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Capiberibe: “Para Alckmin os favores, para Lula os rigores da lei, mesmo sem provas”.

O senador socialista João Capiberibe comentou sobre operação que livrou governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de investigação na lava jato.


Atualizado em 12/04/2018, às 19 h 28 mim --- O senador amapaense traz à baila dois pesos e duas medidas da justiça lavajateira quando o  investigado é do Partido do Trabalhadores ou do partido tucano, o PSDB.

--- 'Antes dos portugueses chegarem ao Brasil, Maquiavel já dizia: Aos amigos os favores, aos inimigos a lei'--- lembra senador João Capiberibe, do PSB-AP. “No Brasil de hoje, eu digo: Para Alckmin os favores, para Lula os rigores da lei, mesmo sem provas”, completou, em mensagem no Facebook, sobre texto do jornalista Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo. Ele denuncia blindagem da justiça brasileira ao tucano de alta plumagem e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmim

Operação livramento do tucano Alckmim.

A ilusão de que a lava jato investigaria o tucano pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmim durou menos de 24 horas. Segundo o jornalista Bernardo Mello Franco, depois da prisão de Lula, a operação ensaiou fechar o cerco em torno de Geraldo Alckmin. Ele renunciou ao governo de São Paulo e perdeu o foro privilegiado no Superior Tribunal de Justiça.

O jornalista descreve que na terça-feira, o braço paulista da Lava-Jato pediu, “com urgência”, que o inquérito contra o tucano fosse encaminhado à primeira instância. Urgência houve, mas não foi exatamente para investigar. Ontem à tarde, a Procuradoria-Geral da República tabelou com o STJ e livrou Alckmin da mira da operação.

Segundo Mello franco, o presente foi embalado pelo procurador Luciano Mariz Maia, o número dois de Raquel Dodge. Ele sustentou que os problemas do tucano se limitavam à prática de caixa dois. A ministra Nancy Andrighi aceitou a tese e mandou o inquérito para a Justiça Eleitoral.

Alckmim foi acusado em delação da Odebrecht por três executivos. Eles disseram que  repassaram cerca R$ 10,7 milhões a Alckmin. Eles contaram que a propina saiu do departamento de operações estruturadas, o “departamento da propina”. Nas planilhas da empreiteira, o tucano respondia pelo apelido de “Santo”.

Ser acusado de caixa dois é o sonho de todo político enrolado na Lava-Jato. A prática é enquadrada no Código Eleitoral, não no Penal. Ninguém vai preso, e dificilmente alguém chega a ser condenado.

Na prática, o “Santo” ganhou um salvo-conduto eleitoral. Poderá fazer campanha tranquilo, sem o risco de uma visita indesejada da polícia. Se ainda quiser produzir algum fogo no PSDB, a Lava-Jato terá que riscar fósforos queimados, como o ex-senador Eduardo Azeredo ou o ainda senador Aécio Neves.

Com informação do jornalista Bernardo Mello Franco.
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Capiberibe: “Para Alckmin os favores, para Lula os rigores da lei, mesmo sem provas”. Capiberibe: “Para Alckmin os favores, para Lula os rigores da lei, mesmo sem provas”. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quinta-feira, abril 12, 2018 Rating: 5

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