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Internautas reagem à matéria que culpa cubanos por “desemprego” de médicos recém formados no AP.

Reportagem do blog do jornalista Seles Nafes desta quinta-feira, 28, coloca no colo do “Programa Mais Médicos” a causa do desemprego de pelo menos 20 dos 24 médicos formados pela Universidade federal do Amapá (Unifap). A matéria fez usuários das redes sociais contestarem a citação da presidente do Sindicato dos Médicos do Amapá (Sindmed), Helen Melo.


“O que ocorreu foi a substituição de médicos que atuavam na saúde da família, por outros profissionais do programa Mais Médicos, do governo federal. Os médicos que foram substituídos se sentiram prejudicados com isso”, disse a presidente do Sindmed ao se referir à suposta causa do desemprego dos médicos recém-formados.

“(...)O problema é que temos dificuldade de acesso [a trabalho] por causa do decreto do governo federal e do programa Mais Médicos”, destacou um recém-formado que, segundo a reportagem, não quis se identificar.

Internautas da rede social Facebook reagiram ao conteúdo da matéria.

“[Eles] usam o dinheiro da gente pra estudar, o custo por aluno de medicina é de 150.000 reais, e não querem trabalhar com a população humilde. Querem plantão que paga a bagatela de 1000 por noite. Parece que são profissionais muito acima dos outros. Não estudam nem a metade que muitos profissionais que ganham 25% deste valor. Depois a culpa é do governo", contesta o usuário Engtech Engenharia.

“Os cubanos estão ocupando o lugar de vários médicos, agora pergunta se eles vão pra lá ocupar o lugar deles no meio da floresta??”, opina Jubiran Miranda.

Para Maykom Magalhães "(...) os médicos Cubanos vieram porque foram chamados, justamente por conta da falta de médicos brasileiros que, geralmente, não aceitam os baixos salários e a jornada de trabalho do programa é da rede pública. Se os novos médicos formandos estão realmente comprometidos e com disposição de atuar no serviço público eu acho ótimo".

Magalhães sugeriu que a reportagem também deveria procurar as comunidades atendidas pelos médicos cubanos, para saberem o grau de satisfação com a atuação desses profissionais. Disse ainda que o Programa Mais Médicos abre vaga não só para estrangeiros, para brasileiros também. "Isso é bom ser esclarecido. Penso que temos sim que aproveitar esses profissionais, mas não concordo de tentar jogar sobre os médicos cubanos o fato de eles não estarem atuando!”.

O ex-secretário de saúde do município de Macapá, Dorinaldo Malafaia, também questionou a matéria. "(...) justificar que estão desempregados por conta do programa mais médicos é apelação. Sugiro à secretária de saúde, que convide para trabalhar nos distritos ...lembro que precisa se de médicos generalistas no Bailique ...lembro que pagaríamos a época 22 mil por 15 dias trabalhados".

O internauta Randolph Scooth diz que isto acontece “porque [os médicos recém formados] não querem começar de baixo. Oiapoque precisa. Calçoene também”, informa.

Modificado em 28/12/2016, às 20:37h.
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Internautas reagem à matéria que culpa cubanos por “desemprego” de médicos recém formados no AP. Internautas reagem à matéria que culpa cubanos por “desemprego” de médicos recém formados no AP. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quinta-feira, janeiro 28, 2016 Rating: 5

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