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Contra Temer e Waldez, Trabalhadores Amapaenses Vão às Ruas em Ato Histórico Rumo à Greve Geral

Em ato nacional unificado realizado na manhã desta quinta-feira (22), milhares de trabalhadores do serviço público e privado, estudantes, movimentos sociais, movimento estudantil, sindicatos, centrais sindicais, partidos de esquerda e outras diversas organizações de luta da classe trabalhadora amapaense foram às ruas do centro da capital protestar contra os pacotes de “ajustes fiscais” do presidente reacionário Michel Temer (PMDB), assim como contra o governo anti-trabalhador de Waldez Góes (PDT) que também tem promovido uma verdadeira ofensiva contra o conjunto dos servidores e da população em geral através de uma política de terra arrasada que está levando o Amapá à bancarrota.


Do site Mobilização Operária.
O ato concentrou-se na Praça da Bandeira e após deliberação coletiva dos ativistas, seguiu em marcha pelas ruas do centro comercial de Macapá ao som apitos, tambores e palavras de ordem contra os projetos anti-operários que se encontram prestes a serem aprovados pelo governo federal de Temer, tal como a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 241/2016 que pretende congelar os vencimentos dos servidores, prevendo cortes violentos em políticas sociais como saúde e educação pelos próximos vinte anos, ou ainda, a PLP (Projeto de Lei) 257/2016 que ataca de maneira devastadora os serviços públicos e os próprios servidores de todos os entes federados com o aumento da alíquota de contribuição previdenciária para 14%, corte de todas as gratificações, destruição da data-base e, no pior dos casos, demissão em massa de servidores, inclusive de vínculo efetivo, configurando na prática, o fim da estabilidade no emprego.

Evidentemente, outros projetos também foram alvo das intervenções de estudantes e trabalhadores como o PLP 190/2015, conhecido popularmente como o projeto “Escola Sem Partido”, que ataca de maneira implacável a discussão política nas escolas por parte de professores sob a desculpa esfarrapada de “assédio ideológico” dos educadores em relação aos alunos, podendo render a quem infringir a lei, prisão por esse “crime” numa verdadeira afronta ao debate e ao direito de liberdade expressão; outro projeto nefasto amplamente denunciado foi o PL 4567/2016 que sacramenta a privatização do Pré-Sal, pondo fim à garantia de que a Petrobrás possa ser a única operadora a explorar essa camada petrolífera.

Durante as intervenções também foram pontuais as denúncias sobre as reformas da previdência e trabalhista que estão em via de serem implementadas pelo governo golpista de Temer e que tanto na teoria quanto na prática representam o fim do conjunto de direitos dos trabalhadores brasileiros com arrocho salarial, destruição do décimo terceiro salário, aumento da jornada de trabalho para 12h, aumento do tempo de contribuição para aposentadoria, levando a classe trabalhadora de volta ao regime de escravidão, enquanto governos e patrões chicoteiam sem parar a dignidade e as condições de vida dos trabalhadores.

Embora o ato tivesse como principais eixos a luta nacional contra o governo golpista de Temer, os trabalhadores e estudantes combativos não esqueceram em nenhum momento a luta local contra o governador Waldez que tem atuado de maneira extremamente agressiva contra os servidores públicos, trabalhadores terceirizados e, especialmente contra os profissionais da educação, imprimindo uma verdadeira caçada política às suas manifestações com destaque para a aliança com o Poder Judiciário que já rendeu no início do ano a cassação ditatorial do direito de greve dos servidores públicos. Contudo, não para por aí, já que recentemente o governo resolveu demitir pelo menos mil vigilantes que faziam a segurança das escolas da rede pública estadual, inaugurando a maior onda de pilhagem por criminosos a essas instituições na história do Amapá, isto é, não bastou parcelar os salários de professores – e dos demais servidores –, destruir sua data-base e precarizar ainda mais suas condições de trabalho, também era preciso deixá-lo à mercê de bandidos que já chegaram a agredir fisicamente alguns profissionais em seu próprio ambiente de trabalho numa clara manobra para justificar o fim das negociações de pautas salariais e ainda proceder com a licitação de emergência para contratação de segurança eletrônica, fazendo o discurso de crise econômica do governo cair completamente por terra.

Ao fim do ato foi unânime o chamado para um novo dia nacional de lutas para o próximo dia 29 contra o golpe, contra a política reacionária de “ajustes fiscais” do governo de Temer e pela construção de uma grande greve geral no Brasil que, na verdade, é o único instrumento capaz de derrotar o golpismo da direita e da burguesia pró-imperialista que sob orientação do capital financeiro pretende impor o pagamento da conta da crise do modo de produção capitalista inteiramente à classe trabalhadora.

Diante desse cenário de efervescência política é nítida uma nova ascensão do movimento operário frente às ofensivas do governo golpista num plano nacional e dos governos locais em perfeito alinhamento com a política de “ajuste” imposta pelo imperialismo. Nesse sentido, o que se percebe é uma tendência clara de radicalização das lutas contra o plano dos grandes monopólios de aplicar novamente a velha fórmula do neoliberalismo, isto é, de fazer com os trabalhadores paguem a conta da crise, mantendo a salvo os lucros do grande capital que, em virtude desse propósito, tem impulsionado golpes em diversos países de economia capitalista atrasada como o Brasil, cujo golpe foi consumado recentemente, evidenciando a troca do nacionalismo burguês pautado pela política capituladora de conciliação de classes pelos governos abertamente entreguistas de direita, escandalosamente subservientes aos interesses do imperialismo.

Assim, o que se coloca para o próximo período é a necessidade inadiável de construção da greve geral, sendo o ato de hoje e o do próximo dia 29 preparatórios para essa gigantesca mobilização das massas trabalhadoras que é, de fato, a única maneira de derrotar o golpe e os planos do imperialismo para o Brasil que passam pela privatização do patrimônio público, destruição dos serviços públicos e ataques aos direitos dos trabalhadores como vias para o pagamento da conta da crise do capitalismo pela classe operária que não vencerá essa luta se não for através das mobilizações nas ruas de todo país.
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Contra Temer e Waldez, Trabalhadores Amapaenses Vão às Ruas em Ato Histórico Rumo à Greve Geral Contra Temer e Waldez, Trabalhadores Amapaenses Vão às Ruas em Ato Histórico Rumo à Greve Geral Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sexta-feira, setembro 23, 2016 Rating: 5

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