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Operação Carne Fraca: empresa investigada pela Federal fez doações a políticos amapaenses.

O escândalo revelado pela operação “Carne Fraca” da Polícia Federal, nesta sexta-feira (17), pode ter respingos políticos no Amapá. Tudo por conta de doações a políticos locais de recursos financeiros por empresas investigadas. Davi Alcolumbre (DEM) e Vinícius Gurgel (PR) podem ter desgastes políticos se Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que pretende investigar o caso, tiver força no Congresso.


A empresa Friboi e Seara (JBS/SA) investigada na operação Carne Fraca, da Polícia Federal, está no centro do escândalo que assusta o país, pois segundo a PF a empresa, que teria misturado carne com substâncias cancerígenas, fez doações de recursos financeiros para campanhas eleitorais no Amapá.

De acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a JBS/AS financiou as campanhas do senador Davi Alcolumbre (DEM), do deputado federal Vinicius Gurgel (PR), além do candidato ao Senado Gilvam Borges (PMDB), nas eleições de 2014.

Ainda segundo o TSE, a referida empresa JBS doou R$ 138.005,45 para a campanha do senador Davi Alcolumbre, R$ 180.000,00 para o deputado federal Vinicius Gurgel e R$ 425 mil ao candidato Gilvam Borges.

Se Comissão Parlamentar de Inquérito prosperar, como quer o Partido dos Trabalhadores (PT), que anuncia coleta de assinaturas já para próxima semana, escândalo pode atingir politicamente o senador Davi e o deputado federal, Vinícius Gurgel.

Operação “Carne Fraca”.

Em nota a PF afirma que a operação detectou, em quase dois anos de investigação, que as Superintendências Regionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Paraná, Minas Gerais e Goiás atuavam diretamente para proteger grupos empresariais, em detrimento do interesse público.

De acordo com a PF, aproximadamente 1100 policiais federais estão cumprindo 309 mandados judiciais, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão, em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso.

Os agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva.

Alimentos contaminados.

De carne estragada a uso de produtos cancerígenos em doses altas, passando por reembalagem de produtos vencidos, carne contaminada por bactérias e venda de carne imprópria para consumo humano. A lista de irregularidades encontradas nas denúncias da operação “Carne Fraca”, da Polícia Federal”, é de assustar.

Carne estragada era usada para produzir salsichas e linguiças e promovia-se “maquiagem” de carnes estragadas com ácido ascórbico, substância cancerígena que disfarçava a qualidade do produto. Outra fraude encontrada foi a produção de derivados com uma quantidade de carne muito menor que a necessária, o que exigia a complementação com outros itens. Foram encontradas também carnes sem rotulagem e sem refrigeração.

Em alguns casos, como do frigorífico Peccin, a operação da PF denuncia “armazenamento em temperaturas absolutamente inadequadas, aproveitamento de partes do corpo de animais proibidas pela legislação, utilização de produtos químicos cancerígenos, produção de derivados com o uso de carnes contaminadas por bactérias e,até, putrefatas”.

Doação.

As empresas investigadas na operação Carne Fraca doaram R$ 393 milhões a políticos nas eleições gerais de 2014, o último pleito em que os candidatos puderam ser apoiados oficialmente por pessoas jurídicas.

(Atualizado em 18-03-2017, às 07h26', com informações de O Globo e Polícia Federal)
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Operação Carne Fraca: empresa investigada pela Federal fez doações a políticos amapaenses. Operação Carne Fraca: empresa investigada pela Federal fez doações a políticos amapaenses. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sexta-feira, março 17, 2017 Rating: 5



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