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De olho no Senado, promotor Moisés se alia à extrema direita.

O promotor e empresário Moisés Rivaldo celebra apoio a Bolsonaro como oportunidade para chegar ao Senado da República, mira eleitor da extrema-direita e surfa na onda do conservadorismo, pelo menos até as eleições de 2018. Fato foi possível depois da implosão do sistema político pela lavajato.

Do Editor.

Nem toda crise para o todo deixa de ter um ‘quê’ de vantagem para a parte, evidentemente, pois surgem diversas oportunidades que jamais apareceriam em tempo normal ou de paz àqueles antenados com processo social, sobretudo com rolar dos dados em direção ao jogo político. Nesse sentido situa-se os passos firmes de Moises Rivaldo, promotor com boa aceitação entre aqueles que depositam esperança no “novo”. Inteligentemente, como todo bom jogador, se agarra à oportunidade oferecida por quem está em ascensão, nesse caso se alia ao deputado da extrema-direita, Jair Bolsonaro.

O promotor joga conforme conveniência e aqui não se condena sua intenção porque se trata antes de tudo uma questão de sobrevivência política – usar qualquer meio possível como trampolim para chegar ao poder.

O empresário já havia manifestado preocupação com possibilidade de filiação do deputado fundamentalista no PEN, entretanto com a súbita ascensão do parlamentar radical, sobretudo entre eleitorado ingênuo e mal informado, vê tábua predisposta a leva-lo ao cargo eletivo de senador da república.

Moisés Rivaldo havia admitido publicamente, meses atrás, a possibilidade de saída do partido caso Bolsonaro se inscrevesse nas fileiras do PEN, quando o deputado ainda não despontava como promessa entre os desenganados, órfãos do maior engodo político da história brasileira, Aécio Neves, bem antes, porém, do esfacelamento do establishment político proporcionado pela lavajato.

O nome de Bolsonaro surge no contexto do processo de intensa campanha da criminalização da política, propiciada principalmente pela mídia velha, que contribuiu decisivamente para solapar a frágil democracia no país e, com isso, surgissem outsider ou oportunistas com pretensão de chegar ao palácio do Planalto ou ao Senado, pela via do voto.

Há consenso no senso comum entre os bolsonaristas que diz: ‘todo político é corrupto’. Inusitado, pois, com esta decepção equivocada, se apresenta como contraditória entre esses mesmos “bolsominions” (nome pejorativo denominado aos eleitores do deputado), pois já que acreditam fielmente nessa falácia, então como votar em promotor Moisés e Bolsonaro, já que este dueto faz política quando sim de dia e de noite também, como exímios políticos tradicionais, com promessas suspeitas ou absurdas e irrealizáveis.

Evidentemente, existem políticos nacionalistas e com boa reputação e intensão, todavia, com o surgimento de Bolsonaro como ‘salvador’ ou “herói” da pátria, preocupa, pois, não existem salvadores na vida política e muito menos heróis. Mas de fato essa esperança costumeiramente aparece quando o cidadão médio se decepciona com a política, daí surgem naturalmente o saudosismo, com aquele desejo de voltar no tempo – uma deformação intelectual.

Em outra análise, este editor escreveu que o voto conservador no município de Macapá esteve, historicamente, ao lado da política velha praticada na cidade, sendo associado lamentavelmente ao afastamento das realizações terrenas, e perigosamente propensas a resoluções divinas diante dos sérios problemas a serem enfrentados pelos gestores. Aqui, retoma-se novamente ao passo brilhante do promotor Moisés em explorar o senso comum, a fim de viabilizar pavimentação para chegar ao Senado da República e se apropriar do “novo” e suposta negação aos modos maquiavélicos de fazer política, como se fosse possível.

Em sua defesa, depois de críticas contundentes que sofrera nas redes sociais, Moisés, filiado ao  PEN, hoje Patriota, disse que sua legenda é um “Partido limpo”, e “Partido honesto”, que “não está envolvido nesse mar de lama que assola o Brasil”, aqui peço uma pausa para gargalhadas.

Bolsonaro, o próprio, foi pego com boca na botija “lavando” propinas da J & F, através de caixa-dois, assim noticiado na imprensa alternativa. Mas chama atenção a contradição do promotor com falta de coerência, comum em políticos tradicionais e quiçá demagogos, que desejam chegar por vias inconfessáveis.

No trecho de defesa publicado em uma rede social, escreveu: “Sou um defensor do Povo menos favorecido. Me alio a quem tenha o objetivo de defender o Brasil” Aqui evoca-se o Grande Bonaparte, homem de estatura política comparada a César e Alexandre.

Para Napoleão, não são os ideais nobres (a mola que impulsiona o motor da humanidade), mas sim os interesses vis, baixos, como a vaidade, cupidez, avareza e covardia, sobretudo, os homens, são movidos pela cobiça dos interesses pessoais.

O promotor Moisés, um empresário de sucesso, estaria inventando razões outras, como sutilezas sublimes, para disfarçar questão de sobrevivência moral?

Indubitavelmente há equivoco no seio do povo em crer que quem está no topo da pirâmide capitalista possa se importar com os de baixo, em detrimento àquele que tem histórico de luta social. "Se administra bem suas empresas privadas, então será bom gestor público por excelência". Não há falácia mais estúpida, medíocre e medonha.

Esta deturpação inequívoca tem causado prejuízos por séculos ao Brasil (e em recentes décadas ao Amapá), espera-se que o povo tucuju finalmente abra os olhos para esta questão e corrija enquanto é tempo.
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De olho no Senado, promotor Moisés se alia à extrema direita. De olho no Senado, promotor Moisés se alia à extrema direita. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on terça-feira, outubro 03, 2017 Rating: 5

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