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G1: Sete mulheres morrem em menos de três meses em maternidade pública do AP.

Índice é o mesmo de todo o ano de 2017. MPE identificou casos após relatório. Sesa informou que vai apurar mortes e prevê implantar classificação de riscos na recepção ainda no primeiro semestre.


No G1/AP --- Sete mulheres morreram em menos de 3 meses no Hospital da Mulher Mãe Luzia, a maior maternidade do Amapá, localizada em Macapá. O índice é o mesmo registrado em todo o ano de 2017. O último registro foi no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

Os casos foram denunciados em um relatório feito pelo Ministério Público do Estado (MPE), após vistoria no hospital. Desde de 2010, a Promotoria de Saúde move uma ação judicial, cobrando a criação de uma equipe de classificação de riscos, de mais leitos e compra de medicamentos e equipamentos.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que pretende implantar a equipe de classificação de risco até o fim deste primeiro semestre.

Último óbito foi constatado no dia 8 de março (Foto: Reprodução/Rede Amazônica) Último óbito foi constatado no dia 8 de março (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Último óbito foi constatado no dia 8 de março (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Durante a vistoria na maternidade, representantes do MP conversaram com médicos e enfermeiros e muitos teriam relatado os dramas vividos pelos profissionais e pelas famílias na unidade de saúde.

Além disso, o relatório aponta sérios problemas na estrutura da maternidade, falta de medicamentos, equipamentos e insumos. Na vistoria, foi verificado que não havia respiradores suficientes, tanto na UTI neonatal, quanto para as mães.

"Falta de leitos suficientes de UTI materno e neonatal, medicamentos básicos faltando, as enfermarias muito calorentas, lotadas, e ainda continua com problemas de supelotação. Duas mães e duas crianças dividindo o mesmo leito. Não houve muita diferença entre a nossa ida em dezembro e agora em março", descreveu a promotora Fábia Nilci de Sousa.

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G1: Sete mulheres morrem em menos de três meses em maternidade pública do AP. G1: Sete mulheres morrem em menos de três meses em maternidade pública do AP. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on terça-feira, março 27, 2018 Rating: 5

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