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Corpo de bebê é incinerado por engano em hospital, revela secretaário da Sesa.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) convocou a imprensa para uma entrevista coletiva na tarde da última sexta-feira, 7, para esclarecer sobre o desaparecimento do corpo de uma criança na Maternidade Mãe Luzia, ocorrido na quinta-feira, 6.

Foto reprodução WhatsApp .

O secretário Antônio Teles Júnior, adjunto interino da Sesa, revelou que o corpo do bebê foi queimado junto com o lixo hospitalar.

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Sesa afirmou que incineração ocorreu por um 'erro de procedimento'.

O jovem casal Bruna Coutinho, de 14 anos, e Marcos Willame, de 18 anos, teve uma surpresa ao ser informado na tarde de quinta-feira (6) por funcionários do Hospital da Mulher Maternidade Mãe Luzia que o corpo da filha, de um mês e três dias, não foi encontrado para ser levado para a funerária. O bebê morreu na madrugada do mesmo dia. O caso gerou uma investigação interna na Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que confirmou o sumiço do corpo da criança e revelou que ele foi incinerado por engano.

"Houve um procedimento interno no hospital a partir do falecimento da criança, que é regular, mas houve um problema no sentido de acomodação do bebê. O corpo da criança foi cremado em um erro de procedimento de alocação no hospital. Mas não vamos entrar em detalhes até que a polícia termine de apurar o fato. Não podemos acusar ninguém, mas houve um erro de procedimento muito grave", disse o secretário interino de Saúde, Antônio Teles, em entrevista coletiva no fim da tarde desta sexta-feira (7).

De acordo com a mãe do bebê, registrado pelo nome de Eloeny Vitória Coutinho dos Santos, a criança deu entrada há quase um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da maternidade com problema no coração e morreu na madrugada de quinta-feira.

A mãe relatou que foi preciso registrar a criança no cartório da cidade onde o bebê nasceu, em Santana, a 17 quilômetros de Macapá, para poder ter acesso ao corpo e levá-lo para a funerária, mas, segundo ela, após retornar com o registro em mãos, recebeu a informação do sumiço.
(Foto: Abinoan Santiago/G1)

"Foi um desespero. O rapaz da funerária ajudava a gente a procurar. Ligaram para um funcionário e disseram que  ele teria colocado o meu bebê com outras crianças mortas. Só Deus mesmo sabe o que estamos sentindo", disse a mãe, emocionada.

"A gente queria pelo menos enterrar a nossa filha, mas sumiram com o corpo. É uma irresponsabilidade. Todos ficam jogando a culpa um para o outro. Queremos que eles façam a parte deles", completou o pai, o mecânico Marcos Willame.

Segundo a Secretaria de Saúde, o caso foi encaminhado para a Polícia Civil. A delegada-geral Maria de Lourdes informou que o sumiço do corpo configura, em princípio, crime de destruição de cadáver. A apuração será feita pela Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Derca).

A Sesa não quis detalhar a investigação interna e nem sobre quem podem ser responsabilizado, mas garantiu que até o momento nenhum servidor foi afastado depois do processo administrativo.

Questionado sobre o uso de fogo nos procedimentos internos da maternidade, o secretário de Saúde respondeu sobre o tratamento de dejetos.

"Existe todo um procedimento legal para serem tratados os dejetos. Tem procedimentos específicos, de acordo com os protocolos, com empresas especializadas. Se, provavelmente, nesse processo, houve um erro, vamos penalizar quem cometeu esse equívoco", disse Antônio Teles.

Do portal G1/AP.
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Corpo de bebê é incinerado por engano em hospital, revela secretaário da Sesa. Corpo de bebê é incinerado por engano em hospital, revela secretaário da Sesa. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on domingo, agosto 09, 2015 Rating: 5

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