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A hora e a vez do Marabaixo.

Marabaixo pode se tornar patrimônio cultural e imaterial do país, diz ministro.

Foto G1/AP.

Em visita a Macapá nesta quinta-feira (25), o ministro da Cultura, Juca Ferreira, anunciou que o marabaixo, manifestação tradicional da comunidade negra do Amapá, pode se tornar patrimônio cultural e imaterial do Brasil. Um pedido está sendo analisado pelo Ministério da Cultura (MinC), segundo ele, e avalia os aspectos históricos e sociais da arte, que tem origem na mistura de danças e cantos de comunidades remanescentes de quilombolas que povoaram o estado.

"Primeiro é feito um dossiê pelo Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] analisando a proposta feita, que está bem avançada, e ainda possivelmente este ano o julgamento será feito pelo Conselho Nacional do Patrimônio. Vocês vão ter essa honra de ter o marabaixo como patrimônio da cultura brasileira", reforçou Juca Ferreira.

De acordo com o ministério, os bens culturais e imateriais se caracterizam pelo saber popular através de crenças, ritos, práticas, além de manifestações musicais, plásticas e literárias. Estão nessa lista do MinC o Círio de Nazaré, no Pará, o frevo pernambucano, a capoeira, a Feira de Caruaru e o samba do Rio de Janeiro.

O deputado federal Nilson Cabuçu (PMDB), que propôs a inclusão do marabaixo como patrimônio nacional na Comissão de Cultura da Câmara, reforçou que a iniciativa prevê destacar a tradição secular da arte.

"Acreditamos na cultura e apostamos no movimento. Isso vai dar uma visibilidade e facilitar a captação de recursos para poder fomentar e investir nas manifestações culturais", falou Cabuçu.

O marabaixo é caracterizado pelos cantos e pela dança que narram a luta e a fé dos negros durante a urbanização da capital em paralelo com o avanço do cenário histórico-cultural. A manifestação chegou a ser tema da música "Marabaixo", de Luiz Gonzaga. A canção conta a desocupação das famílias negras de parte da orla da capital para lugares mais afastados da cidade nos anos 1940, a exemplo do bairro Julião Ramos, atualmente chamado de Laguinho.

Juca Ferreira cumpre uma agenda extensa na capital nesta quinta-feira, muitas das atividades estão relacionadas à Caravana da Cultura, que através de reuniões com representantes de setores artísticos de todo o país, busca aproximar o ministério dos movimentos para a mobilização de políticas públicas para o setor.

Durante a manhã, o primeiro compromisso foi uma visita ao Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes), na Zona Norte, local destinado para a prática de diversas atividades. Na oportunidade, Juca Ferreira deu posse ao conselho gestor do centro, formado por lideranças culturais e sociais de vários pontos da cidade.

John Pacheco do G1 AP
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A hora e a vez do Marabaixo. A hora e a vez do Marabaixo. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sexta-feira, junho 26, 2015 Rating: 5

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