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Deputados do AP teriam recebido propina em pagamento de rescisões.

A Assembleia Legislativa do Amapá é mais uma vez alvo de operação do Ministério Público Estadual. Desta vez, com auxílio da Polícia Civil, o MP realizou operação em endereços ligados à Assembleia Legislativa. É a 2ª fase da “Operação Rescisória”, que cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em casas de deputados, assessores e em escritórios na capital nesta terça-feira (20).


No G1-Ap --- A segunda fase da operação Rescisória, deflagrada na manhã desta terça-feira (20) pelo Ministério Público do Estado (MPE), apura se três deputados da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) receberam propina para pagar rescisões trabalhistas de ex-servidores da Casa.

O MPE informou, em entrevista coletiva, que as investigações apontam que os parlamentares Augusto Aguiar (MDB), Jaime Perez (PRB) e Pedro da Lua (PSC) recebiam cheques em nome de ex-servidores e negociavam a divisão do valor.

A assessoria de Augusto Aguiar informou que tenta contato com o deputado e que deve mandar posicionamento ainda nesta terça-feira. A assessoria de Da Lua afirmou que ele não vai se pronunciar sobre o assunto até ter conhecimento do processo. O telefone do deputado Jaime Perez está desligado. A Assembleia ainda não se posicionou sobre a operação.

Nesta terça-feira, o MPE com o apoio do gabinete militar, cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em Macapá, na casa dos três deputados citados e de cinco assessores, e nos escritórios de representação desses parlamentares. Foram apreendidos documentos, computadores, notebooks e telefones celulares.

As investigações do MPE apuram que deputados e assessores abordavam ex-funcionários da Alap, e alegavam que, para receber a rescisão contratual, deveriam dividir parte do dinheiro com eles. Houve casos de pagamento de R$ 50 mil e de duplicação do benefício.

"Pelos depoimentos que nós temos, eles diziam que tinha como liberar o pagamento, mas tinha que pagar uma propina, senão não saia o pagamento. Era direto. Tem gente que tinha que entregar a metade, e tem gente que tinha que entregar uma quantia específica", descreveu o promotor Afonso Guimarães, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os crimes teriam acontecido a partir de 2015, com registros até 2017, após exoneração de servidores excedentes, que eram contratados, mas que não tinham cargos, segundo o MPE. O órgão também suspeita da participação de outros parlamentares.

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Deputados do AP teriam recebido propina em pagamento de rescisões. Deputados do AP teriam recebido propina em pagamento de rescisões. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on terça-feira, março 20, 2018 Rating: 5

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