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A greve nas empresas da família Barbalho é considerada histórica no jornalismo amazônico.

A greve dos jornalistas que trabalhavam para meios de comunicação da família do senador Jáder Barbalho, ocorrida na Belém do Pará em 2013, é considerada um momento histórico no jornalismo amazônico. Grevistas chegaram a impedir acesso ao filho de Jáder, Helder Barbalho, às dependências do prédio da TV Rede Brasil Amazônica (RBA), ver vídeo abaixo.

MOVIMENTO HISTÓRICO – Os jornalistas durante a greve de 2013, em Belém (PA). A redação vazia durante a greve no Diário do Pará. Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará, Roberta Vilanova. Os protestos dos jornalistas nas ruas de Belém (Fotos: Sindjor-PA)
Do Amazônia_Real.

Reportagem: Kátia Brasil.

O setembro de 2013 marcou a história do jornalismo no Pará. Um grupo de profissionais fez a maior greve de que se tem notícia contra os baixos salários e a jornada de trabalho excessiva. Aquele movimento conseguiu paralisar as redações do jornal Diário do Pará e Diário Online, empresas pertencentes ao grupo Rede Brasil Amazônia (RBA) de Comunicação, de propriedade do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). O grupo também é dono da RBA TV (afiliada da Bandeirantes) e da TV Record local.

Barbalho é um dos políticos mais influentes do Norte do país, mas também alvo de investigações em vários escândalos de desvios de recursos públicos como o da Sudam. Recentemente foi citado nas investigações da Operação Lava Jato, que apura o esquema de pagamentos de propina a políticos com recursos da Petrobras.

A greve dos jornalistas da RBA durou de 20 a 28 de setembro de 2013. Eles ganharam o Acordo Coletivo de Trabalho na Justiça, que assegurou um aumento do piso salarial de R$ 1 mil para R$ 1.300,00. Na Convenção Coletiva, em 2014, o piso dos jornalistas do Diário do Pará passou para R$ 1.500,00.

A presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sindjor-PA), Roberta Vilanova, diz que esses profissionais não tiveram medo de lutar por melhores salários e condições de trabalho, mas, segundo ela, houve retaliações por parte da RBA de Jader Barbalho: 16 jornalistas foram demitidos, a partir de novembro 2014. As demissões aconteceram 45 dias após terminar o prazo do acordo de estabilidade, que não permitia cortes para profissionais que participaram da greve.

“O trabalhador tem direito de fazer greve e a empresa também tem o direito de demitir quem ela quiser e quando quiser. Entretanto, no caso do Diário do Pará, ficou claro para o sindicato que todas as demissões ocorreram como retaliação pela participação na greve de 2013 porque há indícios”, afirma a sindicalista, destacando:

“Ninguém é demitido na porta da empresa na hora em que chega para trabalhar como ocorreu no Diário do Pará. Por isso, há algumas ações tramitando na Justiça do Trabalho pedindo reintegração dos demitidos e indenização por danos morais”, completa Roberta Vilanova.

Também em 2015, o sindicato registrou demissões em massa, os passaralhos, nas redações do jornal O Liberal e na Rede Liberal (afiliada da Rede Globo), empresas administradas pelas Organizações Rômulo Maiorana (ORM), pertencente à outra família influente da região, os Maiorana.

“No caso das ORM, o sindicato denunciou como demissão em massa ao Ministério Público do Trabalho (MPT), mas a instituição não considerou como tal. Mas temos muitas ações judiciais contra as ORM, inclusive por danos morais”, disse Roberta Vilanova. “Foram 45 demissões de jornalistas, as ORM esvaziaram as redações do jornal O Liberal, da TV Liberal e do portal ORM”, afirma.

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Vídeo.


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A greve nas empresas da família Barbalho é considerada histórica no jornalismo amazônico. A greve nas empresas da família Barbalho é considerada histórica no jornalismo amazônico. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, março 22, 2017 Rating: 5



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