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Senadores foram decisivos no impeachment de Dilma.

Randolfe foi fundamental no debate sobre 'fatiamento' da votação, que preservou direitos políticos da presidenta, e Capiberibe pelo apelo final aos pares sobre “conciliação e pacto político”.
 

A dúvida que colocou os dois senadores no centro das decisões no dia do impeachment da presidente afastada foi sobre o fatiamento da votação em dois quesitos: perda do cargo, e perda dos direitos político por 8 anos.

Inicialmente o impasse seria respondida de uma só vez. Segundo o roteiro definido em acordo com os líderes partidários, objetivava saber se a presidente Dilma havia cometido os crimes que lhe eram atribuídos e deveria ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo de oito anos.

Com o fatiamento, a questão da inabilitação para função pública passou a ser um quesito autônomo, a ser decidido à parte.

Para os senadores contra o impeachment, o que estava em questão era assegurar “direito parlamentar subjetivo”, o direito ao destaque, previsto no processo legislativo. Foi o que argumentou o senador aliado Randolfe Rodrigues (Rede), primeiro a levantar a tese.

Segundo Randolfe, aquela era uma decisão “interna corporis”, a ser arbitrada nos termos do Regimento do Senado.

– Todo senador ou senadora tem o direito de votar, separadamente, individualmente, cada parte de uma resolução a ser proferida. E o que nós estamos tratando é uma resolução – defendeu o senador amapaense.

Ao encaminhar a votação do destaque pela manutenção dos direitos políticos da presidente cassada Dilma Rousseff (PT), os senadores Kátia Abreu (PMDB-TO), João Capiberibe (PSB-AP) e Jorge Viana (PT-AC) fizeram um apelo veemente aos senadores pela preservação da capacidade de Dilma seguir ocupando funções públicas e disputando cargos eletivos.

– Peço aos colegas que não apliquem essa pena de inabilitação (dos direitos políticos) pela sua honestidade e idoneidade, independentemente de erros que alguns concordam que ela tenha cometido. A presidente já fez as contas de sua aposentadoria e deve se aposentar com cerca de R$ 5 mil. Então, precisa continuar trabalhando para suprir as suas necessidades – disse Kátia Abreu.

Na sequência, Capiberibe observou que o voto pela manutenção dos direitos políticos de Dilma “vai permitir a abertura de uma vereda para conciliação e pacto”. E Jorge Viana, quase às lágrimas, reforçou o apelo “pela nossa democracia, convivência e em honra.

(Com informações da Agência Senado).
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Senadores foram decisivos no impeachment de Dilma. Senadores foram decisivos no impeachment de Dilma. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quinta-feira, setembro 01, 2016 Rating: 5

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