Header AD

MPF/AP denuncia artista plástico por discriminação contra moradores de Macapá.

A Justiça Federal aceitou, na última semana, denúncia formulada pelo Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) contra o artista plástico Luiz Felipe Lyrio por crime de discriminação e preconceito. Luiz Felipe publicou insultos aos moradores de Macapá em seu perfil no Facebook, em junho de 2016. A postagem repercutiu entre os usuários da rede social e causou indignação entre os amapaenses.


Utilizando palavras depreciativas, o artista escreve sobre a cidade e as pessoas com quem se relacionou, enquanto residiu na capital do Amapá. Os xingamentos, feitos de forma generalizada, foram dirigidos, em especial, às mulheres. “O conteúdo da publicação é ofensivo e demonstra o seu menosprezo contra toda a comunidade macapaense”, afirma trecho da denúncia.

Para o MPF/AP, Lyrio teve a intenção de inferiorizar a população de Macapá com seu texto, praticando e incentivando a discriminação. Para não propagar as ofensas, as mensagens preconceituosas não serão reproduzidas pelo MPF/AP.

Pena - A legislação brasileira prevê pena de um a três anos de prisão a quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou procedência nacional. No caso do artista, o crime foi praticado utilizando meio de comunicação (internet), o que agrava a pena, podendo chegar a cinco anos de reclusão.

O caso.

 Luiz Felipe Lyrio publicou texto ofensivo sobre capital amapaense o início de junho de 2016 no Facebook. Ele descreveu a cidade de Macapá, capital do Estado do Amapá, como “local desconfortante” para se viver e cheio de “prostíbulos” espalhados.

“Nunca vi uma cidade para ter tanta p*. Elas tem a prostituição no sangue”, assim é descrito em um trecho do artigo.

De acordo com as informações postadas nas redes sociais, Luiz Felipe teria se hospedado em Macapá por cerca de seis meses, trabalhando na área de produção artística de caricaturas, onde teria montado um pequeno estúdio de artes numa galeria de lojas no Shopping Macapá.

“Ele conversava bem pouco com as outras pessoas que trabalhavam na mesma galeria, e se gabava de dizer que já tinha conhecido vários países”, descreveu um internauta em uma página do Facebook, sobre Luiz Felipe.

Ainda segundo o texto ofensivo, Luiz diz ter se relacionado com as mulheres amapaenses, chamando-as de “vagabundas” e “caça-níquel”, além de ofender a classe masculina e alegar que os mesmos somente se envolvem com “mulheres de baixo calão”.

Reação Pública

O texto já foi compartilhado por milhares de pessoas pela Internet, principalmente os que residem na cidade de Macapá, causando inúmeras reações e críticas sobre a postura do internauta.

Entre as pessoas que lamentaram a opinião do internauta, estão jornalistas renomados e até magistrados da Justiça do Estado do Pará e do Amapá.

“Esse sujeito viu o (Rio) Amazonas e não conseguiu entender o jeito de ser do Povo daqui, um insensível, apenas isso, merece o nosso desprezo”, disse o promotor de justiça Moisés Souza, de Macapá, pelas redes sociais.

O jornalista Mário Tavares também condenou a forma como o internauta descreveu o convívio do povo macapaense.

“Se realmente tivesse ido a fundo, ele conheceria melhor sobre o prazer de morarmos nas margens do maior rio do mundo, mas preferiu sair daqui após sofrer algum tipo de magoa. Infelizmente o seu comentário só demonstra muito sobre a sua ignorância”, pontuou o jornalista.

Luiz Felipe Lyrio é Natural de Vitória (ES), além de ser fotógrafo e pintor.

Com informações do MPF-AP e do blog Santana do Amapá.
___
MPF/AP denuncia artista plástico por discriminação contra moradores de Macapá. MPF/AP denuncia artista plástico por discriminação contra moradores de Macapá. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on terça-feira, maio 02, 2017 Rating: 5



SE O LEITOR TEM ALGUMA NOTÍCIA PARA COMPARTILHAR, ENVIE PARA O WHATSAPP (96)98135-3197.


O Diário do Meio do Mundo é espaço dedicado ao jornalismo independente. Contribua para mantê-lo online. Obrigado! Se não tem conta no PayPal, não é necessidade se inscrever para doar ou assinar, basta apenas usar o cartão de crédito ou de débito. Para quem prefere fazer depósito em conta: Banco do Brasil; Agência: 2825-8; CC: 219.880-0.


Post AD