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Crise financeira afeta reajuste dos servidores públicos do Amapá

Crise nas contas públicas do país atinge o Amapá e compromete reajuste dos servidores do estado.



Por Nezimar Borges.

Não há como negar, a crise nas contas públicas do país atinge o Governo do Estado e a Prefeitura de Macapá. Tanto o governador Waldez Góes quanto o prefeito Clécio Luís têm dificuldades em atender as demandas justas do reajuste dos servidores. A justificativa é a queda na arrecadação nas estruturas da União, Estados e Municípios.

Ambos os gestores devem se preparar para críticas mais duras dos adversários. Estes sempre em situação de dificuldades tentam desgastar ao máximo o governante de plantão. Neste caso, pelo menos para Waldez Góes, é interessante culpar a gestão anterior pela crise no país e, por conseguinte no Amapá.

Waldez foi eleito com apoio da maioria dos servidores públicos, pois prometeu valorizá-los, no entanto a situação financeira do estado não viabiliza os ajustes dos justos reajustes, daí o desgaste, ainda mais quando adversários criticam o pedetista por aumentar o próprio salário em mais de R$6 mil, além do aumento salarial concedido ao primeiro e segundo escalão do governo, no início deste ano.

A crise gera desconforto e o caminho trilhado pelos professores municipais, em greve há quinze dias, pode ser o mesmo dos profissionais da saúde estadual, além da insatisfação generalizada dos militares amapaenses, que também podem grevar, pelo menos uma parte deles.

Diante da crise por qual passa o país, nenhum político (embora sedento de poder) gostaria de estar na pele de Dilma Rousseff, Waldez Góes e Clécio Luís. 

O governo de Dilma se contorce para ajustar as contas públicas, toma atitudes que desagradam até a base do próprio partido, como os deputados petistas por exemplo, que não veem com bons olhos o ajuste fiscal do ministro Joaquim Levy, que retira direitos do trabalhador.

Por aqui não adianta esperar benesses neste ano de 2015, pois o tempo é de arrocho. Pode-se compreender, contudo, que o governador Waldez ‘cozinhe o galo’ em relação às promessas de campanha feitas para o servidor. É possível o aumento do salário no papel, como no caso da regência de classe para o professor, mas difícil será torná-lo realidade.

O prefeito Clécio Luís teria se emocionado e chorado em uma das reuniões com o comando de greve dos professores municipais, diante da gravidade da situação das finanças da prefeitura. Como se sabe, Clécio também foi professor e certamente seria o último dos gestores a não desejar aumentar os salários dos docentes.

Como de praxe em tempo de crise, a corda arrebenta para o lado do mais fraco, infelizmente os trabalhadores é que estão pagando pela crise que se abateu sobre o Brasil.
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Crise financeira afeta reajuste dos servidores públicos do Amapá Crise financeira afeta reajuste dos servidores públicos do Amapá Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on terça-feira, maio 12, 2015 Rating: 5

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