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Linhão do Tucuruí

Adversários históricos disputam os louros da emancipação energética do Amapá.

Ex-senador José Sarney e ex-governador, Camilo Capiberibe, disputam os passivos eleitorais da interligação energética do Amapá ao Sistema de Interligação Nacional de Energia.
Adversários.
O Amapá começou a ser integrado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) através do Linhão de Tucuruí, neste domingo, 1 de março. Com a conclusão da obra, dois adversários históricos da política amapaense “duelam” pela glória de ter sido o “pai da criança”: o ex-senador José Sarney e o ex-governador, Camilo Capiberibe.

“É um sonho e uma luta de 10 anos que se completava [em relação às reuniões com o ex-ministro Silas Rondeau, das Minas e Energia], e eu sei que com isso nós libertamos o Amapá da energia que ficou tanto tempo aí com problemas. E agora o Estado já é hoje exportador de energia e recebe o Sistema Nacional de energia para ter não só a satisfação da demanda interna, mas também receber qualquer tipo de indústria que venha se instalar no Amapá.”, declara o ex-senador José Sarney a uma rádio local.

Ao mesmo tempo em que José Sarney infere que sem ele a obra não sairia do papel, o ex- governador Camilo Capiberibe afirma que a interligação do Estado ao Linhão de Tucuruí é um efeito da quitação da dívida da CEA feito no seu governo, 2011-2014.

Camilo declara ainda que conseguiu resgatar a credibilidade do Estado e acessar, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), R$ 1,4 bilhão para garantir o pagamento integral do débito. Com isso, diz que foi possível federalizar a Companhia de Eletricidade (CEA) e possibilitar a interligação ao Sistema Nacional.

“Na época, fomos criticados pela oposição [PDT e PMDB] porque estávamos contraindo empréstimo para resolver definitivamente a questão energética no Estado. Inclusive, durante o período eleitoral, o atual governador [Waldez Góes] disse que a obra não tinha saído do papel. Mentiu para a população, mas hoje a sociedade pode ver o resultado”, disse o ex-governador ao site MZ.

Em meio ao “duelo” José Sarney versus Camilo Capiberibe, o governo Dilma foi lembrado pelo petista Heverson Castro em uma rede social: Dilma trouxe o Linhão [de Tucuruí] e o resto é politicagem.

P.S

A problemática da questão energética se agravou na década passada.  A dívida da CEA junto à União deu um salto de R$95 milhões, em 2002, para mais de R$1,4 bilhão, em 2010. Um aumento de mais de 1473% no período. Antes da federalização, o Amapá que era dependente de energia, hoje, com a interligação e a conclusão das obras de construção das hidrelétricas que estão em curso no interior, o Estado vai passar a ser consumidor e, ao mesmo tempo, exportador de energia. Em função disso, começará a atrair grandes empresas e investimentos que poderão resolver a problemática da dependente  economia da região, chamada de “economia do contracheque” .
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Linhão do Tucuruí Linhão do Tucuruí Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on segunda-feira, março 02, 2015 Rating: 5



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