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Do golpe à esperança equilibrista no Amapá e Brasil – por Nezimar Borges.

A sina dos golpistas no Amapá não destoa um milimetro dos políticos tradicionais Brasil afora perante iminente derrota eleitoral. Quem avalia é o editor do DMM, jornalista Nezimar Borges. Para Borges, a última pesquisa do Ibope indica o quanto estão confortáveis os que não aderiram ao golpe de 2016. “Isto se reflete principalmente na eleição majoritária, com candidaturas de Randolfe Rodrigues e Janete Capiberibe nas alturas na corrida ao Senado, ao mesmo tempo que pesquisas mostram larga vantagem do candidato João Capiberibe na disputa pelo governo do Amapá”. Borges denuncia as tentativas de golpes contra democracia e anuncia a “esperança equilibrista” ou progressista ao Amapá e Brasil e o consequente desespero do atraso, que insiste em permanecer. “Diante da esperança equilibrista no Amapá e Brasil, bate à porta do atraso o desespero, contudo não será a derradeira tentativa de alterar a vontade popular e tão pouco deixarão o curso livre da democracia, pois tentarão mais de uma vez utilizar o golpismo para forçar à forma pessoal a vontade coletiva por mais desenvolvimento e democracia”. Leia.


Do golpe à esperança equilibrista no Amapá e no Brasil– por Nezimar Borges.

A profecia da presidente honesta Dilma Rousseff após ser apeada do Palácio do Planalto ilegalmente pelo golpe mais canalha da história aos poucos se realiza.  À época da infâmia, disse Dilma diante do desrespeito à democracia com anulação de mais de 54 milhões de votos: ‘Não ficará pedra sobre pedra’. A ex-presidenta certamente se referiu a figuras corruptas que articularam o golpe fajuto.

Depois de dois anos, os que apoiaram aquele processo escroto estão desmoralizados e incapazes de mobilizar as massas em campanha eleitoral, os votos tão necessários para se reelegerem minguam com fortalecimento da esperança progressista, em meio aos ataques à economia e aos direitos dos trabalhadores. Enquanto golpistas caem e se afundam em seu próprio mar de lama, Dilma fica de pé e será eleita ao Senado com cesto grandioso de votos pelo estado de Minas Gerais, apontam pesquisas.

A sina dos golpistas no Amapá não destoa um milimetro dos políticos tradicionais Brasil afora perante iminente derrota eleitoral; a pesquisa do Ibope indica o quanto estão confortáveis os que não aderiram ao golpe. Isto se reflete principalmente na eleição majoritária, com candidaturas de Randolfe Rodrigues e Janete Capiberibe nas alturas na corrida ao Senado, ao mesmo tempo que pesquisas mostram larga vantagem do candidato João Capiberibe na disputa pelo governo do Amapá.

Distante de apegar-me estoicamente ao que escrevo, porém num desses textos publicados no início deste ano dei o prognóstico, após leitura dos números da pesquisa IPSON, impugnada pela Justiça Eleitoral naquela ocasião: “Números da última pesquisa de opinião para o governo do Amapá (...)  sinaliza que o candidato que obter maior arco de alianças no pleito de 2018 deve vencer sob única condição: se e somente se as vísceras podres do sistema político revelado pela operação Lava Jato não interferir na consciência do eleitor amapaense”. Bingo!

Como cá no Amapá, os acordos planaltinos, as alianças políticas que antes ditavam o norte dos vitoriosos, agora são jogadas no lixo da história, pelo menos nesse pleito (anormal), é o que indica os inúmeros números das pesquisas eleitorais. As alianças aparentemente se tornaram bola de ferro soldadas aos pés dos candidatos que conseguiram no mercado maior número de partidos.

O presidenciável Geraldo Alckmin, por exemplo, tem como aliado o chamado “centrão” (balaio de ultraconservadores de direita), com mais de dez partidos, no entanto, o tucano patina nas pesquisas com cerca 5%. No Amapá, embora as alianças em torno de Davi Alcolumbre e Waldez Góes cujos acordos políticos abocanharam maior número de partidos, com cerca de dez para cada candidato, ambos disputam o segundo e o terceiro lugar, distante, portanto, do primeiro colocado, João Capiberibe com apenas três partidos, incluindo o PT e PSB.

Dados estatísticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre as consequências da Lava Jato apontam que não só contribuiu para destruir a economia brasileira, mas auxiliou o cidadão médio na percepção da atmosfera fétida dos bastidores do processo eleitoral. Ora, se a falácia “todo político é ladrão”, como subliminarmente apregoa a Lava Jato e a Globo, com único objetivo de desacreditar a classe política, então o escolhido pela população para governar será quem de fato fez algo pela sociedade.

Embora a Lava Jato por um lado contribuiu para destruir a indústria nacional e perseguir o ex-presidente Lula, com evidentes objetivos de impedi-lo de disputar eleição presidencial, a operação lançou luz sobre o processo político burguês. Os primeiros expostos nessa situação de vexame são aqueles vulneráveis, isto é, os que obviamente estiveram metidos em casos de corrupção.
Sem uma prova de corrupção sequer, o processo do ex-presidente Lula revela que deu tudo errado para o golpismo, senão vejamos: mesmo preso político o petista lidera todas as pesquisas e vencerá no primeiro turno, caso se respeite a lei e candidatura seja mantida.

Os índices de intenção de voto do Lula mostrados pelo Ibope e Datafolha, no sul, norte, nordeste, faz passar na tela quadro surreal nunca visto na seara política brasileira: quase todos os que votaram “sim” pelo impeachment fraudulento e canalha manifestam, hoje, apoio ao preso político, mais por questão de sobrevivência do que por responsabilidade de combater ameaça à democracia, situação gravíssima na qual o país enfrenta, ou mais por intenção de surfar na onda de crescimento da candidatura petista.

Inegável a simbiose acerca da causa e efeito irradiado pela ilegalidade do golpismo depois de 2016, que chega ao Amapá de forma avassaladora, como mostra os dados revelados pelas duas últimas pesquisas, com Waldez e Davi (com seus batalhões de partidos em aliança) em disputa para qual dos dois deve seguir ao segundo turno da eleição.

O que seria alento para a campanha de Waldez e Davi - divulgação da “notícia” sobre “suposta inelegibilidade” do candidato João Capiberibe que veio à tona para tumultuar o processo eleitoral e gerar notícias “fakes” - mostra fraqueza dos adversários, atordoados com significativo apoio das massas aos candidatos que se colocaram na vanguarda da defesa da democracia, contra o processo fraudulento do impeachment sem provas de Dilma e se posicionaram enfaticamente contra prisão política de Lula e sua posterior inabilitação eleitoral, derradeiro ato do golpe de 2016.

Ora, se de fato, o casal Janete e João Capiberibe estão inelegíveis, que cargas d’águas os mantém nos mandatos de senador e deputada federal, repito, se inelegíveis estão?

Diante do fortalecimento do campo progressista no presente simultaneamente com as voltas ao passado, avoca-se saudosamente o sociólogo Betinho: “A democracia é incompatível com a miséria”. Diante da esperança equilibrista no Amapá e Brasil, bate à porta do atraso o desespero, contudo não será a derradeira tentativa de alterar a vontade popular e tão pouco deixarão o curso livre da democracia, pois tentarão mais de uma vez utilizar o golpismo para forçar à forma pessoal a vontade coletiva por mais desenvolvimento e democracia.
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Do golpe à esperança equilibrista no Amapá e Brasil – por Nezimar Borges. Do golpe à esperança equilibrista no Amapá e Brasil – por Nezimar Borges. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sábado, agosto 25, 2018 Rating: 5

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