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Advogado inocenta Cláudia Capiberibe sobre farsa pré-eleitoral de 2014.

O advogado Bruno da Costa Nascimento se retratou, em audiência na última sexta-feira, 17, sobre a farsa política que envolveu a ex- Secretaria de Estado de Inclusão e Mobilização Social (SIMS), Cláudia Capiberibe.


À época dos acontecimentos, a poucos meses da eleição para o governo em 2014, o advogado foi filmado pelo empresário Luciano Marba recebendo propina de R$15 mil. Quando as imagens se tornaram públicas, Bruno e Marba acusaram a ex-primeira dama Cláudia Capiberibe de receber propina para supostamente viabilizar a renovação do contrato entre o Governo do Estado (GEA) e a empresa do empresário  — a LMS Vigilância.

A ex-secretária vem processando o advogado desde o episódio, e em audiência na última semana, ele se retratou afirmando que se tratava de uma farsa arquitetada por “forças políticas”, a fim de desgastar a imagem do govenador durante as eleições daquele ano.

O caso foi explorado exaustivamente pela imprensa oposicionista na época e teve ampla repercussão pela TV Amapá, acusada pelos governistas de atuar contra o governo do Estado naquele momento.
O acusado não foi à audiência, mas protocolou declaração em que inocenta a ex-secretária. Cláudia afirma ainda que continuará com o processo.

A retração do advogado foi repercutida por ela nas redes sociais.

 — Depois de pego nas imagens, Bruno Fez um documento escrito com muitas inverdades sobre minha pessoa, que foram pesadamente veiculadas nas rádios e TVs da harmonia (que também já se retrataram), e por isso estou processando ele criminalmente. O objetivo, na época, era me prejudicar mas mais do que isso, era prejudicar meu marido, Camilo Capiberibe, que era governador e candidato à reeleição  —, desabafou.

 O ex-governador também comentou sobre a cobertura da TV Amapá no caso.

 — Na época a TV Amapá repercutiu a farsa (mesmo depois da reportagem do Fantástico, que recebeu a declaração do Bruno Nascimento, ter descartado a versão dele por considerá-la sem credibilidade) e pediu para me ouvir sobre o caso. Registro que foi lamentável ter de me defender na TV Amapá e à minha esposa de uma armação grotesca feita em ano eleitoral e vindo de uma quadrilha que hoje responde na justiça por seus atos. Sei que esse golpe atingiu seus objetivos momentâneos mas asseguro a todos que a luta continua!  —, afirma o ex-governador.

O fato.

Na época, o governo do Estado tinha interesse em fatiar o contrato com a empresa de vigilância LMS em outros menores, a fim de diminuir o alto valor de R$ 43 milhões anuais (assinado em 2010 no então governo de Waldez Góes), para atuar em escolas estaduais.

Na ocasião do escândalo, quando as gravações vieram à tona, a defesa do empresário Luciano Marba afirmava que a primeira-dama do Amapá, Claudia Capiberibe, ordenou a cobrança de propina para manutenção do contrato do GEA com a LMS Vigilância.

A gravação em vídeo, apreendida pelo Ministério Público do Amapá MP-AP), mostrava Luciano Marba entregando quantia no valor de R$ 15 mil para o advogado Bruno da Costa Nascimento, funcionário da Secretaria de Estado da Educação (Seed).

O dinheiro, segundo afirmou o MP, seria para favorecer a renovação do contrato da empresa de vigilância de Marba com o governo, via Seed.

As filmagens repercutidas exaustivamente pela TV Amapá e exibidas pelo Fantástico foram apreendidas durante operação de busca e apreensão do MP na casa do empresário, denunciado e preso dias depois por corrupção ativa.
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Advogado inocenta Cláudia Capiberibe sobre farsa pré-eleitoral de 2014. Advogado inocenta Cláudia Capiberibe sobre farsa pré-eleitoral de 2014. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on domingo, junho 19, 2016 Rating: 5

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