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Heverson a Marcivânia: ela "é uma espécie de Marta Suplicy no estilo maior da trairagem política".

A decisão da professora Marcivânia Flexa, do PC do B, de concorrer no pleito de 02 de outubro em Santana caiu como uma bomba nas hostes do PT local. 


Depois da notícia que ela concorreria, o ex--prefeito Antônio Nogueira tentou rapidamente amenizar os estragos políticos na candidatura da irmã, Isabel Nogueira. Para ele, a candidatura da ex-petista não tira votos da Isabel.

Já a avaliação do engenheiro Sérgio Branzem [ver aqui], as duas candidaturas, de Marcivânia e Isabel, devem morrer abraçadas.

A agonia do PT de Santana é percebida neste artigo do radialista e militante político do grupo de Antônio Nogueira, Heverson Castro. Nele ele tece pesadas críticas à opção de Marcivãnia pela candidatura.

Leia.

O histórico de traições de Marcivânia e o medo de perder o poder.
Depois de trair Camilo Capiberibe com quem foi aliada por quase quatro anos ao indicar pastas como a Secretaria de Turismo no governo até 2014.

Depois de trair Lucas Barreto (na época no PSD), que foi candidato ao governo em 2014 no mesmo palanque de Davi Alcolumbre. E depois de trair Dora Nascimento na mesma eleição ao não apoiar a candidata do PT e andar abraçada com Lucas e Davi, não apoiando a senadora de Lula e do PT, partido onde era filiada e se elegeu deputada federal.

Finalmente, depois de trair Nogueira que a projetou na vida pública e no PT, a hoje deputada, afiançando as eleições de 2008, 2010, 2012 e 2014, chegou a vez de Marcivânia trair Waldez Góes (PDT), de quem é aliada desde o segundo turno das eleições de 2014.

Após tantas traições na sua curta vida política e a principal delas, que foi trair o seu genitor político, o ex-prefeito Antônio Nogueira, após ajudá-la nas suas últimas campanhas de 2010, 2012 e 2014, chegou a vez da deputada Marcivânia trair Waldez Góes em mais uma etapa da sua saga pelo poder.

Marcivânia é uma espécie de Marta Suplicy no estilo maior da trairagem política, e se for preciso trai qualquer aliado na busca pelo poder e se junta aos seus maiores inimigos do passado como o senador Randolfe Rodrigues, que em 2012, apoiou Robson Rocha para derrotá-la. O mesmo senador que a deputada acusou de comungar com um golpe político para a direita vencer as eleições de 2012 e derrotar a sucessora de Nogueira e do PT naquelas eleições.

Mesmo que atualmente esteja aliada ao governo Waldez Góes com “trocentos” cargos e contratos, a deputada ensaia novamente uma aliança com o PSB, cujo partido a deputada chegou afirmar que não se aliava nunca mais, porque teriam virado as costas para ela e para Santana.

Marcivânia agora trai o povo e a confiança dos eleitores santanenses quando brincou com o eleitor ao lançar candidaturas como balões de ensaio, na saga para tentar viabilizar um nome da família para disputar a Prefeitura de Santana nas eleições de 2016.

Primeiro Marcivânia, contrariando a vontade da maioria do PT de Santana, se negou a ser a pré-candidata do PT ainda em julho do ano passado e lançou seu esposo Odair Freitas como pré-candidato a prefeito.

Ainda no PT em agosto de 2015, após recusar ser candidata, fez acordo com o partido e disse que aceitaria o resultado de uma pesquisa de opinião pública por meio de um instituto, onde acataria o resultado em uma disputa entre o esposo Odair Freitas, Isabel Nogueira e o petista professor Aurino Gomes.

Marcivânia afirmara em coletiva que era “mulher de palavra” e que caso saísse vitoriosa gostaria de ver o PT unificado em torno do esposo e caso fosse vencida na disputa por Isabel Nogueira, seria a primei a ir para rua apoiar a escolhida do PT, que deu uma lavagem em Odair Freitas na preferência popular. Não foi dessa vez e nem a primeira que ela iria cumprir a sua palavra.

Com a derrota interna no PT, Marcivânia não aceitou o resultado da pesquisa de opinião e da maioria esmagadora do PT que decidiu referendar Isabel Nogueira como pré-candidata.

Depois de causar crise no PT, Marcivânia se filiou ao PCdoB e lançou a irmã Clotilde Flexa, uma médica desconhecida politicamente na cidade. A irmã também não emplacou mesmo com todo o esforço e empenho pessoal da deputada e do senador Randolfe Rodrigues (Rede).

A aliança com a Rede de Randolfe não conseguiu emplacar a irmã Clotilde e Marcivânia também não conseguiu transferir a pouca credibilidade política que ainda goza em Santana.
Por que Marcivânia não emplacou seu esposo e sua irmã?

Não emplacou porque não é uma liderança que transfere votos e por enfrentar um enorme desgaste juntos aos santanenses, já que prometeu diversas coisas, promessas de empregos no governo estadual, segundo ex-apoiadores e não conseguiu cumprir.

Odair e Clotilde não emplacaram porque Marcivânia perdeu credibilidade e não goza mais do prestígio junto ao eleitorado santanense que se sente enganado pelos blefes e mentiras da deputada, que até agora em 2 anos de mandato não conseguiu fazer nada por Santana.

Essa é a realidade que forçou Marcivânia em seu último ato de desespero para tentar sobreviver na política local, se lançar candidata, justamente para tentar reverter o quadro eleitoral que não consegue mais reverter, marcado pelo surgimento de novas lideranças sem o desgaste institucional da deputada e que crescem a cada dia no conceito do eleitorado.

O principal medo de Marcivânia se ver no crescimento da pré-candidata Isabel Nogueira (PT), principal candidatura de esquerda da oposição. Isabel é irmã do ex-prefeito Nogueira, que junto com lideram a oposição oficial e desde o primeiro dia de mandato do atual prefeito Robson Rocha, polarizam o debate sobre os desmandos na cidade e fazem o comparativo de como estava Santana antes do caos ser instalado pelo atual desgoverno.

Isabel Nogueira cresceu em progressão geométrica e isso é sentido nas ruas e no calor do debate junto ao eleitorado, que se identifica e reconhece o legado do PT, agora representado pela socióloga que vem engolindo como um tornado o voto de oposição de esquerda, que Marcivânia achava que pertenceria somente a ela, mas que o cenário mostra que não existe votos de cabresto no campo da oposição e dos eleitores que são contra o atual quadro devastador do município de Santana.

Não é somente Isabel Nogueira que incomoda e forçou a tardia candidatura de Marcivânia. A deputada também foi engolida por outras lideranças que também cresceram em suas pré-campanhas, tais como Ofirney Sadala (PSDC), Zilma (DEM) e Elias Real (PRTB), revelando aos analistas políticos de plantão que não vivenciam a política santanense que Marcivânia não é o “bicho papão” que alguns acreditavam que fosse.

Esse é o cenário desolador que torna a ultima cartada de Marcivânia um ato de desespero, achando que outros pré-candidatos poderiam recuar para apoiá-la, além do eleitorado que poderia mudar de opinião após já ter uma prévia do cenário e já ter optado por Isabel Nogueira, Ofirney, Zilma e Elias.

Os estrategistas da deputada deram com a cara na porta, quando na verdade os outros nomes da oposição já estão com suas candidaturas consolidadas e alianças feitas, engolindo inclusive a maior parte do tempo de TV, que vai fazer falta para a deputada justificar porque se calou diante dos desmandos em Santana e os motivos de não ajudar o município com seu pífio mandato de deputada federal.
A decisão tardia de Marcivânia coloca uma 'pá de cal' no seu futuro político, pois o povo não perdoa traidores e principalmente quem trai a confiança do povo, ao brincar com o eleitorado santanense.

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Heverson a Marcivânia: ela "é uma espécie de Marta Suplicy no estilo maior da trairagem política". Heverson a Marcivânia: ela "é uma espécie de Marta Suplicy no estilo maior da trairagem política". Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on segunda-feira, agosto 01, 2016 Rating: 5

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