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Ericláudio Alencar – o “novo” na política.

Na disputa pela indicação do Palácio do Setentrião para concorrer nas eleições municipais de 2 de outubro, entre o deputado pedetista Ericláudio Alencar e o ex-senador peemedebista Gilvam Borges, conta a favor daquele, em detrimento deste, um jargão famoso em tempo de marginalização dos políticos tradicionais: ‘a cara nova na política’.

Do editor.

Informações de conversas das alianças em torno da candidatura palaciana revelam que o deputado deve ser o candidato do governo, não pelo motivo óbvio, de ser mais competitivo em relação ao ex-senador na corrida à prefeitura de Macapá, mas sim porque pode ser utilizado como o candidato “novo” nessas eleições.

O maior desafio desta possível candidatura será se desvencilhar de um governo com baixa aceitação popular, principalmente entre as classes do funcionalismo público. Para reverter o quadro de desgaste será tarefa árdua para os marqueteiros em tempo das viralizações das publicações em redes sociais.

Há exemplos no retrovisor para concluir se o projeto do “candidato novo” será exitoso ou não.

Em 1999 Collor teve tempo e mídia para fazer o “novo” dar certo e consequentemente enganar maciça parcela da população. Foi um projeto de poder que a princípio deu certo pois milhões se deixaram levar pela aparência e palavras doces. Ele foi sem qualquer resquício de dúvida o melhor entre os candidatos “novos”. Bem articulado, um dote físico considerado, e sobretudo com uma grana invejável para o investimento.

O prefeito de São Paulo Fernando Haddad foi outro exemplo que deu certo, pois surgiu praticamente do nada, com 2% de intensão de votos para a cadeira da prefeitura paulista. Bem articulado, também com uma notável qualidade física — um intelectual no seio da política. Prestem atenção neste nome, ele é um quadro que possivelmente os brasileiros ainda vão ver e votar tantas vezes.

Um exemplo mais próximo de Macapá foi a eleição do prefeito Clécio Luís em 2012, facilitado principalmente pela baixa qualidade do principal adversário.

Nesses três exemplos não houve uma peça impedindo a entrada do nome “novo” nas classes menos esclarecidas da sociedade.

O contrário acontece com a candidatura do pedetista Ericláudio Alencar, que tem um grande peso desgastante para carregar  —  as ações de políticas públicas negativas do seu mentor. Além do mais, os veículos alternativos de comunicações, como as redes sociais, nos anos anteriores as eleições dos três exemplos citados acima, não haviam ainda tomado a dimensão que tem hoje, um contraponto à tentativa de emplacar o “novo”, terrível quando do novo só se tem as quatro letras do alfabeto.

Um exemplo que pode servir de alento para o deputado, se de fato vier a concorrer à prefeitura de Macapá, é o da eleição da parlamentar Rosely Matos em 2002. À época dos acontecimentos daquela campanha eleitoral ela explorou à exaustão o termo “novo na política” e deu certo, pois está aí até hoje para comprovar que o jargão pode decidir uma eleição, independentemente de perfis esdrúxulos.
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Ericláudio Alencar – o “novo” na política. Ericláudio Alencar – o “novo” na política. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quinta-feira, julho 21, 2016 Rating: 5

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