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Após prisão preventiva, Promotor Moisés é afastado de cargo na PMM.

Depois de prisão preventiva por tempo indeterminado, promotor Moisés Rivaldo é afastado pelo prefeito Clécio Luís do cargo de Secretário Municipal de Educação.


O ex-promotor de Justiça e empresário, Moisés Rivaldo, teve prisão preventiva decretada pela Justiça Federal, responsável pelos mandados de prisão da operação Minamata da Polícia Federal. Após prisão, prefeitos Clécio Luís (Rede) afastou o secretário, acusado de envolvimento em trabalho escravo e exploração ilegal de ouro no estado.

No lugar, assume a servidora de carreira da prefeitura, a subsecretária Sandra Casimiro.
O ex-promotor está preso por tempo indeterminado na carceragem da Polícia Federal em Macapá.

Operação Minamata.

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, deflagrou na manhã de hoje (30/11) a Operação MINAMATA* com o objetivo de desarticular organização criminosa formada por empresários, políticos e agentes públicos responsáveis pela exploração depredatória de ouro e outros recursos naturais utilizando-se de mão de obra submetida a condições de trabalho análogas à de escravo. Dentre as empresas investigadas estão Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários que atuam como intermediárias nos mercados financeiro e de capitais em todo País.

Aproximadamente 180 policiais federais cumprem, nos estados do Amapá, Rio de Janeiro e São Paulo, 06 Mandados de Prisão Preventiva, 05 de Prisão Temporária, 08 Condução Coercitiva, 30 Mandados de Busca e Apreensão, além do bloqueio de mais de 113 milhões de Reais em bens móveis e imóveis.

Os empresários utilizaram uma cooperativa de garimpeiros que se instalou na área do Lourenço, o mais velho garimpo em atividade do País. A organização criminosa aproveitava-se das políticas públicas que fomentavam a inclusão social dessas comunidades de trabalhadores para atuar de forma clandestina na extração de ouro, encobrindo propósitos de exploração em larga escala sob o argumento da pesquisa mineral e lavra artesanal de pequena monta. Os danos ambientais são incalculáveis.

Os investigadores suspeitam que o grupo criminoso, com a finalidade de aumentar a exploração de ouro, tenha incentivado o uso em escala indiscriminada de substâncias tóxicas e metais pesados, como mercúrio e, até mesmo, cianeto, uma substância cujo contato pode ocasionar a morte de uma pessoa. Segundo os policiais pode ter havido, pelo menos, 24 mortes, em sua maioria por soterramento, decorrentes de condições precárias de trabalho.

Os investigados responderão pelos crimes de redução à condição análoga a de escravo, corrupção passiva, prevaricação, usurpação de matéria prima da União, extração ilegal de substâncias minerais, lavra ou extração não autorizada, uso ilícito de mercúrio, crime contra a fauna aquática, posse de artefato explosivo, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

*O nome da operação é uma referência ao envenenamento de centenas de pessoas por mercúrio ocorrido na cidade de Minamata, no Japão, nas décadas de cinquenta e sessenta.

Com informações da PF/Ap.
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Após prisão preventiva, Promotor Moisés é afastado de cargo na PMM. Após prisão preventiva, Promotor Moisés é afastado de cargo na PMM. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quinta-feira, novembro 30, 2017 Rating: 5

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