Header AD

Lula vs Bolsonaro e a eterna luta do bem contra o mal – por Nezimar Borges.

A eleição presidencial de 2018 será a mais polarizada dos últimos 30 anos. Quem avalia é o editor do DMM, jornalista Nezimar Borges. Para Borges, a eleição deste ano terá de um lado esquerdo “a esperança da maioria das pessoas representada pela figura quase mística do ex-presidente Lula; noutro direito extremo, o desejo visceral de uma minoria, que descarrega instintos primitivos da índole humana à figura caricata do fascismo, representado genuinamente por Jair Bolsonaro”. Borges argumenta que o momento atual é transparente para perceber com nitidez a batalha do bom contra o mau, a peleja do povo contra a elite”. Para ele “o destino final desta pendência terá inevitavelmente a vitória do bom senso e da sabedoria sobre a ignorância e, sobretudo, sobre a violência e morte – desespero último dos que mostram a raiva como cria do medo e mãe da covardia” Leia.


Lula vs. Bolsonaro e a eterna luta do bem contra o mal – por Nezimar Borges.

A eleição de outubro será a mais polarizada desde a redemocratização do país, quando estarão postas duas visões de perceber o mundo, manifestadas pelo acirramento da disputa ideológica que leva ao maniqueísmo, ao se discutir o enfrentamento sobretudo entre o bom e o mau; povo versus capital financeiro ou vida versus morte.

Do lado esquerdo, a esperança da maioria das pessoas representada pela figura quase mística do ex-presidente Lula; noutro direito extremo, o desejo visceral de uma minoria que descarrega instintos primitivos da índole humana à figura caricata do fascismo, representado genuinamente por Jair Bolsonaro.

Desejoso por esta cruzada, Bolsonaro modificou inclusive o sobrenome, adicionando “Messias” ao nome, provavelmente para colar na áurea do Poderoso e desviar atenção de milhões para sua causa maléfica em nome de Deus.

O duelo entre o bem e o mal existe desde civilizações antigas. No Egito antigo, a escaramuça entre as duas faces da paz e do desespero foram representadas religiosamente pelo deus Hórus – a luz do mundo, o sol –  e as trevas – deus Seth; na Grécia politeísta houve disputas entre deuses e Pandora sintetiza caixa de todo tipo de maldade do mundo grego; também na Roma antiga o confronto teve representação entre o Deus cristão e o príncipe das trevas. Na tradição ocidental, a alma pode ser a miscelânea de virtudes e defeitos, ou seja, a própria manifestação da alma é reflexo da luta interior entre os dois polos contrários, questão da dubiedade humana.

Segundo Platão, a alma do homem é imortal e imperecível. Neste sentido, a “alma” em certa medida é composta por cerca de 50% de virtudes e aproximadamente 50% de defeitos – isto é – nenhum ser humano é integralmente mau, ao mesmo modo que nenhum é totalmente bom; ora, há momentos em que uma face domina outra, porém, na maioria das vezes é o bem, felizmente, que tem o controle sobre o mal, devido a diversas circunstancias culturais, às vezes ditadas pela imposição das leis; outras vezes infelizmente ocorre o reverso, o mal invade e domina o bem.

Bastantes são os que não reconhecem o mal dentro de si e equivocadamente se veem como último bastião da moral ou última fortaleza dos bons costumes, embora tenham lampejos de ações dignas do “cidadão mau”. Para corroborar esse argumento revelo a contundente escrita de cidadã – no caso, uma postagem de mulher em uma rede social no ano de 2017, na ocasião trouxe argumento a favor da matança proporcionada por suposto carro preto nas ruas de Macapá: “(...) por isso voto em Bolsonaro porque todo cidadão de bem tem de ter uma arma em casa para defender a família dos bandidos”.

Certamente se julga acima do bem e do mal, pois convenhamos, ela de fato sintetiza a evidente contradição humana – concomitante, quer proteger a família (o bem) e que matar o bandido (o mal).

Para chegarmos à compreensão de que lado estar nesta eterna rixa do bem contra o mal, basta comparar as ações passadas de cada ser, ou ainda, comparar as possibilidades de ações na trajetória de ambos para o futuro, aqui disposto na figura do ex-metalúrgico condenado sem uma prova sequer, e do ex-capitão expulso do Exército brasileiro. Não se pode prescindir, contudo, das ações do filósofo Nazareno como paradigma na conta final de qual dos dois de fato se aproxima do horizonte da compaixão ou da filosofia de Cristo.

Qual alma têm mais ações virtuosas para mostrar nesta vida, Lula ou Bolsonaro?
Qual dos dois teria mais o que mostrar a um suposto tribunal do juízo final?
Quem de ambos estendeu mais vezes a mão aos fracos desnecessitados e marginalizados?
Quem dos dois de fato estendeu as mãos aos mais pobres, ou qual dos dois salvou mais vidas nesta vida?

Dados estatísticos do IBGE, com provas em números exatos, revelam que o metalúrgico tirou cerca de 36 milhões da pobreza extrema. E Bolsonaro? Qual que tem para mostrar à humanidade para ser efetivamente considerado como próximo do bem?

O petista promete retornar a batalha em prol dos programas sociais que salvaram milhares de crianças da fome e, por consequente, da morte inequívoca nos rincões do Brasil. E Bolsonaro, que pretende: salvar vidas ou torturar e matar vidas?

Neste questionamento não prospera os desígnios do militante que lança mão do expediente da diligência ou do proselitismo político para impor, talvez, a vontade sensorial, tanto a favor do ex-metalúrgico quanto em prol do ex-capitão do Exército. Basta comparar, entretanto, ambos à escritura do judeu Nazareno, condenado e crucificado sem uma prova sequer.

Retomando à contenda eterna entre os polos controversos da alma, quiçá apareça com mais eloquência agora devido os apelos das mídias tradicionais à favor do obscurantismo, que facilmente contamina vulneráveis à persuasão nefasta a se adaptarem na prática distorcida da realidade, valorizam talvez o velho testamento do livro sagrado em detrimento do Novo, que prega o diálogo no lugar da guerra, da ignorância e da violência.

Se quer chegar, todavia, com esta divergência à compreensão do tempo de nossos dias, às consequências do golpe de estado contra democracia, alimentada pela defesa da ideologia de extrema direita cujo processo prático solapa oportunidades por sobrevivência daqueles vulneráveis e discriminados, vítimas do fascismo que ofende todas as ações de liberdade, igualdade, fraternidade e solidariedade, bases sólidas da sabedoria cristã.

Na história brasileira jamais teve momento tão transparente da luta do bom contra o mau, a peleja do povo contra a elite, como na atualidade, quando segue o confronto entre democratas do bem, que denunciam a perseguição ao ex-presidente Lula, adverso a medíocres seguidores do mal ou do fascismo. O destino final desta pendência terá inevitavelmente a vitória do bom senso e da sabedoria sobre a ignorância e, sobretudo, sobre a violência e morte – desespero último dos que mostram a raiva como cria do medo e mãe da covardia.
___
Lula vs Bolsonaro e a eterna luta do bem contra o mal – por Nezimar Borges. Lula vs Bolsonaro e a eterna luta do bem contra o mal – por Nezimar Borges. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sexta-feira, agosto 31, 2018 Rating: 5

Nenhum comentário


SE O LEITOR TEM ALGUMA NOTÍCIA PARA COMPARTILHAR, ENVIE PARA O WHATSAPP (96)98135-3197.

O Diário do Meio do Mundo é espaço dedicado ao jornalismo independente. Contribua para mantê-lo online. Obrigado! Se não tem conta no PayPal, não há necessidade se inscrever para doar ou assinar, basta apenas usar o cartão de crédito ou de débito. Para quem prefere fazer depósito em conta: Banco do Brasil; Agência: 2825-8; CC: 219.880-0.


Post AD