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Presidente do Tjap diz sofrer extorsão de delator

Presidente do Tribunal de Justiça do Amapá confirma que está sendo chantageada por delator que teria ligação com a Assembleia Legislativa do Estado.


O judiciário amapaense deve julgar nos próximos meses o mérito de dezenas de Ações que foram objeto de denúncias feitas pelo Ministério Público Estadual em desfavor da Assembleia Legislativa (ALAP).
Há quem especule que a Justiça esteja sob pressão de certos grupos políticos. Um respeitado jornalista publicou na rede social Twitter uma suposta campanha para desmoralizar o Judiciário. "Bandidagem monta esquema para tentar desmoralizar Judiciário do Amapá. Campanha já iniciou em jornal (???) e na internet", escreveu.
O portal G1 publica matéria em que revela "chantagem" sofrida pela mais alta autoridade da Justiça amapaense.

Leia.

Presidente do Tjap Sueli Pini diz sofrer extorsão de delator da 'máfia dos transportes'

Sueli Pini diz que homem forjou um vídeo recebendo dinheiro por delação.
Depoimento apontou máfia para manipular planilhas de tarifas em Macapá.

Abinoan Santiago Do G1 AP

Tramita na Comarca de Macapá um processo que envolve a presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), Sueli Pini, empossada para o cargo em março de 2015. De acordo com documentos obtidos pelo G1, a desembargadora tem sido vítima de tentativas de extorsões que estariam sendo feitas por um dos delatores do esquema milionário que aponta superfaturamentos de passagens no transporte público de Macapá, o caso ficou conhecido como a 'máfia do transporte público'.

As extorsões denunciadas teriam ocorrido depois da delação sobre os mecanismos de fraudes. Um suposto vídeo gravado pelo próprio delator estaria sendo usado como chantagem. Sueli Pini confirmou o conteúdo das denúncias ingressadas por ela. O delator foi procurado, mas não respondeu às solicitações de entrevista.

O caso começa em meados de 2013. Um bacharel em direito delatou no Ministério Público (MP) do Amapá um esquema que teria sido montado dentro do escritório onde trabalhava, por empresários, advogados e membros do judiciário para manipulação de planilhas e subsídio de decisões que reajustaram as passagens de ônibus na capital amapaense. Uma ação civil pública chegou a ser ingressada pelo MP contra os envolvidos, em novembro de 2014. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setap) negou as acusações à época das denúncias.

A delação foi considerada grave pelo Ministério Público e parte das declarações em mais de 10 páginas foram enviadas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), por haver o suposto envolvimento de desembargadores. O G1 buscou acesso ao conteúdo da delação na íntegra, mas a investigação corre em segredo de Justiça, em Brasília.

As declarações foram colhidas pelo promotor de Justiça Afonso Guimarães. Ele lembra que por medo de sofrer ameaça de morte, o delator pediu auxílio para que pudesse sair do Amapá logo após o fim do depoimento na sede do MP. "Tirei uma passagem do meu próprio bolso", disse o promotor, acrescentado que o Programa de Proteção a Testemunhas foi negado.

Além do promotor, o delator buscou ajuda da atual presidente do Tjap, a desembargadora Sueli Pini. Ela disse ter transferido R$ 1,5 mil para uma conta corrente indicada por ele.

"Eu fui procurada por essa pessoa que disse ter essas denúncias e medo. Somente depois do depoimento, ele me procurou relatando dificuldades financeiras, e lembro que repassei uma quantia para custear a estadia dele em Brasília. Faria de novo, inclusive, porque não existe irregularidade nisso. Mas percebi que essa pessoa criou na própria cabeça a hipótese de a gente sustentá-la, vivendo às custas de uma delação, tanto que chegou a fazer ameaças nas redes socais", falou Sueli Pini. Ela diz que precisou denunciá-lo pelas atitudes.

Percebi que essa pessoa criou na própria cabeça a hipótese de a gente sustentá-la, vivendo às custas de uma delação"

Segundo Pini, em janeiro de 2015 o delator a procurou com a proposta de uma reunião com ela e membros do MP. Ele teria usado o encontro para pedir novamente auxílio financeiro.

"Nessa ocasião, ele se ofendeu quando disse que ele precisava trabalhar para se sustentar. Mesmo assim, dividimos as despesas de R$ 4 mil e depois soubemos de um vídeo em que ele aparece se filmando recebendo o dinheiro em frente a sede do MP. Agora vejo o quanto posso me dar mal por querer ajudar", afirmou Sueli Pini. Ela supõe que as imagens podem ser usadas para forjar uma falsa compra de depoimento.

A presidente do Tribunal de Justiça do Amapá diz acreditar que o vídeo não a compromete e que o delator está sendo "usado" por pessoas que compõem o legislativo amapaense.

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Presidente do Tjap diz sofrer extorsão de delator Presidente do Tjap diz sofrer extorsão de delator Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quinta-feira, abril 23, 2015 Rating: 5

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