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Folha de SP destaca contratações de ex-deputados pela Assembleia do Amapá.

"Eles deixaram o púlpito e não usam mais o broche de parlamentar na lapela", ironiza jornal Folha de São Paulo em edição online desta sábado, 04, sobre contratações de ex-deputados estaduais.

Foto montagem Facebook .
De acordo com reportagem da Folha, ex-deputados estaduais, incluídos alguns do Amapá, depois de perderem a eleição no ano passado ou em disputas anteriores, têm sido acolhidos por antigos colegas nas casas legislativas em cargos comissionados que pagam até R$ 21 mil de salário.

O levantamento do jornal aponta que ao menos 42 ex-deputados estão lotados nas assembleias de 12 Estados.

A campeã em nomeações de ex-parlamentares, a Bahia tem oito ex-deputados em cargos de livre nomeação na folha de pagamento, além de um que é servidor concursado da Assembleia, mas acumula função comissionada.

O Diário paulista informa que a Assembleia do Amapá é a vice campeã, com sete deputados que perderam as eleições, porém foram nomeados para cargos na Assembleia. Dois deles mantiveram quase o mesmo padrão de vida: deixaram de ganhar R$ 25 mil como deputados, mas, sem mandato, recebem salários que chegam a R$ 21 mil.

O jornal ressalta ainda o estudo da ONG Transparência Brasil, onde a Assembleia do Amapá é a segunda mais cara do país no que se refere ao custo por habitante.: custa R$ 219 por ano para cada amapaense.

Veja matéria completa.

Assembleia da Bahia contrata seus ex-deputados - por João Pedro Pitombo.

Eles deixaram o púlpito e não usam mais o broche de parlamentar na lapela. Mas continuam circulando com desenvoltura pelas assembleias legislativas do país.

Depois de perderem a eleição no ano passado ou em disputas anteriores, ex-deputados estaduais têm sido acolhidos por antigos colegas nas casas legislativas em cargos comissionados que pagam até R$ 21 mil de salário.

Levantamento da Folha aponta que ao menos 42 ex-deputados estão lotados nas assembleias de 12 Estados.

Campeã em nomeações de ex-parlamentares, a Bahia tem oito ex-deputados em cargos de livre nomeação na folha de pagamento, além de um que é servidor concursado da Assembleia, mas acumula função comissionada.

As nomeações estão nos gabinetes, diretorias e até na fundação responsável pela TV Assembleia. A maioria delas é resultado de acordos com o deputado Marcelo Nilo (PDT), presidente da Casa pela quarta vez seguida.

Nomeado para a TV, o ex-deputado Carlos Gaban (DEM) cumpre expediente assessorando a bancada da oposição. O mesmo aconteceu com a ex-deputada Maria Luiza Laudano (PSD), que dá apoio aos governistas.

Nilo garante que não há desvio de função: “Eles atuam nas bancadas, mas também acompanham os projetos culturais e entrevistas dos deputados à emissora”. E completa, enfático: “Mas eles trabalham. Isso, eu garanto”.

O deputado Gaban, contudo, diz que trabalha apenas com a oposição e que não sabe por que foi nomeado para a fundação que cuida da TV Assembleia.  “Sei que houve um acordo, mas não sei dizer por que a nomeação foi pela fundação. Trabalho apenas na bancada da oposição por minha experiência na área de finanças”, afirma.

Ao todo, os nove ex-deputados custam R$ 1 milhão por ano à Assembleia baiana. Nenhum deles bate ponto, assim como 90% dos funcionários da Casa.

No Amapá, sete deputados que perderam as eleições foram nomeados para cargos na Assembleia. Dois deles mantiveram quase o mesmo padrão de vida: deixaram de ganhar R$ 25 mil como deputados, mas, sem mandato, recebem salários que chegam a R$ 21 mil.

Segundo estudo da ONG Transparência Brasil, a Assembleia do Amapá é a segunda mais cara do país no que se refere ao custo por habitante.: custa R$ 219 por ano para cada amapaense.

Em Goiás e Santa Catarina, ex-deputados foram nomeados para cargos de direção, ligados à Presidência da Casa, com salários que variam entre R$ 14,7 e R$ 18,5 mil.

Na Assembleia de São Paulo, Adriano Diogo (PT) “”que não conseguiu se eleger deputado federal no ano passado”” foi nomeado para um cargo na primeira secretaria, comandada por um companheiro de partido: o deputado Ênio Tatto.

Já no Rio Grande do Sul, a ex-deputada e candidata a presidente em 2014 Luciana Genro (PSOL) foi contratada com salário de R$ 16,7 mil. Sua função é coordenar a bancada do partido, que tem só um deputado.

Entre os agraciados com cargos, também há os que viram os eleitores debandarem, como o ex-deputado Waldyr Pugliesi (PMDB-PR). Em 2010, ele obteve 52 mil votos, número que despencou para 13 mil em 2014. Mas, mesmo assim, conseguiu a nomeação com um salário de R$ 14,7 mil.

As contratações de ex-deputados não são ilegais. Mas fazem parte de um conjunto de nomeações que tem sido questionado pelas Promotorias estaduais, por meio de ações na Justiça para reduzir comissionados e promover concursos públicos.

Procuradas, as assembleias legislativas informaram que os ex-deputados foram contratados pelos critérios de currículo e competência.

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Folha de SP destaca contratações de ex-deputados pela Assembleia do Amapá. Folha de SP destaca contratações de ex-deputados pela Assembleia do Amapá. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sábado, julho 04, 2015 Rating: 5

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