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Marília Góes na tribuna da Alap: “Eu tenho as mãos limpas”.

— Durante anos, apontaram o dedo para mim, me acusando e, inclusive, me condenando pelas acusações que foram feitas contra mim, mas hoje eu posso dizer: Eu tenho as mãos limpas, mas muitos por aí não podem dizer isso — disse a deputada Marília Góes, durante discurso na Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP) na sessão ordinária desta terça-feira, 20. As informações são do jornal A Gazeta.

Foto-reprodução A Gazeta.
A deputada estadual Marília Góes (PDT) falou pela primeira vez em plenário sobre a retirada de seu nome do processo de improbidade administrativa oriunda da ‘Operação Mãos Limpas’ de 2010. Decisão foi do Tribunal de Justiça (Tjap) na última semana.

No plenário, onde seus filhos, familiares e amigos estavam presentes, Marília discursou por cerca de 10 minutos sobre a decisão do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) em acatar os argumentos de sua defesa para exclusão do processo.

“Durante anos, apontaram o dedo para mim, me acusando e, inclusive, me condenando pelas acusações que foram feitas contra mim, mas hoje eu posso dizer: Eu tenho as mãos limpas, mas muitos por aí não podem dizer isso”, disse Marília, sobre os anos que ela, constantemente, se reporta como injustos e devastadores.

Operação

Em setembro de 2010, Marília Góes foi conduzida pela Polícia Federal, juntamente com o marido, o atual governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), e membros do primeiro escalão do governo, políticos, servidores públicos e empresários.

“Fui humilhada diante de meus filhos. Meu pai hoje está prostrado em cima de uma cama em virtude do que aconteceu conosco: 600 homens foram escalados para achincalhar nossa família”, relatou.

“Passados seis anos, o Tribunal de Justiça do Amapá excluiu meu nome do processo, vejam bem, não fui inocentada de nenhum crime, mas sim a justiça reconheceu que não cometi nenhum crime para ser inocentada. Reconheceram que não tive qualquer responsabilidade sobre atos de improbidade administrativa dos quais estava sendo injustamente acusada”.

A denúncia do Ministério Público afirmava que Marília Góes, à época titular da Secretaria de inclusão e Mobilização Social (SIMS) teria comprado 500 kits de vestuário para crianças, jovens e adultos.

Decisão

O relator do processo, o desembargador Manoel Brito, teve o mesmo entendimento que os demais membros da Câmara Única do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), e acatou recurso da deputada, determinando a sua exclusão da condição de acusada nos autos de Ação Civil Pública de responsabilidade por ato de improbidade administrativa, ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Amapá.

Segundo o relator, o MP não conseguiu trazer para os autos, elementos que configurassem os supostos atos de improbidade dos quais acusavam Marília Góes.
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Marília Góes na tribuna da Alap: “Eu tenho as mãos limpas”. Marília Góes na tribuna da Alap: “Eu tenho as mãos limpas”. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, setembro 21, 2016 Rating: 5

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