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Denúncia: parte da imprensa silencia sobre profunda crise na saúde pública em Macapá.

A saúde pública do Amapá, mais especificamente no município do Macapá, agonia. É o que relatam usuários da rede social Facebook, nesses últimos dias. Isso acompanhado de perto pelo silêncio quase sepulcral de alguns veículos tradicionais de comunicação, rádios e canais de televisão.

Os usuários que utilizam os serviços encontram nas redes sociais o meio alternativo para relatarem que sentem quando necessitam do serviço de saúde pública do Estado.

No post, publicado na última terça-feira (19), a mãe Emanuelle Silva relata a falta de espaço para acomodar as crianças e a necessidade de aparelhos na UTI da maternidade em Macapá.

Ela desabafou ao relatar a superlotação na Maternidade, acompanhado do o filho de poucas semanas internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal provisória da maternidade Mãe Luzia, em Macapá.

No texto, “Manu” como é conhecida na rede social, que acompanha o filho há duas semanas, diz estar o com o coração em pedaço devido à falta de espaço na UTI para tantas crianças que chegam diariamente na maternidade.

“Nossos bebês estão em uma UTI improvisada, onde não tem espaço e nem aparelho”, denuncia. Ela diz estar despedaçada, arrasada em não poder fazer nada.

 — Uma coisa é certa, não queira estar no meu lugar, meu coração está em pedaços, são 15 dias vivendo esse sofrimento  — lamenta na rede social.

Em outros posts publicados por outros usuários da rede mostram crianças deitadas em cadeiras no ambiente lotado e com pacientes dividindo leitos. Relatos dizem que luvas cirúrgicas cheias de água são utilizadas como bolsas térmicas nos pacientes.

Em outras unidades de saúde como no Hospital de Emergência da capital a realidade não é diferente. Além de pacientes sofrerem com descaso do governo do Estado, os funcionários também sofrem com os desmandos sem poder fazer muita coisa por seus pacientes.

Desabafo da enfermeira Ediane Andrade é uma das vozes que ecoam denunciando o descalabro sobre triste realidade da saúde pública do Amapá.

 — Compartilho 2 sentimentos que neste momento ocupam meu coração: Tristeza e Decepção — introduz a enfermeira em texto que denuncia o estado de inoperância que enfrenta todos os dias na maternidade Mãe Luzia.

A enfermeira Ediane alfineta a imprensa amapaense, que para ela só pública os problemas. Ela insinua que a imprensa não cobra os políticos, governador, prefeito, deputados.

 — E a imprensa que só publica os problemas, mas não cobra de fato uma mudança?
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Denúncia: parte da imprensa silencia sobre profunda crise na saúde pública em Macapá. Denúncia: parte da imprensa silencia sobre profunda crise na saúde pública em Macapá. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quinta-feira, julho 21, 2016 Rating: 5

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