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“Carnavália”: o carnaval como ferramenta religiosa - por Nezimar Borges.

Tribalistas é um álbum lançado em 2002 pelo supergrupo brasileiro Tribalistas, formado por Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, em uma colaboração conjunta. Segundo o Wikipédia, o álbum debutou na primeira posição dos discos mais vendidos no Brasil. Se tornou o sexto álbum consecutivo de Monte a alcançar essa posição na parada musical. É o primeiro álbum de Antunes e Brown a alcançar esta posição.  Abaixo vídeo de "Carnavália", composta por Carlinhos Brown, Marisa Monte e Arnaldo Antunes.

Do editor.


Reflexões sobre o Carnaval.

A cultura está para sobrevivência de um povo essencialmente como o ar está para vida. Aqui, exaltam–se duas manifestações populares que surgem naturalmente em decorrência das necessidades das pessoas para dar sentido à vida, que possibilita renovar forças psicológicas para enfrentar obstáculos do cotidiano: o carnaval e a religião.

A religião é tão importante para moldar significado e sentido à vida de milhões de pessoas que, sobreviver sem uma, seria quase impossível, tanto para o cidadão letrado quanto para o homem médio.

Há no seio do povo a falácia de que o dinheiro traz felicidade. Ledo engano. Infelizmente todos os seres humanos são passivos de sentimentos que vão dos mais nobres até aos mais vis e primitivos, como medo, por exemplo. Não só isso, mas toda forma de sofrimento revelado pelas angustias, decepções, traições, tristeza, depressão, enfim, emoções diversas, alegrias e tristezas. Vulneralidades que precisam ser vencidas e é na religião que se encontra um dos combustíveis para permanecer aceso o fogo da esperança no futuro, a despeito dos efeitos danosos quando utilizada como ferramenta para alienação da população.

Também associo o carnaval a necessidades que suprem lacunas deixadas pela dureza dos enfrentamentos dos problemas da vida, durante boa parte dos dias vividos. Assim, o carnaval é uma manifestação cultural que nasce, também, no seio da população e torna se, como a religião, uma ferramenta que retira os seres humanos desta realidade cruel durante quatro dias do ano, abrindo corredor para alegria tomar conta de corações e mentes.

Ademais, toda manifestação cultural deve ser respeitada, porque de alguma forma contribui para satisfação social de uma nação, independentemente de alguns efeitos colaterais que possa advir de sua realização na prática, que jamais sobrepuja seus benefícios. Além do mais, não se deve jamais jogar no lixo um cesto de maças apenas por causa de duas delas estragadas. O imenso caldeirão de alegria é imensamente maior do que fatos isolados de violência e tristeza.

Deus salve o Carnaval, pois, afinal, o profano e o religioso são os dois lados de uma mesma moeda, né não? Então é imperativo felicitar: vivas para o Carnaval!

Carnavália Tribalistas - composição de Carlinhos Brown, Marisa Monte e Arnaldo Antunes.
Vem pra minha ala
Que hoje a nossa escola vai desfilar
Vem fazer história
Que hoje é dia de glória nesse lugar
Vem comemorar
Escandalizar ninguém
Vem me namorar,
Vou te namorar também

Vamos pra avenida
Desfilar a vida, carnavalizar
Na Portela tem Mocidade
Imperatriz
No Império tem
Uma Vila tão feliz
Beija-Flor vem ver
A porta-bandeira
Na Mangueira tem morenas da Tradição

Sinto a batucada se aproximar
Estou ensaiado para te tocar
Repique tocou, o surdo escutou
E o meu corasamborim
Cuíca gemeu
Será que era eu
Quando ela passou por mim
Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá
Aonde?
(X 2)
Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá
Me diga, aonde?
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“Carnavália”: o carnaval como ferramenta religiosa - por Nezimar Borges. “Carnavália”: o carnaval como ferramenta religiosa - por Nezimar Borges. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sábado, setembro 03, 2016 Rating: 5

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