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Renivaldo Costa: ‘Eleições sem Lula é – de fato – um tremendo golpe’.

O jornalista Renivaldo Costa, em artigo especial, exalta eleição do ex-presidente Lula em 2002 como “algo excepcional do ponto de vista histórico: um operário que chegou ao poder, contrapondo todas as expectativas”. Costa critica elites brasileiras no que tange à aceitação de um operário na Presidência da República: “As elites nunca perdoaram isso”. Ele aponta  que o petista  “vem sofrendo após sua condenação e – mais recentemente – após sua prisão”, percebe o jornalista para então denunciar: “Eleições sem Lula é – de fato – um tremendo golpe”.


Os donos do poder - por Renivaldo Costa - jornalista

Todos os presidentes que governaram o Brasil, até Lula, tinham algo em comum: foram preparados para governar e descendiam de famílias que sempre estiveram na sala ou antessala dos mandatários. O avô de Fernando Henrique Cardoso foi presidente da Província de Goiás, o avô de Fernando Collor foi ministro de Vargas e há quem diga que os ancestrais de José Sarney vieram nas caravelas de Cabral.

Somente isso já faria a eleição de Lula em 2002 algo excepcional do ponto de vista histórico: um operário que chegou ao poder, contrapondo todas as expectativas. Mas as elites nunca perdoaram isso, como se demonstra com a execração pública que ele vem sofrendo após sua condenação e – mais recentemente – após sua prisão.

Não entro do mérito da culpabilidade. Isso cabe ao Judiciário. Discuto a estratégia engendrada para tirá-lo das eleições deste ano e o linchamento moral a que tem sido submetido desde que o primeiro escândalo, conhecido como Mensalão, ganhou as páginas dos jornais.

Sou da corrente de que a forma mais legítima de punir os maus políticos é através das urnas. Então, se Lula merece ser punido, por que não permitir que concorra? E se foi um mau presidente, que respondamos à altura.

O que a sociedade não pode nem deve permitir é o teatro grotesco que se tornou a política brasileira, onde o judiciário e o ministério público fingem agir com isenção (quando na verdade atuam de forma seletiva) e a classe política a serviço das elites finge austeridade moral.

Não voto em Lula nem apoio a política petista, mas a que preço defenestramos Lula e Dilma e que resultado tivemos disso tudo? Mesmo tendo virado clichê, a frase traduz o sentido disso tudo: eleições sem Lula é – de fato – um tremendo golpe.

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Renivaldo Costa: ‘Eleições sem Lula é – de fato – um tremendo golpe’. Renivaldo Costa: ‘Eleições sem Lula é – de fato – um tremendo golpe’. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on segunda-feira, abril 09, 2018 Rating: 5

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