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Lava Jato

Senadores amapaenses integram parlamentares que entregam carta de apoio a Rodrigo Janot.

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Os senadores João Capiberibe (PSB-AP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) estão entre os deputados e senadores de vários partidos que apoiam as investigações da Operação Lava Jato. Eles se encontraram, na manhã desta quarta-feira (18), com o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, para manifestar solidariedade ao trabalho do Ministério Público e reafirmar que os ataques de investigados na Lava-Jato não correspondem ao sentimento geral de punição aos corruptos. Os congressistas entregaram uma carta aberta na qual os signatários repudiam qualquer "movimento no sentido de constranger a necessária ação investigatória".

 “Temos 13 senadores sob suspeita no Senado Federal da República, 22 deputados federais no exercício do mandato e dozes ex-deputados. É um contingente importante do Congresso sob suspeita. Tanto na Câmara quanto no Senado há um movimento para desqualificar as investigações e que acusam o procurador de perseguição - como fez o ex senador Sarney, o Eduardo Cunha e o Renan Calheiros. Deixamos claro pro procurador que repudiamos essa tentativa de diminuir as investigações que, para nós, são caso de polícia e não caso de política. Não vamos concordar com nenhuma iniciativa que possa embaçar o trabalho do Ministério Público”, disse o senador João Capiberibe (PSB-AP), um dos signatários da carta em apoio ao procurador geral.

Entre os 37 políticos apontados por Janot como suspeitos de envolvimento no esquema, estão os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Na semana passada, Cunha afirmou que foi incluído na lista de alvos de inquéritos da Lava Jato por "escolha política" de Janot e chamou a lista de piada.

O ex senador José Sarney (PMDB-AP), ao comentar a inclusão de sua filha Roseana entre os investigados,  acusou o procurador de vingança, porque o Senado, em 2009, teria rejeitado a indicação do procurador Nicolao Dino para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Na época, Sarney presidia o Senado. Atual secretário de Relações Institucionais da PGR, Nicolao é irmão do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que derrotou o grupo político de Sarney nas eleições do ano passado. Janot só assumiu a PGR em setembro de 2013, ou seja, quatro anos após a negativa do Senado a Nicolao.

Aliados de Renan Calheiros chegaram a dizer que a inclusão do presidente do Senado nas investigações seria uma retaliação do governo.

 "Até aqui, todas as investigações confirmam que as petições acolhidas pelo STF para que os inquéritos se desenvolvessem foram tecnicamente corretas e necessárias", disse o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, ao grupo de parlamentares.

Confira na íntegra as assinaturas de deputados e senadores de sete partidos em Carta Aberta entregue a Janot nesta quarta-feira,18.


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Lava Jato Lava Jato Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, março 18, 2015 Rating: 5

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