novamente’. Isto é demasiadamente danoso para o futuro democrático do Brasil.

O voto no candidato Fernando Haddad deve ser ato cívico compulsório aos esclarecidos, contudo, consciente do processo que se instalou no país depois da ofensa à cambaleante democracia em 2016.

Os resultados golpistas estão postos e são ruins à maioria dos brasileiros, com desmonte do Estado de bem-estar social; embora haja aquele voto tradicional à esquerda e ao extremo, porém, este momento histórico requer reflexão desmotivada de emoção ou sectarismo, mas com bom senso e razão cartesiana.

Oxalá não se exaure da memória dos que usufruíram dos programas sociais efetivados pelos governos petistas, a inclusão social inédita, principalmente quando à frente do Ministério da Educação, Fernando Haddad desenvolveu projetos de grande envergadura não só para a juventude, mas, para crianças e adultos - uma revolução em todo espectro educacional do país.

O voto em Haddad deve vir em protesto, sobretudo, deve ser o voto que honre a democracia em vida, pois, depois de sua derrocada e morte, de nada valerá quaisquer intenções progressistas.

No país do golpe - e são pelo menos dez golpes de Estado no decorrer da história brasileira – a mídia trabalha incansavelmente junto com parte da elite judiciária em tentativas malsucedidas de macular a honra do ex-presidente, e não se estranhará que fará igualmente com Fernando Haddad até o dia da eleição, a se lançar em vãs tentativas de desconstruir sua imagem pública.

Fernando Haddad é professor e deve ter como exemplos pedagógicos os governos petistas, do qual fez parte, diante do desafio do processo complexo de conciliar interesses de classes; quiçá fará diferente de Lula e trabalhará para conscientização das pessoas quanto à luta de classe; alertará a população sobre processo do desenvolvimento da coletividade, cuja atividade se desenrola a partir da valoração do indivíduo ou do particular de que o homem não seja mero objeto de manobra do processo político, mas, sujeito.

Se felizes são os que têm fome e sede de Justiça, porque serão saciados — então eleger Haddad é derrotar de fato o golpismo, definitivamente.
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Eleger Haddad é derrotar o golpe – por Nezimar Borges. Eleger Haddad é derrotar o golpe – por Nezimar Borges. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sexta-feira, setembro 14, 2018 Rating: 5

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