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Dossiê Eduardo Cunha

Eduardo Cunha: como um "ex-collorido" concentrou tanto poder no Congresso Nacional

Circula na rede internet "dossiê" sobre a trajetória política do deputado do Rio de Janeiro, Eduardo Cunha(PMDB), favorito para presidir a Câmara Federal. Aqui ressalta-se, o peemedebista nega todas as acusações e diz que as suspeitas e denúncias são em decorrência do favoritismo na eleição de domingo, com a posse dos novos deputados da Câmara dos deputados.
O blog reproduz as matérias sobre a trajetória do deputado Eduardo Cunha - um expoente do sistema político brasileiro.


Eduardo Cunha por Cid Gomes: escória da política. PC Farias, Jorge La Salvia, algumas recordações sobre o chantagista.


Cid Gomes (Pros) subiu ontem o tom contra grupos da política que estariam “chantageando” a presidente Dilma Rousseff (PT) no Congresso. Reforçando proposta de criar partido de esquerda para “combater o PMDB” e garantir maioria à presidente no Legislativo, o governador disparou críticas ao líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).

“Essa linha de Eduardo Cunha e essa fração do PMDB que ele representa, que se junta aí mais com o PR, a escória da política no Brasil. Isso é terrível, isso é terrível. Não tem quem resista, não tem governo que resista a uma situação como essas. O povo precisa banir isso, pela repulsa, pela denúncia, pela crítica”, disse, durante inauguração do OFF Outlet, em Caucaia.

Cunha, que articula candidatura à presidência da Câmara por “blocão” unindo oposição e aliados insatisfeitos de Dilma, foi alvo de outras críticas do governador. “A política no Brasil está no fundo do poço (...) nós tivemos um parlamento recém-eleito, então não sei como vai ser, mas o que está saindo aí está dando demonstrações das mais agudas do fisiologismo, que é esse Eduardo Cunha. Isso é um pavor que liquida qualquer governo”.

Ciro e Cunha

Não é o primeiro ataque dos irmãos Ferreira Gomes ao deputado. Em dezembro de 2009, o então deputado federal Ciro Gomes disparou críticas bem semelhantes: “Eu não sei de onde este cara tirou tanto prestígio (...) ele é o relator dos trambiques que se fazem nas medidas provisórias, ele foi presidente da Comissão de Justiça. E o que se fala dele não é publicável”, disse.

“Ou a gente muda isso ou o Brasil não aguenta. Tenho dito ao Lula: ‘Olha, com essa base aí, até com você está dando pra ir. Agora eu não aguento, a Dilma não aguenta’”, disse. Na época, o ataque motivou queixa crime do peemedebista contra Ciro no Supremo Tribunal Federal (STF).

O POVO tentou contato com Eduardo Cunha ontem. Ligações ao seu gabinete e telefone celular, no entanto, não foram respondidas. (colaborou Terezinha Fernandes)
O Povo



Para ler a reportagem da Istoé (House of Cunha) sobre as chantagens AQUI

O “leilão” de Eduardo Cunha

Fernando Brito Tijolaço

O mestre Janio de Freitas – sempre ele, quase só ele – traça um retrato que a imprensa, no seu afã de abanar tudo o que possa ser foco de dificuldades para Dilma Rousseff, tem sido incapaz de traçar.
Mostra como é, de fato, a luta entre o PMDB presidido por Michel Temer e a parte da bancada liderada por Eduardo Cunha, um personagem tenebroso no qual se depositam esperanças de vir a ser o “derrubador parlamentar” da expressão eleitoral do povo brasileiro.

Janio demonstra como Cunha se oferece – e aos deputados que lidera – como uma esfinge sem mistérios, da qual o desafio ao governo é um “atenda-me ou te devorarei”.

Mas que, também, negocia com a oposição a condição de príncipe da sabotagem, que lhe renda poder, vantagens e uma liderança política incompatível com sua pequenez moral.

Janio diz tudo, mas atrevo-me a uma pequena e burlesca contribuição de testemunha ao que diz Janio sobre as artes de Eduardo Cunha é frente da Telerj no Governo Collor. Por meio de um secretário de Estado, foi ao Palácio Laranjeiras, no início do segundo governo Brizola, levar um dos primeiros telefones celulares a operar aqui. Um trambolho, que funcionava numa maleta e servia apenas para fazer peso. Brizola recebeu aquele traste e nunca, que eu visse, o usou. A única ligação que Cunha tentou com o sabido gaúcho, caiu logo no começo. Quando Garotinho, ainda no PDT, elegeu-se governador, Cunha foi uma das indicações que levou ao rompimento de Brizola com o recém-eleito, quando lhe entregaram as obras da Cehab,pelo apoio de sua rádio evangélica. Se perguntarem a Garotinho, hoje, o que é Eduardo Cunha, tirem antes as crianças de perto.
Tijolaço



Encontro contra

Janio de Freitas

Divisão por divisão –esqueceram aquela?– há uma que, sobre ser verdadeira, está sem o reconhecimento de sua importância e, no entanto, é decisiva para muitas das questões suscitadas com o resultado da eleição presidencial.

O PMDB tem agendadas para hoje duas reuniões contraditórias. Vice-presidente reeleito e presidente do partido, Michel Temer reúne governadores e outros eleitos, lideranças e ministros peemedebistas para considerações conjuntas sobre metas do PMDB e sobre projetos passíveis do apoio partidário, em especial a reforma política. Essa pauta da reunião é real, mas o que une todos os temas é a busca de unir também os presentes, contra a contestação a Temer, ou ao comando partidário em geral, organizada pelo deputado Eduardo Cunha, líder da bancada na Câmara.

Marcada a reunião no Palácio Jaburu por Michel Temer, Eduardo Cunha saiu com a represália: convocou os seus deputados para reunião também hoje. As aparências oferecidas por ele são de que age para defender o objetivo de eleger-se presidente da Câmara. Mas, antes mesmo de expor tal propósito, veio emitindo sinais de um plano de dissensão. Desde logo, por exemplo, com a condução da bancada em frequente oposição à linha do partido. Todos os assuntos pareceram ser-lhe úteis para ser visto como um problema em crescimento.

Eduardo Cunha entrará muito fortalecido na nova Câmara. Adotou uma igreja evangélica, que lhe assegurou votação extraordinária, obteve grande apoio financeiro para candidatos a deputado e não se limitou a ajudar correligionários diretos. É dotado de sagacidade muito aguda e de audácia que ainda não mostrou limite algum, ao impulso de ambições que se revelam sempre maiores do que o já espantoso.

A solução interna dos peemedebistas terá o mesmo significado para o PMDB e para o governo. O predomínio continuado do comando com Michel Temer e sua corrente levará à permanência do convívio peemedebista com Dilma Rousseff, com o governo e com o PT, sem maiores alterações. Incluída a composição em torno da eventual reforma política e de outras possíveis reformas. Esse peso decisivo do PMDB se refletirá, portanto, nas tendências do Congresso e, em particular, da Câmara semelhantes às atuais.

O êxito de Eduardo Cunha levará ao desalinhamento entre PMDB e governo, sem que daí se deduza o alinhamento à oposição. Ser disputado aumenta o valor. E o maior valor torna mais fácil abrir caminhos para o objetivo. É o que Eduardo Cunha tem feito, desde que surgiu, como do nada, recebendo de PC Farias já o cargo, com múltiplas utilidades, de presidente da telefônica do Rio.
A cara do Congresso que se instalará em 2015 está na dependência de como se decida a divisão do PMDB.
Tijolaço Folha (Jânio de Freitas)


PGR acusa Eduardo Cunha de falsificar documento

Procurador-geral afirma que candidato a líder do PMDB na Câmara foi “único favorecido” com falsificação que barrou processo no TCE-RJ. Deputado diz que não sabia, à época, que papéis apresentados por ele eram falsos


por Eduardo Militão 30/01/2013
Na acirrada briga pela liderança do PMDB na Câmara, o deputado Sandro Mabel (GO) não é o único candidato com problemas na Justiça. Considerado um dos favoritos para liderar a segunda maior bancada da Casa, ao lado do próprio Mabel, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Num deles, o Inquérito 2984, foi denunciado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por usar, segundo a acusação, documentos falsos na tentativa – bem sucedida até o ano passado – de barrar uma investigação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro sobre irregularidades atribuídas à sua gestão no comando de uma estatal fluminense. O caso é relatado no Supremo pelo ministro Gilmar Mendes, que ainda não se posicionou sobre o parecer enviado pelo procurador-geral da República, apresentado há dois anos. O deputado argumenta que não sabia que os documentos apresentados por ele eram falsos e diz que foi vítima de um estelionatário. Ele nega, ainda, ter ocorrido irregularidades na sua passagem pela direção da Companhia de Habitação do Estado do Rio de Janeiro (Cehab).

Os argumentos de Eduardo Cunha não convenceram Gurgel, que o denunciou por dois crimes: usar documento falso e fraudar papéis. No inquérito, ao qual o Congresso em Foco teve acesso, Gurgel diz que o deputado foi o “único favorecido” com a falsificação. O caso aguarda relatório e voto de Gilmar Mendes. Se o STF receber a denúncia, Cunha se tornará réu em uma ação penal.

A denúncia remonta ao período em que Eduardo Cunha serviu ao governo de Anthony Garotinho no Rio de Janeiro. Na época, entre os anos de 1999 e 2000, ele presidiu a Companhia de Habitação do estado. O peemedebista deixou o cargo após denúncias de irregularidades em licitações. Uma delas envolvia uma empresa representada por um ex-procurador do empresário Paulo César Farias (já falecido àquela época), que ganhou uma concorrência para construir casas usando um atestado falso de capital social. PC Farias foi tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello, eleito em 1989 pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN), partido ao qual Eduardo Cunha era filiado naquele ano. Ele participou, inclusive, do comitê eleitoral de Collor no Rio. As suspeitas passaram a ser investigadas pelo Ministério Público e pelo TCE do Rio.

Em 2002, Cunha obteve do procurador do Ministério Público Elio Fischberg cinco documentos que certificavam o arquivamento das investigações naquele órgão sobre a Cehab. Eram arquivamentos supostamente feitos por promotores e procuradores do MP sobre a companhia de habitação. Os papéis foram entregues ao deputado e a seu advogado, Jaime Samuel Cukier. Entretanto, eram falsos, como comprovaria em 2008 o Instituto de Criminalística Carlos Éboli, da Polícia do Rio.

Com os documentos fraudados em mãos, Cunha protocolou um pedido de manifestação no TCE em 24 de abril de 2002. O relator do caso era o conselheiro Jonas Lopes de Carvalho, chefe da Casa Civil do governo Garotinho e ex-colega de Cunha naquela administração. Ele votou pelo arquivamento do processo, ao contrário do que queriam os inspetores e os procuradores do TCE. Com base nesse voto, o plenário do tribunal de contas arquivou o processo. No ano passado, o próprio TCE reabriu as investigações. Hoje, o presidente daquela corte é o próprio Lopes de Carvalho.
Congresso em foco
Relembre aqui

31 de março de 2000
íntegra aqui

Publicado no Jornal do Brasil em 13/07/2001

AMIGO DO PC

Eduardo Cunha

Ouviu-se falar pela primeira vez de Cunha em 1989 quando foi tesoureiro no Rio da campanha presidencial de Fernando Collor. Em fevereiro de 1991 foi nomeado presidente da Telerj - segundo algumas fontes, por indicação de Paulo César Farias - e ocupou o cargo até abril de 1993. No começo do governo Garotinho, o dono da Melodia, Francisco Silva, foi nomeado secretário de Habitação, cargo extinto em outubro de 1999, quando Silva reassumiu seu mandato parlamentar; enquanto isso, Cunha foi indicado presidente da Companhia Estadual de Habitação (Cehab).

Com a chegada de Cunha, começou a ser registrada na Cehab a presença diária de outro integrante do esquema collorido: o argentino, naturalizado brasileiro, Jorge La Salvia, testa-de-ferro de PC Farias em operações de lavagem de milhões de dólares do narcotráfico. Este nome aparece também em outra história escabrosa, a das fitas gravadas na sede do BNDES na véspera da privatização da Telebrás: no inquérito, foram detectadas várias ligações entre La Salvia e Temílson Antônio Barreto de Resende, o Telmo, indiciado como um dos autores do grampo.

Cunha acabou sendo afastado da Cehab em abril do ano passado, no roldão de denúncias sobre a enxurrada de contratos sem licitação e favorecimento a empresas amigas que varreu o governo fluminense
aqui



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29.Mar.2000

Licitações polêmicas da Cehab atingem governador e põem Eduardo Cunha no olho do furacão
Depois da crise na área da Segurança Pública, o governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), está às voltas com outro vespeiro. A construção de 100 mil casas populares, que deveria ser um dos trunfos da sua gestão – projeto para o qual reservou R$ 350 milhões –, acabou se transformando nas últimas semanas num festival de denúncias de licitações irregulares e contratos com empresas fantasmas. No olho do furacão está o presidente da Companhia Estadual de Habitação (Cehab), Eduardo Cunha, que foi secretário da Executiva do PRN e presidente da Telerj no governo de Fernando Collor. Cunha identifica nas denúncias uma motivação política. “Querem atingir o governador Garotinho e estão me usando para isso”, afirma. Na maioria dos casos, porém, há questionamentos puramente técnicos. As principais dúvidas são relacionadas à empresa paranaense Grande Piso, que em poucos meses se transformou de microempresa em construtora para vencer quatro concorrências da ordem de R$ 34 milhões no Estado do Rio.

Nas licitações vencidas pela empresa Grande Piso, pelo menos uma irregularidade já foi confirmada e há muitos fatos estranhos sendo apurados. O próprio presidente da Cehab admite que errou ao aprovar os editais das concorrências sem submetê-los ao Tribunal de Contas do Estado. “Me baseei num parecer da Procuradoria Geral do Estado, mas depois descobrimos que o TCE realmente deveria analisar os contratos”, explica Cunha. A trajetória da Grande Piso é meteórica. Até agosto, não passava de uma microempresa de revestimentos, com capital social de R$ 490 mil. Em dezembro, transformou-se em construtora, com capital de R$ 2,58 milhões. Contratou engenheiros pouco tempo antes de inscrever-se nas concorrências que a Cehab começaria a realizar no mês seguinte.

Curiosamente, acabou levando a maior fatia das obras, num total de R$ 34 milhões. Numa construção no bairro de Acari, zona norte, já se passaram dois meses e a Grande Piso não colocou um só tijolo das 800 unidades que têm de ficar prontas em julho. No conjunto Nova Sepetiba, começou a construir sem licença ambiental.

Ligações perigosas – Em outra licitação, a firma vencedora usou a ajuda do argentino Jorge La Salvia, antigo conhecido de Cunha e ex-procurador de PC Farias. La Salvia assessorou a Central de Administração de Créditos Imobiliários (Caci) na concorrência que a empresa venceu para fazer a auditagem de contratos imobiliários da Cehab, um negócio de R$ 570 mil. A licitação foi homologada no dia 23 de novembro do ano passado, mas ISTOÉ teve acesso a uma cópia do contrato dessa concorrência – autenticada em cartório – assinada com data de 1º de novembro de 1999. Ou seja: o contrato entre a Cehab e a Caci teria sido assinado antes mesmo da realização da licitação. Em sua defesa, Cunha exibe o contrato que tem arquivado, onde aparece a data de 1º de dezembro do ano passado. “Estou sendo vítima de uma campanha difamatória, entregaram à revista uma cópia adulterada”, afirma. O presidente da Cehab dá pouca importância ao fato de o documento ter autenticação do 23º Ofício de Notas, o que comprovaria que foi conferido com o original. “Esses cartórios autenticam qualquer coisa”, reclama.

Não é difícil achar irregularidades em empresas contratadas pela Cehab. A Ilanes Consultoria – que prestou serviços de digitação – e a Louca Car Bangu – que assinou contrato como locadora de automóveis – aparecem no cadastro com endereços residenciais. Ao se cadastrarem no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, as duas empresas usaram as mesmas pessoas para assinarem como testemunha e contadora. Depois de denunciada a farsa, Cunha decidiu agir. “Achei que havia muitos problemas com essas empresas e resolvi anular a licitação”, afirma. Tantas complicações chamaram a atenção da Assembléia Legislativa. “Cunha já deveria estar fora do cargo há muito tempo”, reclama o deputado estadual Paulo Melo (PSDB). Cunha está desde o início no governo do pedetista Garotinho, apesar de filiado ao PPB de Maluf. Primeiro atuou como subsecretário de Habitação, na gestão do secretário Francisco Silva, atualmente no PST, seu parceiro político, e desde outubro é presidente da Cehab. O currículo desse economista de 41 anos é polêmico. Quando esteve à frente da Telerj no governo Collor também foi alvo de denúncias. Numa delas, foi questionado quanto a um suposto favorecimento à NEC, com quem a Telerj teria feito uma compra de US$ 4 milhões, sem licitação. Mais recentemente, chegou a ser investigado pela Polícia Federal no caso do grampo do BNDES, que derrubou o ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros e o então presidente do BNDES, André Lara Rezende.“Tanto Silva como Cunha não têm identidade ideológica com o PDT”, afirma o ex-governador Leonel Brizola.

Articulação – A ligação com seu passado collorido é outro ponto que embaraça o presidente da Cehab. Além de Jorge La Salvia, outro personagem é Roberto Sass, dono da empresa Grande Piso, que é filiado ao PRN. Por fim, Cunha tem como chefe de gabinete o advogado Lemoel Granjeiro de Carvalho. “Esse homem representava uma empresa que usou os serviços de César Arrieta, um lobista argentino que se servia da influência de PC Farias para apagar dívidas de empresas junto à Previdência”, acusa a deputada estadual Cidinha Campos (PDT), que presidiu a CPI do INSS, quando era deputada federal. Lemoel diz que nunca teve negócios com Arrieta.

O governador Garotinho finge não dar importância às ligações de seu subordinado com a turma de Collor. “Francisco Gros e Pedro Malan também trabalharam com Collor. Onde estão agora?”, rebate. Mas o currículo collorido de Cunha e as seguidas denúncias envolvendo concorrências da autarquia estão dando dor de cabeça ao presidente da Cehab. “Não tenho feito outra coisa senão me defender de acusações”, reclama. Ele não tem dúvida da motivação política dos ataques e dá nome aos bois. “Essa campanha é movida pelo ex-governador Moreira Franco, por orientação do Planalto. O objetivo é minar uma futura candidatura do governador Garotinho à Presidência.” Moreira descarta essa hipótese: “Ele está delirando e se dando muita importância. Quer dar às denúncias conteúdo político, como se ele fizesse parte das preocupações políticas do Planalto.
aqui

Exemplar da propaganda de Eduardo Cunha nas eleições 2010



5/4/2000
Correndo por fora da confraria de Campos, está um novo integrante que se adaptou perfeitamente ao grupo. É o presidente da Companhia Estadual de Habitação (Cehab), Eduardo Cunha. A Cehab é um dos órgãos mais importantes da administração por controlar as verbas da construção de casas populares, com um programa de gastos de 1,3 bilhão de reais até 2002. Cunha é filiado ao PPB de Paulo Maluf e, no governo Collor, foi presidente da Telerj por indicação de ninguém menos que PC Farias. Em 1993, acabou envolvido com outros integrantes do governo Collor num processo que corre na Justiça do Rio para apurar lavagem de dinheiro de diversas pessoas, entre elas o próprio Eduardo Cunha, através de conta de um doleiro chamado Jorge Luís da Conceição, que atuava no esquema de PC Farias.

Cunha assumiu a Cehab em outubro. Desde então, realizou quatro licitações para a contratação das obras de construção de casas populares, saneamento básico e infra-estrutura, a maior parte delas na Zona Oeste do Rio. A vencedora de todas as concorréncias foi uma desconhecida construtora do Paraná, a Grande Piso. Coincidentemente a empresa pertence ao empresário Roberto Sass, que, como Eduardo Cunha, também foi do PRN de Collor e se bandeou para o PPB. O TCE detectou várias irregularidades na contratação da construtora. Um exemplo: ela está registrada como microempresa na Fazenda Federal, apesar de ter ganho contratações no montante de 35 milhões de reais. Eduardo Cunha chegou à Cehab por intermédio de um importante colaborador de Garotinho, o deputado federal e pastor evangélico Francisco Silva.
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Dossiê Eduardo Cunha Dossiê Eduardo Cunha Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sexta-feira, janeiro 30, 2015 Rating: 5

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