Header AD

Justiça Federal recebe denúncia do MPF/AP contra sete investigados da Operação Cartucheira

Entre os acusados, há um policial civil, um tenente da Polícia Militar, um agente penitenciário e um policial federal aposentado. Eles responderão por tráfico internacional e comércio ilegal de armas.

(Reprodução - google images.
A Justiça Federal recebeu integralmente a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF/AP) contra sete investigados na Operação Cartucheira, deflagrada em maio pela Polícia Federal. Eles são acusados de integrarem organização criminosa dedicada ao tráfico internacional e comércio ilegal de armas, munições e acessórios originários da Guiana Francesa e que seriam distribuídos no Amapá.

Entre os acusados, há um policial civil, um tenente da Polícia Militar, um agente penitenciário e um policial federal aposentado. Cinco deles foram presos em maio e outros dois – Messias Correa Pereira e Raimundo Amarildo Pereira da Silva – continuam foragidos. No ato do recebimento da denúncia, a pedido do MPF/AP, a Justiça Federal manteve a prisão preventiva, com o fim de evitar a fuga dos acusados e de impedir que eles voltem a delinquir ou que possam prejudicar o andamento do processo.

"Os acusados cometiam esses crimes entre a Guiana Francesa e o Amapá havia mais de um ano. Durante esse período, nem mesmo a prisão em flagrante de alguns de seus integrantes foi capaz de conter a atuação da organização criminosa", revela o procurador da República André Estima. "As investigações realizadas pela Polícia Federal e acompanhadas passo a passo pelo Ministério Público Federal revelaram a existência de um grupo organizado e infiltrado em vários órgãos de segurança pública no Amapá. Até viaturas oficiais foram utilizadas para o tráfico de armas", explica.

A denúncia do MPF/AP, fundamentada nas provas colhidas pela Polícia Federal, narra que os acusados integravam uma organização criminosa e que cada participante possuía atribuições bem definidas, para a promoção da compra de armas, munições e acessórios da Guiana Francesa e seu transporte para Macapá. As armas eram guardadas e depois comercializadas ilegalmente. O grupo cooptava agentes de segurança pública de diversas instituições, a fim de garantir o sucesso dos crimes cometidos e monitorar o andamento das investigações.

Valendo-se de sua condição de policial civil lotado no Iapen do Oiapoque/AP, um dos acusados responsabilizava-se pelo transporte de armamento até Macapá. Em tais oportunidades, segundo a denúncia, ele comprava, vendia e transportava armas ilegalmente. A organização contava ainda com um oficial da Polícia Militar e um agente penitenciário, os quais se valiam de sua autoridade para transitar livremente com as armas.

Um cidadão francês, que atuou como fornecedor das armas a partir da Guiana Francesa, também é réu nessa ação penal. Durante o período de atuação da organização criminosa, ele importava, transportava e vendia armas de fogo, munições e acessórios. Por possuir residência também em Macapá, e valendo-se do livre trânsito que possui entre os países, sua participação na organização criminosa era fundamental. Outro dos acusados, um policial federal aposentado, repassava informações estratégicas, como o andamento das investigações policiais, para garantir a impunidade e a segurança dos demais integrantes.

A pena para o crime de integrar organização criminosa é de reclusão, de três a oito anos, e multa. Para cada uma das condutas de importar, armazenar ou comercializar armas de fogo, munições e acessórios, as penas variam de quatro a 12 anos de reclusão e multa. Os acusados podem ainda perder os cargos públicos que ocupam e ficar inelegíveis.

Asscom- @MPF_AP
___
Justiça Federal recebe denúncia do MPF/AP contra sete investigados da Operação Cartucheira Justiça Federal recebe denúncia do MPF/AP contra sete investigados da Operação Cartucheira Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on domingo, julho 12, 2015 Rating: 5

SE VOCÊ TEM ALGUMA NOTÍCIA PARA COMPARTILHAR, ENVIE PARA O WHATSAPP (96)98135-3197.


O Diário do Meio do Mundo é um site de jornalismo independente. Contribua para mantê-lo online. Obrigado! Se você não tem uma conta no PayPal, não há necessidade de se inscrever para doar ou assinar, você pode apenas usar qualquer cartão de crédito ou de débito. Para quem prefere fazer depósito em conta: Banco do Brasil; Agência: 2825-8; CC: 219.880-0.


Post AD