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Para ministro Mangabeira Unger, Amapá tem que consolidar dinâmica produtiva interna

As estratégias foram explicadas pelo ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República do Brasil, Roberto Mangabeira Unger, na palestra "Amazônia: a nova estratégia nacional de desenvolvimento".


Instrumento de uma dinâmica produtivista interna. Essa foi uma das propostas para o Estado do Amapá, sugerida pelo ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República do Brasil, Roberto Mangabeira Unger, que ministrou na tarde desta terça-feira, dia 5 de maio, a palestra "Amazônia: a nova estratégia nacional de desenvolvimento", no Salão Nobre do Palácio do Governo.

O ministro, que está junto à sua comitiva em visita ao Estado desde segunda-feira, 4, reuniu mais de 200 pessoas, entre universitários, pesquisadores, representantes da produção, infraestrutura, imprensa, além de gestores, servidores e lideranças políticas, no Setentrião.

Segundo Unger, o Amapá tem imensas vantagens geográficas, pela proximidade com os Estados Unidos e Europa, além do canal do Panamá. Porém, para ele, essa vantagem logística não adiantará se não houver um processo autônomo, interno do Estado, em todos os setores.

"O Amapá não deve ser apenas um corredor logístico para o escoamento dos grãos do centro-oeste. Essa é uma vantagem potencial do Estado, mas essa estrutura portuária que está sendo construída deve servir também para o escoamento de produtos locais", afirmou Mangabeira.

Eixos de desenvolvimento


Durante a palestra o ministro apresentou a discussão de projeto para o Amapá que engloba seis eixos. O primeiro é esclarecer regras tributárias, fundiárias e ambientais que definem o papel do Amapá na federação. "Não pode haver regra que sufoque o impulso produtivista do Estado. O Amapá não pode ser apenas um parque para o benefício do resto do país", reforça.

O segundo eixo proposto pelo ministro é a construção de uma estrutura de transporte que resgate o Amapá do isolamento, reiterando importância da estrutura portuária.

No terceiro eixo, o ministro sugere o aproveitamento das vantagens comparativas estabelecidas do Amapá como indústria florestal, indústria mineral e produção de cereais no cerrado, combinado com a pesca marítima e em cativeiro.

Conforme o ministro, uma economia vanguardista, densa em conhecimento na zona franca a ser estabelecida, a exemplo da produção de placas fotovoltaicas, é a ideia para o quarto eixo.

O ministro entende que o quinto eixo será uma política social que tenha uma vocação não apenas compensatória, para diminuir o sofrimento das pessoas que estão na extrema pobreza, mas também qualificadora. "Precisamos de uma política social que ajude as pessoas a entrarem no mercado de trabalho e providencie acesso a serviços de capacitação".

Para Unger, o sexto eixo trata-se do grande avanço na qualificação do ensino básico. "Todo esse projeto que estamos discutindo com o governador, tem como premissa a qualificação de ensino básico. Precisamos acabar com o enciclopedismo raso e começar a instituir o ensino analítico e capacitador", pontua.

Cenário
Conforme Unger, em todos esses eixos há ações em curto prazo, mas também em médio e longo prazo. Ele garante que, em cada um desses eixos, há ações que podem ser tomadas desde já.

"Nós estamos vivendo no país uma circunstância de restrição fiscal, mas isso não deve ser pretexto para abdicação. Com pouco dinheiro somado a ideias fortes e inovações institucionais audaciosas é possível fazer mudança", expõe.

Ações no Estado


O governador agradeceu a visão compartilhada pelo ministro na palestra e falou sobre as medidas já projetadas a curto, médio e longo prazo no Amapá.O governador Waldez Góes declara que o Estado está em momento de definição do plano estratégico a longo prazo, em uma visão de 15 anos, mas com recorte para ações a curto e médio prazo.

"Nós pretendemos licitar concessão florestal ainda em 2015. Já temos um plano para multiplicar a área plantada, a partir do ano que vem, na produção de alimentos do serrado. É importante nós mobilizarmos não só as águas internas, que já existiam, mas hoje com os reservatórios criados pelas hidrelétricas construídas, um plano de produção de proteína de peixe nessas áreas a partir de tanques redes".

De acordo com o chefe de Executivo estadual, são muitas as iniciativas que estão sendo discutidas no Estado, prevendo o PPA, a LDO, a LOA de 2016. "Encerramos o 4º mês do ano, estabelecemos estratégias de ajuste fiscal, mas precisamos dar uma resposta ao Amapá em termos de economia. Todo conhecimento que o ministro tem e a defesa que ele faz das vocações comparativas e as necessidades de descobrir novas vocações chega em um momento importante. O Estado agradece as contribuições", finaliza o governador.

ASSCOM/GEA
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Para ministro Mangabeira Unger, Amapá tem que consolidar dinâmica produtiva interna Para ministro Mangabeira Unger, Amapá tem que consolidar dinâmica produtiva interna Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, maio 06, 2015 Rating: 5

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