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"Operaram como vírus", crítica de ex-secretário ao se referir aos médicos ex-gestores da Sesa.

"Operaram como vírus, aproveitando-se das fragilidades do sistema", diz ex-secretário Jardel Nunes em relação aos ex-gestores e médicos da Sesa, Fernando Nascimento e Joel Brito.


Reprodução: google images
Em artigo publicado nas redes sociais nesta terça-feira, 7, o ex-secretário de saúde Jardel Nunes critica a atuação dos ex-gestores da Secretária de Saúde do Amapá (Sesa) nos 4 primeiros meses do governo Waldez, os médicos Fernando Nascimento e Joel Brito."Hoje, reflito que houve um golpe institucional bem engendrado por essa turma com o intuito de inviabilizar a administração da Sesa", diz Jardel em relação ao governo anterior.

Ele ressalta que os ex-diretores do Sindmed assumiram como adjuntos da Sesa no início de janeiro deste ano e permaneceram por quatro meses nos cargos, "tempo suficiente para fortalecer seus interesses e deixar a classe médica a ver navios".

Para Jardel Nunes, os dois médicos foram "capazes das maiores peripécias", acusa a dupla médica de terem articulado manifestações de pacientes do Hospital de Emergência, expondo-os na Avenida FAB, entre outras artimanhas a fim de desgastar o governo anterior, de Camilo Capiberibe.

Leia.
 As vulnerabilidades do SUS/AP - Por Jardel Nunes.

Acompanho a angústia da presidente do Sindmed no Amapá, Dra. Helen. Parece gritar no deserto.

O Sindmed, sob o comando de Joel e Fernando, foi implacável em nossa gestão. Foram capazes das maiores peripécias.

Quando os plantões passaram a ser pagos em duas datas, nossa, foi um Deus nos acuda! Comandaram uma revolução da classe médica contra o governo.

Filmavam tudo nas unidades hospitalares com apoio do presidente do CRM/AP, em conduta sabidamente vedada, como foi o caso de paciente em reanimação no Hospital de Emergência, exposto em espetáculo grotesco em rede social. Cirurgias eram suspensas diariamente em incitamento da sociedade contra o governo, criando clima de instabilidade.

Articularam manifestações de pacientes do Hospital de Emergência, expondo-os em via pública. Quem não lembra?

Hoje, reflito que houve um golpe institucional bem engendrado por essa turma com o intuito de inviabilizar a administração da Sesa. Operaram como vírus, aproveitando-se das fragilidades do sistema.

Aquisições de equipamentos importantes para a sociedade foram simplesmente sustadas. Qual o real objetivo e beneficiários desses cancelamentos?

Os ex-diretores do Sindmed assumiram como adjuntos da Sesa e permaneceram quatro meses, tempo suficiente para fortalecer seus interesses e deixar a classe médica – os que trabalham arduamente em plantões e cumprem suas obrigações – a ver navios nesse processo.

O gestor do CRM/AP, hoje, não atende sequer aos pedidos de SOS de seus pares em situação de desespero no PAI, deixando-os à própria sorte. O que explica o comportamento atual? Talvez a condição de empresário, aquinhoado com privilegiados contratos com o GEA.

Veicula-se que, em vez de chamarem concursados, efetivaram 600 contratos administrativos na Sesa, inclusive de médicos que ganham 20 mil reais, que permanecem uma semana em Macapá e retornam aos seus Estados de origem.

Enquanto alguns gritam sem eco, os ex do Sindmed e da Sesa permanecem calados.

É necessário reflexão sobre o comportamento de outrora e o silêncio atual.

Os órgãos de controle devem estar atentos e combater iniciativas que fragilizam o SUS e os que disso se beneficiam; acompanhar e examinar os dispêndios da secretaria de saúde, principalmente o da média e alta complexidade.
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"Operaram como vírus", crítica de ex-secretário ao se referir aos médicos ex-gestores da Sesa. "Operaram como vírus", crítica de ex-secretário ao se referir aos médicos ex-gestores da Sesa. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, julho 08, 2015 Rating: 5

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