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Sucessão 2016: ex-deputado diz que o prefeito Clécio "não fez o dever de casa e Macapá paga o preço".

‘O prefeito Clécio não fez o dever de casa e Macapá paga o preço’, afirma Ruy Smith.


Ruy Smith, um dos nomes do Partido Socialista Brasileiro (PSB) para disputar a prefeitura de Macapá em 2016, fala sobre as dificuldades administrativas tanto da prefeitura quanto do governo do Estado. Na entrevista para o site MZ, o ex-deputado Ruy Smith falou ainda do futuro, do atual cenário político, da crise econômica, fez uma análise da gestão do atual prefeito Clécio Luís (PSOL) e afirmou que o PSB, independentemente de estar ou não no poder, é e sempre será uma grande força.

Veja os principais pontos da entrevista.


O dever de casa

“Os problemas enfrentados hoje são porque o prefeito Clécio não fez corretamente o dever de casa e o principal deles foi não ter diminuído os custos da administração pública, com isso não sobra dinheiro para fazer investimentos com recursos próprios”.

O principal problema

“A falta de pavimentação é a que mais salta aos olhos, com buracos e asfalto vencido, fora as calçadas, sinalização e outros aparelhos públicos para que a população perceba um certo cuidado com Macapá. Situação essa que se estende para os demais municípios num quadro geral de abandono”.

Gestão

“Os prefeitos precisam parar de querer a tutela do Estado, cada um tem sua função explícita. Não cabe ao prefeito culpar o governador se sua cidade não está pavimentada. É preciso mudar essa mentalidade. Esse modelo de colocar a culpa no governador ou em seus antecessores está falido. Tem que ter gestão”.

O caminho

“Para avançar é preciso ter coragem de fazer mudanças, como a de diminuir os custos da máquina, reduzir serviços terceirizados, fazer obras com recursos próprios ou reduzir a prefeitura para que ela faça apenas gestão da máquina e obras. Hoje sobra pouco ou nada para a prefeitura investir”.

Os efeitos

“Modernizar e reduzir o custo da máquina tem um efeito muito negativo para o gestor, que, na maioria das vezes, é chamado de perseguidor. O prefeito Clécio até sabe que tem que diminuir o seu custeio, mas também tem consciência do preço que precisa pagar. Para mudar é preciso ter coragem, coragem de colocar em risco até mesmo uma reeleição”.

O atual governo

“O cenário político atual e péssimo. Temos um governo que não conseguirá cumprir suas promessas, não só por conta da conjuntura nacional, mas principalmente a local, isso porque o grupo que está no poder já demonstrou que não tem inspiração administrativa nem vocação para transformar”.

Exemplo

“Nos oito anos do governo Waldez Góes (PDT) ele piorou todos os índices, parou a eletrificação rural, quadruplicou a dívida da CEA, gerou pouco emprego, só para citar alguns. Em oito anos o Waldez não teve a capacidade de inaugurar nenhuma obra de água, enquanto que, de 2011 a 2014, o governo do PSB inaugurou 18 obras, fora outras três que entraram em operação sem serem inauguradas e, dessa vez, estão usando a mesma metodologia, com as mesmas cabeças pensando, então esse cenário tende a piorar. Não estamos gerando riqueza e nem fazendo a renda circular”.

Experiências

“Nós do PSB, que temos larga experiência na administração pública, já governamos Macapá, o Estado, todos com grande sucesso, como sendo o único governo que criou um programa para o Estado, que era o PDSA, difamado pela oposição, que viu um grande risco para eles voltarem ao poder”.

Novo caminho

“O PSB vai voltar a fazer grupos de estudos, mobilização política sobre as necessidades do Amapá, habilitar sua militância e aqueles que estiverem interessados em buscar soluções serão bem-vindos. Se de um lado a conjuntura política é ruim, por outro as pessoas que estão envolvidas em busca de soluções acabam se juntando, virando um celeiro de ideias, renovando as esperanças”.

Candidatura própria

“O partido não pode se atrelar a cargos e posições. É salutar essa decisão porque o nosso partido vem crescendo em nível nacional e só se cresce se houver essa opinião. Nosso grupo sempre foi de vanguarda não só em conceito de sociedade, mas em projetos políticos”.

O candidato

“O senador Capi foi gentil ao citar meu nome, já que tenho uma história dentro do partido e na administração pública. Mas é preciso fazer um debate com a militância sobre a densidade do nome e verificar os grupos que podem ter afinidade com o partido e com o meu nome para que se possa alavancar uma candidatura. Sou militante e, se o partido perceber que é o meu nome, vamos encarar”.

Projeto para Macapá

“Mas os nomes são secundários. É preciso, acima de tudo, ter um projeto para Macapá. Não basta ter um nome com grande aceitação popular se não tiver ideologia, projeto. Acredito que a sociedade se sensibiliza muito mais com um projeto viável que possa se traduzir em esperança, já não há salvadores da pátria e as pessoas agora perceberam isso. O que salva a pátria é a vontade de fazer. Tenho um longo histórico de obras que já realizamos, em todos os locais que administrei deixei melhor”.

A derrota de 2014

“O partido tem amadurecido e a derrota foi em parte o ônus de tentar construir em quatro anos o que foi destruído em oito e isso contrariou muitos interesses. Pagamos e vamos pagar o preço todas as vezes que forem necessárias”.

O currículo

Ruy Smith é engenheiro e servidor público efetivo. Entre os vários cargos que ocupou, foi diretor do Detrap, da Setrap, da Caesa, além de deputado estadual por dois mandatos.
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Sucessão 2016: ex-deputado diz que o prefeito Clécio "não fez o dever de casa e Macapá paga o preço".  Sucessão 2016: ex-deputado diz que o prefeito Clécio "não fez o dever de casa e Macapá paga o preço". Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on terça-feira, maio 12, 2015 Rating: 5

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