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Dilma: motivação do impeachment foi eu 'ter permitido que as investigações contra a corrupção no país avançassem'.

Dilma Roussef respondeu à interpelação dos aliados do presidente interino Michel Temer no Supremo Tribunal Federal sobre a expressão "golpe", utilizada pela presidente afastada nos encontros de rua com os movimentos sociais. Ela ratifica que o processo de impeachment é "golpe de Estado" e cita as gravações entre o ex-presidente José Sarney (PMDB), o senador Romero Jucá (PMDB) e o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB em que discutem o impeachment como única forma de interromper as ações da Lava-Jato.


A resposta de Dilma a Rosa Weber sobre o "golpe".


Da Folha de hoje.

Em manifestação enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), a presidente Dilma Rousseff sustentou a tese de que está em curso “um verdadeiro golpe de Estado no Brasil, formatado por meio de um processo de impeachment ilegítimo e ofensivo à Constituição”.

A declaração é uma resposta da petista a uma interpelação feita por deputados da base aliada do governo interino de Michel Temer questionado a tese de que a petista é alvo de um golpe por seu afastamento.

A partir da manifestação da presidente afastada, os parlamentares podem ingressar com uma ação contra ela, como, por exemplo, de crime contra a honra.

Dilma afirma que não há configurado crime de responsabilidade contra ela no processo de impeachment. A petista, no entanto, evitou apontar diretamente os responsáveis pelo golpe.

“Fica evidente de que todos os agentes públicos e privados que de forma dolosa tenham atuado, de algum modo, para que esse processo de impeachment tivesse andamento, indiscutivelmente, devem ser tidos do ponto de vista histórico e político como coautores deste golpe de Estado em curso no Brasil”, escreveu.

Na sequência, no entanto, Dilma cita as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com diversos políticos da cúpula do PMDB, reveladas nas últimas duas semanas, entre eles, o ex-presidente José Sarney e o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

“Estes diálogos, demonstraram cabalmente, que a verdadeira razão deste processo de impeachment não é a aplicação de eventuais crimes de responsabilidade a uma presidenta da República que eventualmente os tivesse praticado. A intenção é, na verdade, afastar uma presidente da República, pelo simples fato de ter cumprido a lei, ou seja, ter permitido que as investigações contra a corrupção no país avançassem de forma autônoma e republicana.”

Dilma ainda alfinetou o governo interino de Michel Temer afirmando que “tem sido público o incômodo dos membros e dos defensores do governo interino com a palavra ‘golpe'”.

A presidente afastada disse que não poderia deixar de responder a interpelação, que representa uma forma de intimidação, e chega a citar sua luta contra a ditadura militar.

“Silenciar diante desta interpelação seria negar uma vida e submeter-se a uma tentativa de intimidação. Uma vida que resistiu à prisão e às torturas impostas durante o período da ditadura militar, sem abdicar das suas crenças. Uma vida, de quem se orgulha de ser mulher e de não se curvar diante de ameaças, de intimidações ou de arbítrios, venham de onde vierem.”
Atualizado em 8-6-2016, às 08:24.
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Dilma: motivação do impeachment foi eu 'ter permitido que as investigações contra a corrupção no país avançassem'. Dilma: motivação do impeachment foi eu 'ter permitido que as investigações contra a corrupção no país avançassem'. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, junho 08, 2016 Rating: 5

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