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G1: Quatro rios do AP têm peixes com nível elevado de mercúrio, aponta estudo.

Expedição fez coleta de animais e análise apontou contaminação em todas as espécies nos rios Amapari, Araguari, Oiapoque e Jari, que faziam parte de Renca, extinta pelo Governo Federal. Fontes de contaminação são garimpos ilegais na região. 


Por Fabiana Figueiredo, G1 AP*, Macapá
Um estudo identificou quatro rios do Amapá com elevado nível de mercúrio. A contaminação foi confirmada pelas análises de amostras de espécies de peixes coletados nas regiões. Uma das vias fluviais fazia parte da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), extinta pelo Governo Federal no dia 25 de agosto. O teor de mercúrio foi 22 vezes maior que o recomendado para consumo humano em uma espécie coletada pelos pesquisadores.

A Delegacia de Meio Ambiente (Dema) alegou não ter estrutura física e de pessoal suficiente para fiscalizar as áreas mais longes da capital. O titular da Dema, Sávio Pinto, citou que já deixou de concluir investigações por falta de equipamentos que façam análise de elementos químicos em peixes na Polícia Técnico-Científica (Politec).

Liderado por uma equipe do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), o estudo apontou alta concentração de mercúrio nos rios Amapari, Araguari, Oiapoque e Jari. A contaminação geralmente acontece pela extração de ouro. As amostras foram coletadas em áreas de unidades de conservação, inclusive as do rio Jari que faziam parte da Renca.

“Para os ribeirinhos que comem peixe praticamente todo dia e que têm uma dieta basicamente representada por proteína de peixe, esse dado é preocupante. Talvez esse valor seja alto demais para o consumo humano no nosso estado”, comentou a doutora em zoologia do Iepa, Cecile Gama.

A coleta foi feita em uma área há cerca de 100 quilômetros de locais onde já existiram ou ainda existem garimpos ilegais. Cerca de 180 peixes carnívoros de oito espécies presentes nesses rios e que são tradicionalmente consumidos pela população, foram coletados.
De acordo com o Iepa, 80% apresentou contaminação de mercúrio, sendo 45% dos peixes com níveis de mercúrio acima do permitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para consumo humano. O rio Araguari foi o local onde os peixes estavam com o maior teor de contaminação, segundo o estudo.

A OMS estabelece um nível aceitável de contaminação de 0,5 micrograma de mercúrio por grama de tecido muscular. Os peixes coletados no Araguari estavam com 11 microgramas de mercúrio por grama de tecido muscular.

“Esse acúmulo de mercúrio no nosso organismo, que não é um metal essencial ao nosso funcionamento, causa alguns problemas nos rins, estômago, fígado e no sistema nervoso central. Então casos mais agudos podem causar demência e tendências suicidas”, ressaltou a pesquisadora Cecile.

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G1: Quatro rios do AP têm peixes com nível elevado de mercúrio, aponta estudo. G1: Quatro rios do AP têm peixes com nível elevado de mercúrio, aponta estudo. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on terça-feira, agosto 29, 2017 Rating: 5

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