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"Liberdade de expressão é para todos", diz Randolfe sobre matéria de A Gazeta

Randolfe Rodrigues contesta matéria do jornal A Gazeta "Regulamentação da mídia não tem nada a ver com censura."

A Gazeta
O senador Randolfe Rodrigues do PSOL esclarece em nota sobre a matéria do jornal A Gazeta que confunde "Regulamentação dos meios de comunicação" com "Censura". A matéria saiu em contraposição a um artigo do senador publicado em sua página na internet na última terça-feira, 6, também difundido por este blog, veja aqui.

Veja nota do senador.

"Regulamentação da mídia não tem nada a ver com censura. Defendo e sempre irei defender o fim dos políticos donos de jornais. Sou a favor da demolição dos monopólios de comunicação, principalmente daqueles que estão nas mãos de políticos que possuem concessões de rádios comunitárias e que desvirtuam conquistas obtidas com muita luta em prol destas rádios.
Liberdade de expressão é para todos, e não para pequenos grupos. Essa opressão apenas impede a circulação de ideias e dos diferentes pontos de vista. Essa estagnação da mídia é resultado de anos de negação da pluralidade, de imposição de comportamento e de padrões de negação da diversidade do nosso povo brasileiro."

Veja matéria do jornal A Gazeta

Randolfe defende volta da censura à imprensa, mesmo depois do atentado em Paris

O senador escreveu um artigo e publicou no seu site na internet, onde faz veemente defesa da censura prévia à imprensa, e prega a mordaça às emissoras de rádio e televisão. Sobre o assassinato dos jornalistas franceses, Randolfe se calou.

Um dia após o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) ter defendido a volta da censura prévia à imprensa, através de um artigo intitulado “Em defesa da regulamentação da mídia”, publicado em sua página na internet (http://blogdorandolfe.com.br/em-defesa-da-regulamentacao-da-midia/ ), terroristas islâmicos que comungam do mesmo pensamento de Randolfe (ódio à democracia e censura à liberdade de expressão exercida pela imprensa) executaram a tiros 12 jornalistas na redação do jornal francês “Charlie Hebdo”, em Paris, num dos mais sangrentos atentados terroristas que o mundo já presenciou neste século, e que deixou perplexa a humanidade.

De presidentes de países a cidadãos comuns, a comunidade internacional se comoveu com a brutalidade do ataque e condenou o terrorismo praticado em nome da censura, e que Randolfe tenta ressuscitar no Brasil depois de quase 30 anos de democracia restaurada.

Menos de 24 horas antes do assassinato dos jornalistas franceses, Randolfe tinha mandado sua assessoria de imprensa (acredite, o senador odeia jornalistas mas mantém uma equipe encarregada de difundir suas ideias através dos órgãos de comunicação que ele quer censurar) distribuir “press-realeses” divulgando posições reacionárias como amordaçar jornais, rádios e emissoras de tevê.

Em seu artigo, Randolfe Rodrigues chega a sugerir que parlamentares com mandatos federais – ele não poderia sugerir algo parecido para a esfera estadual uma vez que seu poder legislador é nacional – sejam proibidos de participar como sócios ou donos de emissoras de rádio e televisão. Não faz isso com jornais porque am publicação de obra impressa independe de prévia autorização ou concessão pública.
A Gazeta recebeu um e-mail do senador, enviado pela jornalista Carla Ferreira - os contatos dela são: (96) 8110-1234 (Whatsapp), Twitter: @Carlinha_F, e e-mail: carlinhamrf@gmail.com -, disponibilizando o material cujo teor faz defesa intransigente do retorno da censura aos órgãos de imprensa. Randolfe chama a nova censura de “defesa da regulamentação da mídia”.

Nessa quinta-feira, quando assassinos islâmicos invadiram a redação do “Charlie” e executaram a sangue frio chargistas que supostamente criticavam o Islã, a própria presidente Dilma Rousseff, que escalou seu novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, para desengavetar a censura à imprensa, voltou atrás e condenou o ataque à liberdade de expressão.

Randolfe, por sua vez, não escreveu nenhuma linha em seu site para condenar os ataques. Nem mandou release para as redações dando sua opinião a respeito do assunto.

Para o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, “o atentado ao Charlie Hebdo foi um ataque aos dois pilares da democracia: a imprensa e a liberdade de expressão”. Randolfe não deve ter visto a entrevista de Ban Ki-moon à imprensa internacional. Do contrário, faria coro com o mundo civilizado ao condenar o assassinato covarde dos jornalistas.

Nesta quinta-feira, os jornais franceses classificaram o ataque de "barbárie" e "guerra contra a liberdade". A comoção provocada pelo sangrento atentado contra a revista satírica francesa se refletiu na primeira página dos principais jornais internacionais.

Na imprensa francesa, fundos pretos e desenhos prestaram homenagem aos 12 mortos, entre eles famosos cartunistas como o conhecido “Kalashnikov”.
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"Liberdade de expressão é para todos", diz Randolfe sobre matéria de A Gazeta "Liberdade de expressão é para todos", diz Randolfe sobre matéria de A Gazeta Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sexta-feira, janeiro 09, 2015 Rating: 5

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