Header AD

"Fui demitido porque contrariei muitos interesses. O governo quer abafar a Lava Jato", disse AGU após ser demitido.

"Fui demitido porque contrariei muitos interesses. O governo quer abafar a Lava Jato. Tem muito receio de até onde a Lava Jato pode chegar", disse o ex-advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, na entrevista que concedeu logo após ser demitido, por telefone, por Michel Temer; as afirmações de Osório confirmam a tese do ex-ministro Romero Jucá, que disse, em conversas interceptadas, que era preciso derrubar a presidente Dilma Rousseff para "estancar essa sangria"; revelação de que o Palácio do Planalto tentou obstruir investigações coloca pressão sobre o procurador-geral Rodrigo Janot, que terá que provar mais uma vez se investiga a todos ou apenas o PT.



Do Brasil 247.
247 – A primeira grande crise do governo Michel Temer, que envolveu o ex-ministro Romero Jucá ainda na interinidade, já havia deixado claro que o golpe parlamentar de 2016 tinha uma finalidade: conter o ímpeto da Operação Lava Jato para proteger a oligarquia política brasileira, de quem a operação perigosamente se aproximava. Gravado por Sergio Machado, Jucá defendia a derrubada de Dilma para "estancar essa sangra".

Agora, a segunda grande crise de Temer, não mais na interinidade, comprova que foi exatamente esse o objetivo do golpe. Demitido por telefone, o ex-ministro da advocacia-geral da União, Fábio Medina Osório, disse que foi defenestrado porque o Palácio do Planalto tem interesse em proteger aliados corruptos – ou seja, trata-se, como disse Jucá, de "estancar essa sangria".

"Fui demitido porque contrariei muitos interesses. O governo quer abafar a Lava Jato. Tem muito receio de até onde a Lava Jato pode chegar", disse ele, na entrevista concedida a Thiago Bronzatto, Marcela Mattos e Hugo Marques.

Osório, que pretendia cobrar até R$ 23 bilhões das empreiteiras e dos agentes públicos envolvidos na Lava Jato, previu um final agourento para o governo Temer. "Se não houver compromisso com o combate à corrupção, esse governo vai derreter", disse ele. Segundo Osório, o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, foi o encarregado por Temer de providenciar sua demissão e conter suas investidas, que incomodavam aliados do PMDB e de partidos da base. "Qual é o problema de tentar ressarcir aos cofres públicos o dinheiro desviado?", questiona Osório.

Depois desse novo escândalo, que revela que o Palácio do Planalto tentou obstruir investigações, aumenta a pressão sobre o procurador-geral Rodrigo Janot, que terá que provar mais uma vez se investiga a todos ou apenas o PT.

Recentemente, ele acusou a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Eduardo Cardozo de tentar obstruir a Lava Jato com uma indicação de um ministro para o Superior Tribunal de Justiça. O que fará agora com a afirmação do ex-advogado da União, que acusa o governo de demiti-lo para proteger políticos aliados? Com a palavra, Janot.
__
"Fui demitido porque contrariei muitos interesses. O governo quer abafar a Lava Jato", disse AGU após ser demitido. "Fui demitido porque contrariei muitos interesses. O governo quer abafar a Lava Jato", disse AGU após ser demitido. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sábado, setembro 10, 2016 Rating: 5



SE O LEITOR TEM ALGUMA NOTÍCIA PARA COMPARTILHAR, ENVIE PARA O WHATSAPP (96)98135-3197.


O Diário do Meio do Mundo é espaço dedicado ao jornalismo independente. Contribua para mantê-lo online. Obrigado! Se não tem conta no PayPal, não é necessidade se inscrever para doar ou assinar, basta apenas usar o cartão de crédito ou de débito. Para quem prefere fazer depósito em conta: Banco do Brasil; Agência: 2825-8; CC: 219.880-0.


Post AD