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Compartilhamentos revelam rejeição extraordinária a políticos que apoiam Temer.

Post com um dos recordes de compartilhamentos nas redes sociais revela dimensão da aversão da sociedade amapaense a políticos locais aliados do governo do presidente Michel Temer.


O post publicado pelo DMM no dia da votação das alterações na Consolidação das Leis Trabalhistas, ocorrida na Câmara Federal, de quarta para quinta-feira (27), com título “Golpe enterra CLT: deputados do AP que foram a favor” reforça análise do sociólogo Job Miranda, de que os políticos amapaenses que apoiam as “reformas” trabalhista e previdenciária do presidente peemedebista, devem ficar “de barbas de molho” com indisposição do eleitorado nas eleições gerais do próximo ano, em 2018.

O post viralizou nas redes sócias, com quase 800 compartilhamentos que dão mostras da rejeição descomunal do eleitor amapaense aos ataques feitos pelos mais desacreditados congressistas dos últimos 30 anos.

O analista Job Miranda acertou precisamente quando publicou no Facebook que o sucesso da Greve Geral realizada pelos trabalhadores na última sexta-feira (28) não deixa de ser um “recado” da população a esses deputados e que rejeita veementemente ficar sem a proteção da lei no caso das negociações trabalhistas, sobretudo tornar-se vulnerável sem aposentadoria no final da vida.

O êxito da Greve Geral, com participação maciça da população deve ter inexoravelmente assustado a classe política e o principal sintoma disso foi a quase total ausência de parlamentares nas manifestações em Macapá. Eram contados nos dedos os que acompanharam os grevistas, ficando evidente a ausência de responsabilidade de alguns deputados, inclusive de um senador, com quem votou nestes há três anos.

O post se tornou viral talvez por causa da credibilidade do DMM ao não ser seletivo em relação a notícias pro ou contra a linha editorial deste espaço, visto que os principais veículos locais de alguma forma estão alinhados a políticos ou à gestão estadual ou municipal. Aliás, não se viu cobertura das votações no dia anterior a greve geral, isenta, com nomes aos bois. O contrário, em relação à Greve, teve jornal impresso que tentou desqualificar o movimento, além de um dos mais populares sites de notícias fazer vista de paisagem para a notícia da votação na Câmara dos deputados.

Embora comungue do fato de que a imparcialidade no jornalismo é uma farsa para ludibriar desatentos, o DMM não “esconde” a notícia relacionada à cobertura política, mesmo quando vem de encontro à sua ideologia editorial. Prova disso foi a “bomba” das delações do fim do mundo, com abertura pelo ministro Faccin da lista de “caixa-dois” da empreiteira Odebrecht, que atingiram políticos do estado e mesmo assim não se eximiu de noticiar o fato em primeira mão, antes de qualquer veículo relevante, tanto do meio tradicional quando dos espaços digitais alternativos.

Os ataques do poder econômico contra os trabalhadores, via presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB) e através de deputados acusados de corrupção, serve para delimitar ou separar o joio do trigo em relação àqueles que defendem eleitores-trabalhadores e os que os desrespeitam e não se importam com o futuro da população, ficando do lado dos interesses do grande capital.

Pelo que se comprovou nas votações impopulares do governo Temer, desde o impeachment, aqui, terceirização aqui e aqui, entrega do petróleo (Pré-sal) aqui, os que votaram pela urgência para deliberação do projeto de lei que revogou a CLT, aqui, Revogação da CLT, aqui, apenas quatro parlamentares estão do lado da sociedade, são eles, Randolfe Rodrigues (Rede), João Capiberibe (PSB), Janete Capiberibe (PSB) e Marcivânia Flexa, do PC do B.

Os outros infelizmente não se preocupam com os direitos básicos de seus eleitores e votam sempre com a vontade do governo do presidente ilegítimo, contra o povo, entre eles, Davi Alcolumbre (DEM), Marcos Reategui (PSC), Vinícius Gurgel (PR) André Abdon (PRB), Cabuçu Borges (PMDB), Josi Araújo (PMB), Roberto Góes (PDT).

O próximo ataque frontal será sobre a nossa velhice, de vossos filhos e netos, com a “reforma” da previdência pública. E a expectativa é a de que provavelmente sairá daqui mais uma matéria “virulenta” a tomar as redes sociais. Por fim, se faz necessário ficarmos atentos e acompanharmos de perto como irão se manifestar na votação de mais uma excrecência contra os trabalhadores, não ousado nem pela ditadura-civil-militar (64-1985).
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Compartilhamentos revelam rejeição extraordinária a políticos que apoiam Temer. Compartilhamentos revelam rejeição extraordinária a políticos que apoiam Temer. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on segunda-feira, maio 01, 2017 Rating: 5



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