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Reedição da harmonia

Relação estremecida entre ALAP e GEA com a reeleição de Moisés Souza.


Por pouco Moisés Souza do PSC não perde a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Amapá, mesmo sem concorrente - por 3 votos - pois dos 24 parlamentares, apenas 15 votaram nele; dos outros nove, uns desapareceram no calor da votação secreta, outros se abstiveram.

Em uma mesma situação eleitoral para a presidência da Assembleia em 2011, só que com números invertidos, o então governador Camilo Capiberibe  - talvez vulnerável politicamente,  comparado a expressiva votação de Waldez em 2014, com mais de 60% dos votos válidos - articulara o apoio de 15 deputados em torno do candidato do Setentrião, aliás, o revés daquela eleição para o mandatário aconteceu nos tribunais da Justiça Amapaense. Politicamente, o socialista conseguiu derrotar o opositor na totalidade dos votos de 15 deputados contra 9.

Há que se considerar, entretanto,  a ausência de esforço político de Waldez Góes para barrar a (re) eleição do presidente, ainda assim o governo (ou o povo?) poderá pagar um preço alto  nesses próximos anos se se considerar, também, a postura histórica caracterizada pela sede de poder do deputado social-cristão.

Temendo ficar de joelhos ou refém da “Casa de Leis”, o governo parece sinalizar para a Assembleia a reedição do consenso entre os poderes (como em outro tempo) ao justificar a ausência da deputada Marília Góes na votação que conduziu mais uma vez Moisés Souza à presidência do parlamento.

Diante de um clima consensual na relação Governo e Parlamento, soa estranho que a primeira dama faça cobranças quanto ao cumprimento da Lei da Transparência nas contas da Assembleia, parecendo desta forma, que há alguma dissonância com a mesa da Casa.

Convenhamos, a deputada Marília Góes está desconectada da realidade, porque seu governo até hoje, 13/02/2015, não colocou no portal da transparência uma linha sequer sobre as contas do governo do Estado. Das duas uma: ou há um dissenso entre os dois poderes – quando a parlamentar cobra transparência nas ações de Moisés Souza - ou a deputada estaria praticando a essência da demagogia política.

Já dizia um respeitado jornalista tucuju : É bom quando as "comadres" brigam, pois a gente fica sabendo das coisas do subterrâneo. Assim pode ter nascido a fissura entre os Góes e Moisés Souza, lá em 2009, na disputa por contratos de segurança e vigilância na Secretária de Educação. Com a empresa LMS preterida, restou ao deputado denunciar o que acontecia nas entranhas da pasta da educação, o que mais tarde deslancharia na maior operação da Polícia Federal já vista no Amapá e talvez no Brasil.

Inegável, portanto, que na política a oportunidade se apresente apenas uma vez; posto que se arrependimento matasse, quiçá o rei estivesse morto neste momento, ao pensar que poderia defenestrar do tabuleiro um possível chantagista político, não fez por temeridade, covardia, fraqueza ou confiando na reedição do consenso entre os poderes elevado ao extremo na segunda metade da década anterior?

O tempo dirá.

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Reedição da harmonia Reedição da harmonia Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sexta-feira, fevereiro 13, 2015 Rating: 5

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