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Tabela mostra acordos espúrios de senadores para mudar voto do impeachment.

Tabela enviada ao jornalista Kiko Nogueira do site DCM no último final de semana, por uma fonte que trabalha no Senado Federal, mostra monitoramento dos votos do impeachment. 

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Os dados têm sido usado para medir o humor dos parlamentares que poderiam barrar o impedimento.

A tabele indica que será difícil vencer o fisiologismo da Casa no que concerne a ideia de novas eleições defendida por Dilma, caso volte ao poder.

A tabela aponta também que, ao final da votação do impeachment, a ideia do Plebiscito para novas eleições não será determinante no resultado porque “o que está em jogo são outros interesses”.

Interesses escusos, diga-se. Os casos mais notórios são do senador Romário e Cristóvam Buarque, que chegaram a publicar arrependimento após votarem pelo golpe, mas nos últimos dias negociaram acordos com o governo Temer para votar pelo afastamento definitivo de Dilma.

Do DCM Online.


Reproduzo o email que recebi:

Um dos principais argumentos daqueles que defendem que a presidenta Dilma Rousseff se comprometa a apoiar a convocação de um plebiscito sobre a antecipação da eleição presidencial é a adesão que ganhou a PEC 20/2016, que trata do tema.

Essa PEC foi apresentada em abril pelo então senador Walter Pinheiro (sem partido-BA), licenciado para ocupar a secretaria de educação do governo da Bahia, e foi subscrita por 29 nomes.

O raciocínio é simples: se Dilma assumir essa proposta, pelo menos 30 senadores votarão contra o impeachment. São necessários 27 votos para que a presidenta eleita volte ao governo. Roberto Requião, por exemplo, é um dos entusiastas da proposta e sempre que se refere à votação afirma que 30 senadores votarão contra o impeachment caso a presidenta eleita anuncie apoio ao plebiscito.

Ao analisar a movimentação dos senadores que subscreveram a PEC, que garantiriam um patamar mínimo de votos contra o impeachment, o que se observa é que a maior parte deles está no balcão de negócios do governo golpista de Michel Temer, embora parte mantenha interlocução com interlocutores da presidenta Dilma.

Essas conversas, embora poucos admitam em público, mas admitam nos corredores do Senado, giram em torno do que ganharão caso votem contra o impeachment. Parte desses mesmos parlamentares mantêm conversas com Temer e muitos deles já contemplaram parte das suas demandas.

Na tabela abaixo, está a lista dos senadores que subscreveram a PEC 20/2016. Na segunda coluna, estão os 13 senadores mais ideológicos com compromisso com a esquerda, que votarão contra o impeachment de qualquer maneira.

Na terceira coluna, estão os senadores de centro e direita. Ao lado, o que cada um está negociando. A saber, nela estão três senadores que, no momento em que o projeto foi apresentado, não exerciam o cargo (Kátia Abreu e Armando Monteiro Neto, então ministros, e Roberto Muniz, suplente de Pinheiro).

A conclusão a que chegamos é que, independentemente da proposta de antecipação da eleição, o que está em jogo são outros interesses. A questão de apoiar — ou não — uma nova eleição não será um fator determinante no resultado final da votação.

 

















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Tabela mostra acordos espúrios de senadores para mudar voto do impeachment. Tabela mostra acordos espúrios de senadores para mudar voto do impeachment. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on segunda-feira, junho 27, 2016 Rating: 5

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