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Adalberto Ribeiro sobre eleições 2016: no contexto do Estado Burguês, 'voto no candidato menos pior'.

O ex-secretário de Estado de Educação do Amapá, professor Adalberto Ribeiro, publicou artigo em que aponta caminho para eleitor escolher o candidato menos pior no contexto da democracia burguesa.



Entre os caminhos apontados estão: (1) "Não voto em partidos ou pessoas que tem corruptos e arranjos elitizados." (2) "Não voto em partidos arranjados com as mais diversas incoerências ideológicas, em que pese o debate obsoleto esquerda-direita."(3) "Não voto em vários grupos de partidos juntos também, numericamente. Este modelo naufragou com o PT/PMDB e companhia, de Lula. Provou-se o quanto esta orientação é equivocada. Essa mistura sem critérios." (4)"Não voto em político que prometeu o que sabia que não ia entregar (que não ia entregar nada!) para a população e que está prometendo agora sabendo que não vai fazer. Estes são estelionatários eleitorais. Também não voto em despreparado(a)s."

Leia íntegra.

A (DES) ESPERANÇA NA POLÍTICA E AS ELEIÇÕES PARA PREFEITO

As redes sociais, inclusive aqui no Amapá, têm revelado a enorme decepção que a sociedade tem pela classe política. Eu diria que há até um certo desprezo por esse tipo de gente. Não à toa! Eles dão a cada dia mais demonstrações de que só estão preocupados com seus próprios umbigos.

As redes sociais também tem sido um espaço de muita confusão e de insegurança. Não se sabe em quem acreditar e nem o que se pensar. É uma guerra de informações propositais para confundir o internauta, fora os fakes e anônimos fundamentalistas defensores das mais diversas posições. As mais recentes marcaram o enfrentamento entre Coxinhas X Petralhas.

Mas, na política há duas questões de fundo: 1) o Estado Moderno é burguês, portanto, a Democracia também é; 2) só se chega ao poder no Estado Burguês por meio dos partidos políticos – não há outro caminho.

Estamos em mais um período eleitoral e dia 02/10, próximo, vamos às urnas novamente. Não tem para onde correr. É a regra do jogo.

Apesar dessa enorme decepção, um desencanto que DEPRIMIU as pessoas, temos que escolher e vamos escolher um dos candidatos.

Para uma parte da sociedade, um pouco mais esclarecida a escolha será consciente, com interesses pessoais pesando para mais ou para menos, ou, na defesa de interesses coletivo para mais ou para menos. Todas as vezes que prevalecem os interesses coletivos as chances da sociedade obter os serviços públicos aumentam.

Para outra parte da sociedade, menos esclarecida, “as coisas” estão ainda mais nebulosas.
Lamentavelmente, no Estado Burguês não há milagres. Os recursos financeiros serão sempre distribuídos de maneira desigual, sempre. É por isso que os políticos têm tantas dificuldades de enfrentar o poder dos grandes empresários. É por isso também que os recursos não chegam até o povo. E quando as forças (sociedade política X sociedade civil) são muito desiguais falta de tudo: merenda nas escolas, remédio nos postos de saúde, combustível para viaturas, limpeza na cidade, água nas torneiras, transporte público de qualidade e preço justo, ruas esburacadas e periferias abandonadas. O retrato atual do que vivemos no Amapá e em Macapá.

Não obstante, teremos que escolher prefeitos e vereadores. É certo que a clássica categorização esquerda-direita já não faz mais muito sentido. Mas também é certo que alguns partidos, até hoje, flagrantemente, não têm nenhum compromisso com a sociedade. Para se elegerem ou se reelegerem são capazes de tudo. De tudo mesmo!

Assim, nenhum dos partidos que estão aí fará alguma revolução. Não há condições históricas acumuladas para isso. Em nenhuma escala: nem global, nem nacional, muito menos local.
No Estado Burguês sobra ao eleitor mais consciente escolher o menos pior para a coletividade. Alguns são fáceis do eleitor consciente eliminar logo de cara. Eles estão publicamente abraçados com grupos que não têm compromissos com a sociedade. Outros se deixaram contaminar quando perceberam que o paradoxo esquerda-direita já não fazia muito sentido. Outros estão aí apenas para venderem suas legendas em troca de alguns minguados de qualquer natureza.

Parece mesmo que não temos saída. Mas, é preciso manter a ESPERANÇA! Eu sempre tracei meus próprios critérios nestes momentos de escolhas. E sempre vou eliminando os piores candidatos, na minha avaliação. Procuro minimizar a margem de erro em meio a cada vez mais, um cenário confuso e inseguro com tantas informações truncadas. Por isso:

- Não voto em partidos ou pessoas que tem corruptos e arranjos elitizados.
- Não voto em partidos arranjados com as mais diversas incoerências ideológicas, em que pese o debate obsoleto esquerda-direita.
- Não voto em vários grupos de partidos juntos também, numericamente. Este modelo naufragou com o PT/PMDB e companhia, de Lula. Provou-se o quanto esta orientação é equivocada. Essa mistura sem critérios.
- Não voto em político que prometeu o que sabia que não ia entregar (que não ia entregar nada!) para a população e que está prometendo agora sabendo que não vai fazer. Estes são estelionatários eleitorais. Também não voto em despreparado(a)s.

Enfim, vou votar naquele que me traz o mínimo de ESPERANÇA. Que pode ter o mínimo de autonomia, que pode enfrentar os grupos poderosos locais, seja o empresarial seja os políticos poderosos, sedentos por garfarem o dinheiro do orçamento público, o dinheiro do povo. Estes são atributos subjetivos de quem escolho.

Voto em quem tem capacidade técnica e experiência de gestão, atributos objetivos para quem pretende governar uma cidade com muitas demandas e poucos recursos.
Sou realista e estou também afetado por esse desencanto que a maioria dos políticos corruptos, ladrões, e egoístas, têm causado em todos nós. Entretanto, não dá para entregar os pontos. É tudo o que os políticos ladrões querem: que a sociedade não esteja nem aí para a política. Porém, tenho ESPERANÇA!

Estamos em uma fase de transição. Passado um tempo vamos depurar melhor nossa percepção de tudo isso. Nós que somos um pouco mais esclarecidos não podemos deixar de discutir política e de apontar o caminho do melhor voto possível para a sociedade: o candidato menos pior no contexto de qualquer Estado Burguês.

Adalberto C. Ribeiro
Prof. Sociologia da Educação / UNIFAP
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Adalberto Ribeiro sobre eleições 2016: no contexto do Estado Burguês, 'voto no candidato menos pior'. Adalberto Ribeiro sobre eleições 2016: no contexto do Estado Burguês, 'voto no candidato menos pior'. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sábado, setembro 10, 2016 Rating: 5

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