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"Calote dos Consignados de Waldez" é mais grave do que "pedaladas de Dilma", diz promotor.

Avaliação é de Edson Azambuja, promotor de Justiça de Palmas, no Tocantins, que abriu inquérito para apurar conduta daquele Estado; para ele, há fortes indícios de retenção de recursos. No Amapá o governo também é acusado de descontar dinheiro em contas dos servidores e não repassar aos bancos.


Matéria de Márcia De Chiara e Francisco Carlos de Assis, para o jornal "O Estado de S.Paulo" cita o Amapá como um dos estados, junto com Rio de janeiro e Tocantins que podem ter descontados parcelas do crédito consignado dos salários dos servidores públicos e de não repassá-las aos bancos.

Para o promotor, utilizar esses recursos para contornar a situação de mã gestão das finanças públicas, é mais grave do que as pedaladas fiscais que culminaram com a abertura do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

O promotor da Defesa do Patrimônio Público da 9ª Promotoria de Justiça de Palmas (TO), Edson Azambuja, abriu um inquérito para investigar a improbidade administrativa dos gestores das secretarias da Fazenda e do Planejamento do seu Estado por conta dessa prática. “Há fortes indícios de retenção dos recursos e do não repasse para as instituições financeiras. Isso é mais sério do que pedalada”, afirma.

O governador Waldez Góes é réu em processo semelhante, acusado de Improbidade por apropriação indébita. O pedetista teria autorizado, em 2009 e 2010, no segundo mandato à frente do Executivo, o desconto de cerca de R$70 milhões dos contracheques dos servidores e não os repassar aos bancos que cederam o crédito.

Os bancos à época das irregularidades inseriram os nomes dos servidores amapaenses no Serviço de Proteção ao Crédito (Serasa), muitos deles ingressaram na Justiça com ações de danos morais e materiais.
Se de fato o governo do Estado volta com a mesma política econômica de 2009 e 2010, há possibilidade da história se repetir. Desta vez o servidor já pode estar ciente do que o aguarda.

Detalhe: se as “pedaladas”, que são menos grave do que descontar recursos dos servidores e não repassar aos bancos, causaram a queda de Dilma (mesmo elas não terem ocorrido, segundo perícia do Senado), o que fazer então com governo do Amapá?

Atualizado em 19-07-2016, às 6h53'.
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"Calote dos Consignados de Waldez" é mais grave do que "pedaladas de Dilma", diz promotor. "Calote dos Consignados de Waldez" é mais grave do que "pedaladas de Dilma", diz promotor. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on terça-feira, julho 19, 2016 Rating: 5



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