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Ataques aos direitos dos trabalhadores compromete candidatura de Davi ao governo do AP.

Os golpes aos direitos dos trabalhadores desferidos pelo governo do presidente Michel Temer, acompanhado de rejeição recorde junto à população, podem ser decisivos à candidatura do senador Davi Alcolumbre, do DEM, ao governo do Amapá em 2018.

Da editoria: Ana Maria Marat.

Vice-líder do governo mais rejeitado da história política do país no Senado Federal, o senador Davi Alcolumbre vê sua pretensão de chegar ao palácio do Setentrião ficar além do horizonte. Tudo por conta das consequências da associação de seu nome com ataques aos direitos do servidor público e aos elevados índices de rejeição do presidente Michel Temer (PMDB). Alcolumbre faz parte do consórcio de aliados que dá sustentação a Temer no avanço sobre direitos da população.

Candidatura virou fardo para aliados locais, depois do engodo da gestão do presidente Temer, com diversas medidas impopulares que acentuam desgastes impressionantes, decorrente dos congelamentos dos salários e investimentos em saúde e educação por cerca de 20 anos, a destruição e esquartejamento da Petrobras, tentativa de solapar aposentadoria pública, a efetivação da lei da terceirização para atividades meio e fim de empresas privadas e públicas, precarizando as relações do trabalho no país, entre outras perdas.

Fosse só o desgaste da confusão de seu nome com o do presidente Temer, Davi tem atuado incisivamente para ajudar o Planalto em empreitadas desgastantes e descabidas.

O senador amapaense foi um dos promotores junto ao presidente Michel Temer na consolidação da indicação do nome do tucano Alexandre Moraes ao Supremo Tribunal Federal, em sabatina 'informal' durante jantar no barco de luxo "Chalana Champagne", do senador Wilder Morais (PP-GO), em fevereiro último.

O encontro foi duramente criticado por respeitados juristas, que viram na “reunião” informal a desmoralização da Justiça, uma tentativa de frear a operação Lava Jato e "estancar a sangria".  Na ocasião, além de Davi, participaram do jantar os senadores Benedito de Lira (PP-AL), Cidinho Santos (PR-MT), Ivo Cassol (PP-RO), José Medeiros (PSD-MT), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Zezé Perrella (PMDB-MG).

Como vice-líder da gestão do presidente Temer no Senado, Davi tem demonstrado alinhamento com propósitos do governo federal. Ele foi decisivo na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 55 (PEC-55/2016), que congela salários dos trabalhadores e paralisa investimentos em saúde e educação por 20 anos.

Dos três senadores do estado em Brasília, apenas Davi Alcolumbre não veio a público se solidarizar com os trabalhadores na questão da derrogação da Consolidação da Leis Trabalhistas (CLT), com aprovação lei da terceirização ampla e irrestrita do trabalho no país. Em relação à proposta pelo fim do foro privilegiado, foi um dos últimos assinar intento, talvez decorrente da pressão por ser pré-candidato ao governo do Amapá.

Além do histórico de desserviço ao país e sobretudo para o trabalhador amapaense, Davi foi um dos acusados de “golpista”, que contribuiu efetivamente para derrocada da democracia no processo fraudulento do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Naquele momento afirmou em seu discurso final que estava votando pelo afastamento da mandatária por causa dos “retrocessos” que ocorria no país, todavia, depois de oito meses de gestão Temer, torna-se claro e evidente para a população, principalmente para os eleitores locais, o que de fato é re-tro-ces-so.

Se pré-candidatura sobrevier até homologação dos nomes que pretendem disputar o governo do Amapá em 2018, o senador terá encontro marcado nas urnas com aqueles que tiveram seus direitos básicos duramente atingidos, com contribuição decisiva do político amapaense mais próximo do presidente (golpista) Michel Temer.

PS. Pesquisa interna promovida por partidos satélites, que apoiam gestão estadual, teria revelado desgaste do senador junto à população tucuju, fruto do apoio a medidas draconianas do governo federal; foi o que aventou o jornalista Carlos Lobato, em programa matinal nesta segunda-feira (27).

Atualizado em 27-03-2017, às 14h34'.

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Ataques aos direitos dos trabalhadores compromete candidatura de Davi ao governo do AP. Ataques aos direitos dos trabalhadores compromete candidatura de Davi ao governo do AP. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on segunda-feira, março 27, 2017 Rating: 5



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