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Após denunciar descaso do governo do Estado com saúde pública, enfermeira é transferida.

Após ter narrado desabafo nas redes sociais [ver aqui] sobre triste realidade da saúde pública do Amapá, na última segunda-feira, 18, enfermeira Ediane Andrade é transferida.



Na publicação da última semana ela denunciou que além da falta de instrumentos básicos para a eficiência do trabalho havia ainda o sobrecarregamento das atividades, em contraste com ausência de espaço para desempenhar os trabalhos com dignidade. Sem leitos, sem materiais para fazer uma simples intervenção cirúrgica, sem banheiros ... “O cenário é arrasador”, denunciou.

 A narrativa teve ampla repercussão na imprensa alternativa, entre blogs e redes sociais. Depois da denúncia a enfermeira Ediane Andrade é transferida de setor da Maternidade Mãe Luzia.

Veja relato.
ATÉ QUANDO VIVEREMOS ASSIM?

Desculpem o desabafo, mas acho que me pegaram de laranja para viver intensamente os desmandos da administração pública na saúde e os danos que nós trabalhadores e usuários estamos sendo lesados.

Hoje estou numa escala diferente, no térreo, estou assumindo 4 unidades (Algo risco, tratamento, por parto normal e admissao/observacao) onde já estou sobrecarregada com todas essas unidades.

Até aí minimizando a vamos fazendo o que é prioridade e tentamos harmonizar o plantão junto as equipes e usuárias. De repente surgem 2 pais me pedindo autorização para ficarem com suas esposas e filhos (alegam que são do interior, que as esposas são menores, que são operadas, etc..) e depois mais outros aparecem, acho que um total e 14 homem e pois fiz 2 pedidos e autorização para a recepção.

Detalhe: parei para colher de cada um a história e depois reuni com eles para orienta-Los sobre o que eles poderiam ou não fazer dentro da maternidade.

Depois fui para as enfermarias de tratamento ver quem poderia juntar se no leito para abrir leito no pós operatório. De repente chega um rapaz que não conhecia me chamando para ir até ele de forma ríspida e qdo xhefuwi parto dele simplesmente falou:

"Sou Elias sou CHEFE da recepção, vim aqui por causa dessa autorização que a senhora deu permitindo que esses homens entrassem, existe uma ordem de serviço do diretor com a administradora que proíbem homens de entrarem aqui depois de 21h, ninguém pode passar por cima disso, A a sua assinatura NÃO VALE NADA".....

Aí esse cidadão me tirou do salto.

Sou servidora pública desde 1994, trabalho na maternidade desde 2000, conheço todos os serviços e cada cantinho de lá, conheço muitos colegas de várias áreas, respeito todos e me considero respeitada.

Aí vem um cidadão desses, que não sei de onde saiu, falar grosseiramente isso pra mim?
Falo a todos: o poste está mudando no cachorro, expliquei pra ela que NENHUMA ordem interna está acima de uma Lei estadual e nem tão pouco Federal. Que aquela ordem interna já era ilegal, era CRIME, e que ele deveria ter vergonha de reprimir e tirar os direitos dos outros homens daquela forma.

Nos sabemos que os homens só podem chegar a noite pois trabalham durante o dia, e que é uma importante contribuição nesse momento com suas esposas e filhos. A maternidade possui um título que é buscado anualmente a sua permanência : "Hospital Amigo e Criança", imagine se não fosse? Agindo dessa forma como podemos tolir direitos e manter esse título? É vergonhoso.

A essa ordem absurda não foi diacutida com as equipes, foi tomada pela direção e administração por conta de acontecimentos "masculinos " que desabonavam e desreapeitavam o serviço.

Agora pergunto: como podemos proibir um pai e deitar na cama com a esposa se a maternidade não lhes oferece uma cadeira? Um banheiro? Os acompanhantes (homens e mulheres) usam os banheiros das pacientes ou funcionários.

O serviço de organização de visitantes e acompanhantes deveria ser organizado através de Castilhas, folderes, que os orientadas, compete ao serviço social ver quem é do interior, menor e idade, com transtorno mental, aí não tem patentes e não à nós da enfermagem enfermagem plantonistas que a noite aqui ficamos juntando paciente ou pegando alta para liberar leito.

Já vi que não adianta cobrar nada do ministério público pois qdo vem aqui, se fecham na direção e não vem ouvir os usuários e trabalhadores.

MAS QUERO SABER DO GOVERNADOR E DA SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO: Vcs concordam com isso?

Qdo vcs vão perceber que estamos sem comando? sem área técnica e administrativa que nos faça viver de forma decente no nosso ambiente de trabalho? Que pelo menos nos ouça?
Quero dizer que conheço os meus direitos, e vou buscar ao meus "superiores " uma retratação desse comportamento desrespeitoso e medíocre desse "CHEFE DA RECEPÇÃO ". Minha assinatura tem um valor tão grande, mas tão grande que ele não sabe que tudo ali inclusive o salário dele e a todos os cargos públicos saem tbm do meu bolso.

Estou informando aos interessados e reprimidos que procuram uma delegacia para registrar seu impedimento de acompanhar suas esposas e filhos.
Atualizado em 26-07-2016, às 00h38'.
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Após denunciar descaso do governo do Estado com saúde pública, enfermeira é transferida. Após denunciar descaso do governo do Estado com saúde pública, enfermeira é transferida. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on terça-feira, julho 26, 2016 Rating: 5

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