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Produtor cultural denuncia “retaliação política” por parte do governo Waldez.

O produtor cultural Aroldo Pedrosa publicou na rede social Facebook nesta sexta-feira, 15, um texto denunciando a suspensão do ponto de venda da revista “Vanguarda Cultural” da Casa do Artesão.


De acordo com o produtor, a revista sempre foi colocada à venda naquele ponto de cultura amapaense e que somente agora foi rejeitada. “A Casa do Artesão vende produtos de cultura e arte do Amapá, de peças artesanais a livros e CDs. E a nossa revista, premiada muito recentemente pelo Ministério da Cultura (MinC), pela segunda vez com o prêmio Ponto de Mídia Livre (“Mídia Livre”, veja quanta ironia), e que divulga a produção cultural do estado, ele [responsável pelo prédio público da Casa do Artesão] deixou recado que ‘não pode’”.

Ele revela que a negativa pode ser devido ao conteúdo da revista, que traz duas matérias, uma da prefeitura de Macapá e outa sobre a lei da transparência, de autoria do senador João Capiberibe (PSB).

Leia a íntegra.

Vendedor de sonhos: quem vai querer comprar?!
Aroldo Pedrosa

Fazer cultura e jornalismo cultural no Amapá, não é fácil. Veja só: a nossa revista Vanguarda Cultural que, em outras épocas, sempre foi colocada à venda na Casa do Artesão, e onde ela sempre teve a maior venda, pelos turistas que passam por lá a fim de adquirir e levar alguma lembrança do meio do mundo, nesta sexta-feira, Vanguarda foi simplesmente rejeitada pelo responsável – uma pessoa chamada Juninho – daquela casa, que deixou recado, na tentativa de justificar o injustificável, que isso vai de cada um.

A Casa do Artesão vende produtos de cultura e arte do Amapá, de peças artesanais a livros e CDs. E a nossa revista, premiada muito recentemente pelo Ministério da Cultura (MinC), pela segunda vez com o prêmio Ponto de Mídia Livre (“Mídia Livre”, veja quanta ironia), e que divulga a produção cultural do estado, ele deixou recado que “não pode”. Mas eu imagino exatamente porque não pode. Certamente pela matéria sobre o projeto Transparência do senador João Capiberibe (PSB-AP) que, diga-se de passagem, é lei nacional e ocupa duas páginas da revista. E – mais ironia ainda – pela reportagem de seis páginas referente ao evento CB27, que reuniu em Macapá, no ano passado, secretários municipais de Meio Ambiente das capitais brasileiras que debateram sobre o clima da Terra, evento promovido pela Semam/PMM, da administração Clécio Luís. “Retaliação política”, como diria o “amigo” e ex-secretário da Semam, Herialdo Monteiro. (Cai como uma pluma aqui a irônica e famosa máxima “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, se é que o argonauta da Vanguarda me entende).

Fazer cultura e, sobretudo, jornalismo cultural no Amapá, não é fácil mesmo. Mas como eu sou um vendedor de sonhos, “e sonhos não envelhecem”, vou sair por aí com eles na minha mochila modesta e surrada que já apelidei até de “Manuela, a voraz”. São R$ 5,00 cada sonho. Quem vai querer comprar?!
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Produtor cultural denuncia “retaliação política” por parte do governo Waldez. Produtor cultural denuncia “retaliação política” por parte do governo Waldez. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sexta-feira, janeiro 15, 2016 Rating: 5

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